19 março 2016

Novos Filmes Espíritas À Caminho!

NOS PASSOS DO MESTRE
Mundo Maior Filmes
Direção: André Marouços



Entra em cartaz nos cinemas no dia 24 de março, uma quarta-feira na Semana Santa, o filme “Nos passos do Mestre”, documentário sobre a vida de Jesus, inédito, que apresenta, pela primeira vez, sob o ponto de vista do Espiritismo, a trajetória daquele que dividiu o tempo em antes e depois de sua passagem pela Terra. 
O lançamento é da Mundo Maior Filmes, produtora cinematográfica da Fundação Espírita André Luiz, de Guarulhos (SP). “O filme vai surpreender” – garante o cineasta, roteirista e diretor executivo do longa André Marouço, responsável por produções como “Causa e Efeito” e “O Filme dos Espíritos”. Segundo ele, o lançamento vai facilitar a compreensão melhor das mensagens deixadas por Jesus, mostrando também o verdadeiro objetivo da missão do Mestre, que não pretendeu criar nenhuma religião. “Depois desse filme, aquela imagem de Jesus sofrendo na cruz, do Cristo dogmático, milagroso, vai se modificar e abrir espaço para uma mensagem amorosa, mais racional, que vai transformar a vida de muita gente” – acrescenta.
Jesus será vivido nas telas por Fábio Malosso (foto), que tem larga experiência no papel, já que interpreta o Mestre também na “Paixão de Cristo”, encenação ao ar livre realizada tradicionalmente no período da Páscoa na cidade de Nova Jerusalém, em Pernambuco. E, assim como ele, todo o restante do elenco.
“Nos passos do Mestre” foi rodado em Israel, Egito, Turquia, Itália e no Brasil,com dramatizações de trechos não só da vida de Jesus como de Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo. O documentário também é enriquecido com depoimentos e a supervisão dos pesquisadores espíritas Severino Celestino e Adão Nonato, especialistas no Antigo e Novo Testamento.
“O objetivo principal desse trabalho é quebrar dogmas” – destaca Celestino.
O filme, que já havia sido exibido no 5º Festival de Cinema Transcendental, realizado em Brasília, em agosto do ano passado, foi feito com a ajuda de um financiamento colaborativo, que reuniu mais de 900 participantes e captou quase R$120 mil.
“Nos passos do Mestre” tem 100 minutos de duração e os produtores esperam que possa, no futuro, ser disponibilizado também em outros idiomas.
Informações sobre o filme podem ser acompanhadas pelo Facebook:
https:// www.facebook.com/DocNosPassosDoMestre.
A produção também tem um site oficial do filme: http://nospassosdomestreofilme.com.br
Quem quiser ver uma prévia do que será apresentado nos cinemas, o trailer pode ser assistido em www.youtube.com/watch?v=RPFRiUqh1N4.

ALLAN KARDECK e NOSSO LAR - OS MENSAGEIROS
Projetos da Federação Espírita Brasileira



Depois de Chico Xavier, chegou a vez do Codificador do Espiritismo, Allan Kardec, ter a vida contada no cinema.
O lançamento está previsto para o início de 2017. O papel deKardec será vivido, pelo que se comenta, pelo ator Tony Ramos, que já participou do longa “Chico Xavier” (2010), no qual interpretou o diretor de TV Orlando.
O novo filme ainda não teve o nome anunciado, mas se sabe que será inspirado na biografia escrita pelo jornalista Marcel Souto Maior. A direção é de Wagner de Assis, também diretor de “Nosso Lar – Os Mensageiros”, cujo lançamento é igualmente esperado, que relata experiências de Espíritos que reencarnaram com instruções específicas para atingir o aprimoramento pessoal, mas que nem sempre foram bem-sucedidos em suas tarefas.
Ambos os projetos têm o apoio da Federação Espírita Brasileira.




16 março 2016

Espiritismo e Internet


Atualmente a internet cada vez mais faz parte da nossa vida, em certas ocasiões é a melhor e mais rápida forma para fazermos alguma coisa, entrar em contato, procurar emprego, enviar documentos, solicitar crédito, comprar e vender, etc. Ao contrário de uma ou duas décadas atrás, quando as conexões discadas apareceram, hoje temos conexões rápidas, 3G, 4G, Wi-Fi e de banda larga  que podem se tornar  inúteis, se a mente for estreita.

Eis a ideia veiculada numa determinada campanha publicitária nacional, que toca numa temática bastante interessante.
Nos tempos de desenvolvimento tecnológico incessante e revolucionário; nos tempos da velocidade da informação, e da conectividade em tempo real com o mundo todo, é necessário pensar.
Pensar se tudo isso, realmente, está sendo utilizado em favor do desenvolvimento humano, ou é apenas mais uma distração criada pela alma imatura do homem terreno.
Sim, pois, se pouco ou nada nos acrescenta como Espíritos, no que diz respeito ao nosso progresso moral, ao nosso melhor comportamento, de que nos adianta?
De que nos adianta ter a facilidade no acesso à informação, se não sabemos o que fazer com ela?
De que adianta ficar sabendo de tantas e tantas coisas, se não sabemos selecionar o que eu quero e o que eu não quero para mim?
Toda banda larga é inútil, se a mente for estreita.
A mente estreita é esta que se perde em meio a tantas possibilidades, sem saber para onde ir.
Naufragam ao invés de navegarem na Web.
Gastam seu tempo querendo saber da vida dos outros, do que aconteceu aqui ou ali, inaugurando apenas uma nova forma de voyeurismo e fofoca - apenas isso.
A mente estreita lê, mas não pensa sobre o que leu, não emite opinião, apenas aceita...
A mente estreita prefere o contato virtual, dos perfis raramente sinceros, do que a conversa olho no olho, sem barreiras, sem máscaras.
A tecnologia está à nossa disposição para nos ajudar. É o conhecimento intelectual engendrando o progresso moral, propiciando o adiantamento do ser humano, e não sua destruição.
A chamada informação nunca foi tão fácil e farta, é certo, mas será ela, por si só, suficiente?
O que mudou em nós, seres humanos, as agilidades tecnológicas da nova era? Tornamo-nos melhores? Mais caridosos? Mais dispostos a nos vermos todos na Terra como irmãos?
Talvez para alguns sim, os de mente larga e coração amplo.
Tantas comunidades do bem na rede, tantas propostas nobres ligando pessoas em todo o mundo!
Inúmeras mensagens de consolo, de esclarecimento, diariamente cruzam os ares virtuais da internet, e levam carinho e alegria a muitos lares infelizes.
São muitos os exemplos de como os avanços intelectuais podem ser bem utilizados em favor do desenvolvimento humano.
Sejamos nós estes de mente larga, que querem e trabalham pelo bem comum, das mais diferentes formas possíveis, e que se utilizam de mais este instrumento, para viver o amor.
* * *
O Universo é a condensação do amor de Deus, e somente através do amor poderá ser sentido, enquanto pela inteligência será compreendido.
Conhecimento e sentimento unindo-se, harmonizam-se na sabedoria que é a conquista superior que o ser humano deverá alcançar.
Busquemos a plenitude intelecto-moral, conforme tão bem acentua o nobre Codificador do Espiritismo, Allan Kardec.

31 outubro 2015

Portas Estreitas

por H. Thiesen 

Nascemos, crescemos e aprendemos e não somos capazes de absorver as lições que encontramos pelo caminho. Passamos a viver, nos cercamos de egoísmos e orgulho. Pensamos sempre em nós e nos nossos, esquecemos que precisamos do mundo ao redor. Traçamos planos, cultivamos sonhos.
Queremos que tudo dê certo para nós. Enquanto sonhamos, não lembramos que nossos sonhos, por mais simples que sejam, exigem de nós, constância, boa vontade, insistência, coragem. Muitos dos sonhos são inalcançáveis, mas mesmo assim insistimos. E, tanto insistimos com a nossa realização e satisfação, que fechamos os olhos e a única coisa que conseguimos ver a nossa frente é a decepção, resultado do nosso desânimo, da falta de coragem, da mania de querer tudo nas mão, sem fazer esforço, da nossa falta de paciência, das nossas desistências.
Decepcionados, começamos a culpar o destino, a nos abrigar no azar, na falta de sorte, pensam os céticos. Ah, eu não mereço isso! Ajudo tanto e tantos! Pensam os orgulhosos, que fazem caridade em busca de reconhecimento. É, tem gente que tem e tem cada vez mais, só pode estar conseguindo por debaixo dos panos, eu faço e aconteço e nunca tenho nada! Assim pensa os egoístas, esquecidos que as vezes a riqueza é a pior das pobrezas, isola do mundo! Pois é, Deus não gosta de mim, definitivamente atirei pedra na cruz. Pensam os religiosos, aqueles que vão a missa, ao culto, rezam o Pai-Nosso, desfiam o rosário, envolto em pseudo-orações da boca pra fora, religiosos sem espiritualidade.
Quem de nós, nunca pensou assim?
Isso tudo são as pedras que encontramos pelo caminho e que não fazem parte dos nossos sonhos. Quando as encontramos, ficamos na encruzilhada. Mudamos o rumo e as evitamos ou, seguimos e as enfrentamos? De uma maneira ou de outra, uma coisa é certa, elas não serão as últimas. São as pedras que nos ensinam a viver e a aprender, que nos trazem a experiencia, que nos dão o prazer da vitória, que nos ensinam sobre humildade. Aprender a caminhar sobre as pedras é a receita da felicidade.
Alguém já disse um dia, larga é a porta que leva à perdição e estreita é aporta que leva a vida, mas poucos os que a encontram. 
Vivemos andando pelos caminhos espaçosos e procurando as portas largas das facilidades, mas nos esquecemos que as nossas portas são estreitas, desde o momento do nosso nascimento!

30 outubro 2015

Tendências Sexuais e Espiritismo

por H. Thiesen 

Múltiplas experiências humanas reencarnatórias, o espírito ora transitando pelo sexo feminino e ora pelo masculino, proporcionam ao espírito tendências sexuais, sejam femininas ou masculinas. Reencarnado com ambas polaridades e, muitas vezes contrariado, aos impositivos da sua anatomia genital e da educação sexual que acolhe em seu ambiente familiar, social e cultural, tenderá para qualquer das duas opções e o fará nem sempre de acordo com sua aspiração interior, que poderá ser inverso ao que determina o meio.
O Espírito Emmanuel ensina no livro “Vida e Sexo” que o “espírito passa por fileira imensa de reencarnações, ora em posição de feminilidade, ora em condições de masculinidade, o que sedimenta o fenômeno da bissexualidade, mais ou menos pronunciado, em quase todas as criaturas.” 
Há vários fatores educacionais que contribuem para despertar no indivíduo as tendências depositadas no seu inconsciente, ainda que desempenhe papéis de acordo com a sua anatomia genital e que seu psiquismo se constitua de acordo com sua opção sexual, poderá ocorrer que se desperte com desejos de ter experiências afetivas com pessoas do mesmo sexo. Tal fato poderá lhe tumultuar a consciência caracterizando transtornos psíquico-emocionais.
A vivência do espírito no sexo oposto, ao que adotou, em cada encarnação, bem como nas encarnações nas quais exerceu sua opção sexual, irão moldar no seu psiquismo as tendências de cada polaridade. Explica Emmanuel, que "a homossexualidade e também a transexualidade,  não encontram explicação fundamentada nos estudos psicológicos que tratam do assunto nas bases materialistas, mas é perfeitamente compreensível, à luz da reencarnação.”
Em O Livro dos Espíritos, questão 202, Allan Kardec pergunta aos Espíritos e esses esclarecem:
Quando errante, que prefere o Espírito: encarnar no corpo de um homem, ou no de uma mulher?
- Isso pouco lhe importa, o que o guia na escolha são as provas por que haja de passar.
 A genética procura encontrar genes que explicariam a homossexualidade, A psiquiatria procura por enzimas cerebrais que poderiam explicar ou influenciar no comportamento sexual.Porém a sexualidade real não se encontra no corpo, mas na complexidade do espírito. É assim que devemos encarar as questões pertinentes ao sexo. A coletividade humana ainda aprenderá, que compreender os conceitos de normalidade e de anormalidade deixa a desejar quando se trata apenas de sinais morfológicos.
Não podemos confundir homossexualismo, bissexualismo e transexualismo com desvios de caráter, pois os deslizes sexuais de qualquer tendência têm procedências diversas, por que suas raízes podem vir das profundidades íntimas insondáveis e até na Natureza, apresenta-se em enorme variação, começando pela autogênese (geração espontânea) dos vírus e das células, passando pela bissexualidade dos seres hermafroditas, o que para alguns pesquisadores justifica o aparecimento de desvios sexuais congênitos.
Com a atual liberação sexual na sociedade e a ascensão do sexo, a tolerância às outras vias e tendências sexuais aumentaram, permitindo que pessoas que viviam no anonimato se expressem naturalmente. Sobre esse tema Chico Xavier explicava de forma clara: “Não vejo motivo para críticas destrutivas e sarcasmos incompreensíveis para com nossos irmãos e irmãs portadores de tendências homossexuais, a nosso ver, claramente iguais as tendências heterossexuais que assinalam a maioria das criaturas humanas. Em minhas noções de dignidade do espírito, não consigo entender porque razão esse ou aquele preconceito social impedirá certo número de pessoas de trabalhar e de serem úteis a vida comunitária, unicamente pelo fato de haverem trazido do berço características psicológicas e fisiológicas diferentes da maioria. (…)Nunca vi mães e pais, conscientes da elevada missão que a Divina Providencia lhes delega, desprezarem um filho porque haja nascido cego ou mutilado. Seria humana e justa nossa conduta em padrões de menosprezo e desconsideração, perante nossos irmãos que nascem com dificuldades psicológicas?”( )
A Doutrina Espírita é libertadora e não impõe axiomas ou postulados ao seus seguidores, tornando-os infelizes ou sentenciando-se uma culpa. A energia sexual necessita de equilíbrio e não abuso ou repressão. A Doutrina Espírita não condena, mas recomenda respeito, fraternidade e compreensão para com os que possuem preferências homoafetivas. Muitas vezes pode até ser alguém fustigado por um apelo permissivo de erotismo, junto ao seu psiquismo movido pela motivação inconsciente à depravação, que podem estar perturbando seu projeto de edificação, através de uma conduta sexual adequada e, por isso mesmo, não pode ser discriminado e repudiado, sob pena de retirar-lhe as oportunidades de regeneração, pois, como orientou Jesus: “Aquele não tiver pecados, que atire a primeira pedra!”
Como já observado acima, segundo Emmanuel, não existe masculinidade plena e nem plena feminilidade em nosso Orbe. Tanto um sexo, como o outro, possuem algo de viril e feminil. Anteriormente como a educação era muito rígida e repressiva, era costume enquadrar os indivíduos em condição ambissexual (hermafroditismo) conforme a aparência sexual predominante, o que não determinava a sua sexualidade de fato, denotando em grandes problemas psicológicos e sociais para tais indivíduos, contrariando-lhe as verdadeiras aspirações.
Assumir a homossexualidade não deve significar um desafio ao grupo de relacionamento familiar, social ou profissional, mas um exercício de autoaceitação para poder reconhecer a si mesmo, perante o círculo de amigos e parentes, que vive uma situação conflitante. O verdadeiro desafio é a edificação íntima para superar os próprios conflitos e desejos, não só os sexuais, mas toda a espécie de desejos que comandam a vida de cada um de nós.
Retomando as palavras de Emmanuel: O mundo vê, na atualidade, em todos os países, extensas comunidades de irmãos em experiência dessa espécie, somando milhões de homens e mulheres, solicitando atenção e respeito, em pé de igualdade devidos às criaturas heterossexuais.
O homossexualismo não deve ser classificado como uma psicopatia ou comportamento merecedor de discriminação ou medidas repressivas, indivíduos em tais tendências, devem ser merecedores de toda a nossa compreensão e ajuda, para que possa vencer sua luta de adaptação ao novo sexo adquirido com o renascimento.
Para a maioria dos cristão, a união estável ou casamento entre pessoas do mesmo sexo, é uma questão muitíssimo controvertida, diante da visão preconceituosa da esmagadora maioria supostamente “puros”, é uma blasfêmia, o que torna o tema complexo e aberto para discussões. Porém, tendo-se como alicerce as opiniões, como de Chico Xavier, a união estável (casamento) entre homossexuais é perfeitamente normal.
Somente podemos entender melhor a questão se estivermos livres dos conceitos que nos acompanham há muitos milênios ou preconceitos, como queiram. Não é forçoso afirmar, que a legalização do casamento entre duas pessoas do mesmo sexo, é um avanço social e que apenas regulamenta o que existe de fato.
Sobre o mesmo assunto, Allan Kardec, Codificador da Doutrina Espírita formulou a Questão 695, em O Livro dos Espíritos e indagou os "Espíritos! com as seguintes palavras:
- O casamento, quer dizer, a união permanente de dois seres, é contrário a lei natural? Os orientadores dos fundamentos da Doutrina Espírita responderam com a seguinte afirmação:
- É um progresso na marcha da humanidade.
Tanto homossexuais e heterossexuais devem buscar a sua reforma íntima, não cedendo aos apelos e impulsos instintivos e sensuais. O que é ilícito ao homossexual, também é ao heterossexual, ambos precisam “discernir que o sexo é uma sede de energias superiores, concedidas para equilibrar as atividades psicosomáticas, sentindo-se no dever de resguardar-se dos desvios capaz de corrompê-las e, que a atividade sexual é uma fonte de bênçãos renovadoras do corpo e da alma. Em outras palavras, sexo é para sublimação e não para corrompimento.
É necessário reconhecer que ao serem identificadas as diversas tendências sexuais das pessoas nesse mundo de prova ou de expiação, é imprescindível lhes oferecer amparo, nas mesmas condições que à maioria heterossexual da sociedade.
Por fim, que estas idéias possam levar, a quantos as lerem, à meditação em definitivo, sobre esse assunto, lembrando que o homossexualismo ultrapassa a questão da simples atividade sexual.

29 outubro 2015

Felicidade e Autossustentabilidade

por H. Thiesen

A maioria das pessoas procura pela felicidade, mas de maneira errada buscam-na de maneira exterior, esquecendo-se que ela sempre está presente, no espaço interior, no seu emocional, na sua mente e no seu corpo. Para descobri-la-la é necessário uma tomada de consciência e de atitudes de onde e como encontrá-la.
Segundo Leonardo Boff, corporeidade ou dimensão como corpo, é tudo que é relacionado ao conjunto de relações que o ser humano tem com o universo, com a natureza, com a sociedade, com os outros e com sua própria realidade concreta, quanto aos cuidados com o ar que respira, com os alimentos que consome, com a água que bebe, com as roupas que veste e com os relacionamentos. É então, o ser humano inteiro e mergulhado no tempo e na matéria, um corpo vivo, dotado de inteligência e sentimentos. Um corpo total que vive numa trama de relações, que eclodem do seu interior para fora e para além de si mesmo, trocando energias sumariamente, desta forma, em todas as nossas ações físicas e até mesmo em um pensamento, trocamos com o meio no qual vivemos, parte da nossa energia.
A felicidade depende da nossa autossustentabilidade e um ser humano autossustentável é capaz de renovar energias de forma autônoma, que o leva à resultante, a harmonia interior.
A principal chave para isso é encontrada quando nos descobrimos nossa espiritualidade e começamos a nos ver como seres espirituais, parcelas de uma rede de consciências e capacitados para a construção e manutenção de um bem comum, ou seja, somos parte de um todo chamado Espiritualidade. Este Todo nos influência, tanto nos campos mentais, emocionais e físico, mas somos nós os responsáveis pela receptividade às influências que nos atingem, sejam elas boas ou más.
A paz ou o mal-estar são vivenciados e experimentados, através de atividades e emoções e podem ser construtivas ou destrutivas.
As emoções destrutivas, como o ciúme, o apego exagerado, a raiva e o orgulho são grandes causadoras de estresse, geram de conflitos, sofrimentos e dor para com os outros ou para consigo mesmo.
A humanidade, ou pelo menos grande parte dela, se deixa levar pelas emoções destrutivas, o que muitas vezes resulta na perda do autocontrole. Durante um momento de raiva, grita-se, ofende-se, magoa-se, muitas dessas vezes, a quem se ama, para depois vir a culpa e  o sofrimento. De outra forma, muitos acham a raiva um sentimento inferior, mas não deixam o orgulho. Outros não guardam rancores, são humildes, mas constroem dentro de si um eterno sentimento de rejeição. Qualquer que sejam os jeitos, ao contrário dos que possuem a raiva em si, continuam com as mágoas e ressentimentos, apesar de não serem expressos, as vezes imperceptíveis a eles mesmos, repetindo tais sentimentos, durante meses ou anos, indo de encontro ao estresse e acabando por somatizar a sua raiva, o seu orgulho a sua rejeição, transformando-os em úlcera duodenal, enfarto e até mesmo em um câncer.
Se fácil é deixar esses sentimentos e atitudes inferiores tomarem conta de nós e difícil é dominá-las, podemos adotar uma terceira via, tomando consciência que são sentimentos que cooperam para a nossa infelicidade e deixar que elas passem. Afinal de contas, depois de um acesso de raiva, qualquer um volta ao normal, então para que passar por ele. Desde quando guardar rancor resolve problemas? Então para que senti-lo? Pensar que é inferior ou rejeitado fará os outros lhe aceitarem? É claro que não, no máximo sentirão pena.
Está com raiva, quem xingar alguém, ficou com vontade ofender uma pessoa? Vai tomar água, encha a boca de água e só a engula depois que passar!
É lógico que para aparecerem os resultados é necessário dar tempo ao tempo, é como um desafio e a vitória tem que ser alcançada, muitas vezes necessita de que façamos estratégias, as quais se adaptem a nós para que cheguemos a reta de chegada da melhor maneira possível, neste caso, a vitória é alcançada livrando-se dos sentimentos e emoções inferiores e ruins e buscando a harmonia interior.
Para obter-se ainda mais alegria e harmonia, é necessário  cultivar altos sentimentos humanos, como a alegria de compartilhar e querer a felicidade com as pessoas ao redor,  a compaixão, o sentimento e o ato de ajudar o outro a aliviar o seu sofrimento e dar tratamento igual para com todos os seres, sem nenhuma preferência por um ou por outro.
Amar o próximo como a si mesmo,  fazer pelos outros, o que quereríamos que os outros fizessem por nós, é o conceito mais completo de felicidade, pois resume todas as regras de relação, deveres e direitos de cada um para com o próximo. Não encontraremos um conceito mais seguro e abrangente, a tal respeito, que tornar padrão, que devemos fazer aos outros, somente aquilo que desejamos para nós mesmos. Qual seria o nosso direito de exigir de alguém, melhor maneira de proceder, mais indulgência, mais benevolência e devotamento para conosco, se da mesma forma não agirmos? A prática desse ensinamento tende à destruição do egoísmo e da injustiça. Quando é realmente adotado como regra de conduta e para base para qualquer instituições, compreende-se a verdadeira fraternidade, a paz, a justiça e encontra-se a felicidade.
O amor verdadeiro resume tudo, visto que é um sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do que progredimos. O homem originariamente, somente possui instintos, quando corrompido, tende a ter sensações, quando instruído e depurado, tem sentimentos. O ponto crucial do sentimento é o amor, não aquele vulgar do termo, mas esse o verdadeiro, que lhe ilumina o interior e que reúne em seu objetivo as aspirações e as revelações sobre-humanas e imateriais da vida.
No homem, o ponto de partida é o instintos e necessário a ele, caminhar na direção de uma meta, o sentimento. O homem moderno, pouco avançou em relação ao ponto de partida, mas a fim de atingir a meta, tem a ele que vencer os obstáculos dos próprios instintos, em proveito dos seus sentimentos, isto é, aperfeiçoar-se, desatando os  seus laços à matéria. Os sentimentos trazem consigo o progresso.
Transformar os instintos em sentimentos é um trabalho árduo e prolongado. É uma fase de intensa atividade e tomada de consciência, qualquer mudança brusca no ambiente pode ser fatal (somo influenciados pelo meio). O Espírito precisa ser cultivado e preparado para a colheita. Toda a riqueza futura depende do trabalho atual, que se traduzirá em felicidade e essa conquista é muito mais do que bens terrenos e relacionamentos mundanos. É então que o Espírito, compreendendo a lei de amor que liga todos os seres, adentra os prelúdios das alegrias celestes, pois o amor é a essência divina e todos nós, temos dentro de nós, a centelha dessa chama ardente.
Não adianta o corpo estar bem, se a mente continua agitada, sem paz espiritual, gerando uma invasão de pensamentos incessantes e no final de um dia ter vontade de ir para cama e dormir! Esta é a atividade típica da uma mente com infinitas produções e funções bastante úteis de um cotidiano.
A atividade mental permite raciocinar, lembrar, apreciar, comparar, julgar, decidir, avaliar, acusar e defender, é uma atividade normal do espírito.
Se lembrarmos de um inimigo, a raiva surge imediatamente e perdemos a paz de espírito! 
A mente, propriedade principal do espírito, é capaz de obstruir o caminho e o acesso à paz, fazendo-nos perder o controle. Portanto é necessário disciplina, condicionamento e auto-conhecimento, para estabelecer hábitos salubres diferentes dos comuns e rotineiros. A vigilância precisa ser constante e são indispensáveis a vontade, paciência, perseverança e autoconfiança, para ultrapassar os obstáculos que a nossa mente é capaz de produzir e ter consciência que os objetivos deverão ser conquistados de etapa em etapa. 
Lentamente os condicionamentos passam a fazer parte do nosso inconsciente, passando a aquietar as ansiedades e criando em nós, o equilíbrio emocional, moldando as ambições, elevando a qualidade moral, transformando desejos em realizações e pensamentos em atitudes. Desaparecem então, os medos e os mecanismos de auto-punição e aflitivos, adquiridos durante o processo de tentativas de regeneração do ser.
Essa conquista leva a uma mente saudável, que passa a comandar a vontade do ser, que o faz distinguir automaticamente e sem esforço algum, o que deve e o que pode ou não fazer, bem como define os objetivos de sua existência, amadurecendo-o emocional e psicologicamente, a fim de enfrentar as eventuais dificuldades que fazem parte de todo o processo de crescimento.
O Ser deixa de querer triunfar sobre os outros, conquistar o mundo, tornar-se famoso, conduzir as massas, ser endeusado, porque para ele é mais importante a luta para conquistar-se e realizar-se interiormente, de onde surgirão possibilidades para a conquista de outras posses, que serão de secundária importância, mas necessárias para a sua vida, que se traduzem no desenvolvimento e no progresso da sociedade.
Tanto o ser humano como os animais, as plantas, todos os objetos e o mundo ao nosso seu redor são constituídos de uma mesma energia, assim sendo, neste nível de compreensão, nada pode ser separado da verdadeira natureza das coisas. Se tudo é a mesma energia, torna-se impossível separar a unidade do todo. É impossível separar a individualidade da totalidade planetária, energeticamente falando. Cada um de nós sistema individual que faz parte de um mesmo sistema maior e único. Em cada um de nós convivem células, órgãos, pensamentos, emoções e sentimentos, que interagem com os da coletividade.
Finalizando, ser feliz é ter a mente em bem-estar, isso é, arrumar a nossa casa mental, para que ela não nos condicione ao sofrimento, analisar e estudar a nossa condição mental, nos seus mais variados aspectos, na busca da sustentabilidade do nosso ser, de forma ética e responsável, tanto na nossa individualidade, quanto na coletividade. Felicidade é uma libertação de nós mesmos!
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