O Fenômeno da
Regressão de Memória
Mauricio
Mendonça Jr.
Capítulo 1 - A
Regressão de Memória
“Regressão de memória é o processo provocado ou espontâneo,
por meio do qual, o espírito encarnado ou desencarnado fica em condições de
relembrar o passado, da vida atual ou em existências anteriores, sejam elas
recentes ou remotas”.
A definição acima é bem ampla, e está assentada nos
preceitos básicos da doutrina espírita, sem, no entanto ser uma criação desta,
e nem oriundas de uma revelação transcendental revestidas de caráter místico ou
dogmático. Antes é um fenômeno natural que pode ser pesquisado utilizando
métodos e técnicas apropriadas, e que apesar dos recentes estudos e pesquisas,
sabemos de sua utilização já em culturas antigas como no Egito e na Grécia.
A aplicação prática mais usual para esse tipo de pesquisa,
seria uma inclusão no modelo clínico atual no tratamento para as doenças da
alma, traumas psicológicos e até somáticos, em muitos casos mostra-se uma
técnica que facilita a solução de muitos problemas.
Além disso, vislumbro a perspectiva de podermos utilizar a
regressão de memória como instrumento de autoconhecimento e desenvolvimento
pessoal, e/ou como instrumento para terapeutas possibilitando um melhor
conhecimento do paciente de psicanálise, sobre essa questão sugiro a leitura do
livro Investigando Vidas Passadas, de Raymond Moody Jr.
Poderíamos também conjecturar, em que seria possível uma
espécie de arqueologia espiritual, onde poderíamos explorar determinados pontos
obscuros da história, em beneficio geral da humanidade. Como exemplo cito o
livro de HCM - Hermínio C. Miranda, “Eu sou Camille Desmoulins”, onde ele mostra
um magnífico caso de regressão, identificando um dos líderes da revolução
francesa, o qual teremos um capítulo com a sua síntese. Da minha parte posso
acrescentar um outro caso que ainda estou pesquisando (até essa data), onde foi
identificadas a Rainha Nefertiti, Faraó do Egito na XVIII dinastia, co-regente
com o Faraó Akenaton.
Há de se ressaltar que essa obra foi compilada, quase que
totalmente transcrita dos livros de Hermínio C. Miranda, e principalmente do
livro “A Memória e o Tempo”. O autor, apesar da sua modéstia, na minha opinião,
é um dos maiores pensadores encarnados em se tratando desse assunto,. Uma outra
parte foi tirada de diversos autores, bem como do aprendizado próprio através
de algumas experimentações práticas de nossa parte. Recomendo ao leitor que
caso se interesse por esses estudos não deixe de ler esse e outros livros do
autor que constam na bibliografia.
Um pouco de
história
“As tradições orais que chegaram até nós, à falta de
documentos mais confiáveis, foram de grande valor, mas, no curso dos séculos,
tornaram-se desfiguradas, como medalhões corroídos, cuja idade os arqueólogos
tentam decifrar... (Christian Paul, 1972)”
Eqüivale a dizer, que o conhecimento de importantes aspectos
do espírito e das leis naturais, foi muito extenso e profundo em remotas eras e
que a história ‘oficial’ não tem registros. No Egito antigo foi desenvolvida a
tecnologia de ‘desdobramento’. Nesse estado que atualmente muitos chamam de
‘estado alterado de consciência’ – o ser espiritual, parcialmente liberto,
tinha condições de utilizar-se de conhecimentos que na vida de vigília lhe
seriam inacessíveis; de deslocar-se no tempo e no espaço; de entrar em contato
com seres desencarnados, etc. Posteriormente algumas dessas técnicas foram utilizadas
na Grécia e em Roma, mas aí já com grandes deformações... E depois, uma grande
repressão na Idade média sufocou quase que totalmente essas tradições.
Após o término do período de tirania da Igreja Católica,
houve uma retomada no desenvolvimento de outras áreas do conhecimento humano.
Um dos pioneiros foi Paracelso (1.493), o médico maldito, que reconhecia o
aspecto espiritual do homem e questões como a reencarnação. Reencarnaria depois
como Hahnemann (1.755) com as mesmas idéias e criaria a homeopatia. Antonie
Mesmer (1.733), médico excêntrico, que descobriu o magnetismo-animal, ou seja o
fluido-animal, que pode ser utilizado com fins curativos, aplicado hoje nos
centros espíritas sob o nome de passe.
Desde meados do século XIX, diversos pesquisadores vêem
contribuindo para elucidação desse “mistério”; nomes como Allan Kardec, Gabriel
Delanne, Ernesto Bozzano, Albert de Rochas, etc. E mais recentemente outros
nomes tem contribuído com suas pesquisas: Ian Stevenson, Denis Kelsey, Helen
Wambach, Edith Fiore, Brian Weiss e muitos outros.
Premissas básicas
Conforme foi dito anteriormente, o fenômeno de regressão de
memória é um fenômeno natural e como tal obedece a leis e não a dogmas ou
princípios religiosos. Espero que o leitor céptico que por ventura esteja nos
dando a honra de sua leitura, possa simplesmente aceitar os princípios que seguem
abaixo como hipóteses de trabalho e ir em frente. Porém para aqueles que
conhecem a doutrina dos espíritos ou tem algum outro tipo de conhecimento
espiritual, lembro que embutidos na estrutura do fenômeno estão os seguintes
conceitos fundamentais:
* Existência do
espírito, ser consciente e em evolução.
* Existência de
um corpo sutil, denominado perispírito.
* Preexistência
do espírito à sua vida na carne.
* Sobrevivência
do espírito após à morte do corpo físico.
* A vida noutra
dimensão no intervalo entre as vidas na carne.
* A reencarnação
(em um novo corpo ).
* A
responsabilidade pessoal, pelos atos praticados.
Técnicas
Algumas pesquisas de regressão, dizem respeito a lembranças
espontâneas em adultos e principalmente em crianças. Nesses casos não são
requeridas técnicas, é bastante uma metodologia para coleta e checagem dos
dados. Para a regressão provocada, algumas técnicas foram desenvolvidas e
aplicadas em conjunto a fim de possibilitar a leitura das memórias que não
estão acessíveis ao que chamamos de “consciência”.
1. Relaxamento
induzido: Devem ser aplicadas sugestões verbais, em local confortável e com música
própria para facilitar o relaxamento;
2. Hipnotismo com
Sugestão: Utilizado o Hipnotismo clássico, através de sugestão verbal;
3. Passes
Magnéticos: Aplicação de passes e relaxamento;
4.
Hiper-Oxigenação: Aceleração acentuada da respiração;
5. Relaxamento
pelo Sono: Utilização do cansaço produzido pelo sono;
6. Drogas
alucinógenas;
Dessas técnicas nos deteremos no estudo de três, a saber:
Relaxamento profundo, Hipnose e Passes.
Nossa atenção, no decorrer dessa obra, será focada nos
mecanismos que dão suporte ao fenômeno, não iremos no deter, portanto, nas
práticas de terapia usando a Regressão de Memória como instrumento de trabalho.
Capítulo 2 - A Verdadeira História do Tempo
Para entendermos os mecanismos e as técnicas de Regressão de
Memória é imperioso mergulhemos no profundo oceano de idéias e conceitos que
envolvem duas das grandezas das mais exóticas: A memória e o tempo. Deixo-lhes
aqui com o Pensamento de Hemínio C. Miranda, HCM, em “A Memória e o Tempo”.
O Tempo
Que é o tempo? Pergunta aparentemente simples e de fácil
resposta. Não nos iludamos, porém, com sua enganosa simplicidade. Todos
conhecemos as noções usuais sobre o tempo como a sucessão de minutos, dias,
meses, etc., Mas mergulhe um pouco mais fundo e ficará abismado ante a complexidade
do fenômeno ‘tempo’. Santo Agostinho, confessou honestamente a sua dificuldade
em definir o tempo, escreveu ele:
“Que é, então, o tempo? Se ninguém me perguntar, eu sei; se
desejo explicá-lo a alguém que me pergunte, não sei mais.”
Aristóteles na sua Física, fez uma penetrante análise que
ainda hoje impressiona. Para ele o agora é uma partícula indivisível de tempo
encravada entre o passado e o futuro e que de certa forma, tem de pertencer um
pouco a cada um deles, do contrário não poderia ligá-los.
“O ‘agora’ é o fim e o princípio do tempo, não ao mesmo
tempo, contudo, mas o fim do que passou e o início do que virá”
No início do século XX, Albert Einstein revolucionou a
Física com suas idéias sobre o universo. Uma de suas equações demonstra o que
ficou conhecido como paradoxo dos gêmeos, onde em uma fictícia viagem espacial
próximo à velocidade da luz, um dos gêmeos partiria na nave e o outro permaneceria
na terra. Passado dez anos na terra a nave retornaria, sendo que o para o gêmeo
que viajou teria se passados apenas alguns meses. HCM entende que o tempo é
realidade que transcende nossas limitações espaciais:
A divisão presente, passado e futuro é meramente didática,
destinada a reduzir a termos compreensíveis uma realidade que, sob muitos
aspectos, ainda nos escapa, mas que parece ser contínua e simultânea. O
presente é apenas uma linha móvel que arbitrariamente imaginamos, para separar
em duas – passado e futuro – uma realidade indivisível e global.
Então, O futuro já existe?
Somos levados a admitir, conjugado com a teologia, e a
metafísica a dizer que sim: “é evidente que vivemos num universo perfeitamente
ordenado, criado e mantido por uma inteligência prodigiosa, inconcebível para
nós. O futuro, portanto, não poderia conter surpresas e imprevisto para Deus,
suprema inteligência criadora: seria o caos. E se Deus conhece essa realidade –
Ela já existe.
LEF -
Lembrança de Um Evento Futuro:
Um acontecimento não raro que acontece com praticamente com
todas as pessoas é a nítida sensação de que uma cena (uma conversa, por
exemplo) que está acontecendo “agora”,nesse momento, e no entanto tem-se a certeza
que aquela cena já aconteceu “antes”, exatamente da mesma forma. Ou seja, é
como se tivéssemos lembrando de um evento futuro. A esse fenômeno estou
atribuindo o nome: LEF – Lembrança de Um Evento Futuro.
Outro tipo de experiência que demonstra essa idéia, é
realizada nos laboratórios de parapsicologia ou de pesquisas PSI. Onde sujeitos
(pessoas que se submetem a experiência) tentam prever quais cartas ou imagens
irão ser “sorteadas” por um programa de computador. Os resultados mostram um
nível de acerto bem maior do que seria apresentada pelo acaso, ou sorte.
Podemos concluir daí que o futuro pode ser lembrado, ou seja
observado antes que o fato aconteça. Temos aí, um paradoxo... Se o futuro pode
ser lembrado, ele pode ser alterado? Há um determinismo absoluto na nossa vida?
Como ficaria o conceito de livre arbítrio? ... Parada para respirar...
Próximo vôo
O físico Stephen Hawking[1], cujo livro “Uma Breve História
do Tempo” serviu de inspiração para o título desse capítulo, nos seus livros de
física para leigos, propõe interessantes teorias para as questões como a origem
do universo e a natureza íntima do tempo. Também propõe cenários onde se
admitem outras dimensões “paralelas” a essa que conhecemos, com seres
inteligentes pertencendo a essa realidade alternativa. No capítulo referente a
“forma” do tempo ele diz:
“O que é o tempo? Um rio ondulante que carrega todos os
nossos sonhos? Ou os trilhos de um trem? Talvez ele tenha curvas e desvios,
permitindo que você possa continuar seguindo em frente e, ainda assim, retornar
a uma estação anterior” Stephen Hawking.
O físico Laplace, século XVII, acreditava que o universo
obedecia as Leis mecanicistas de Isaac Newton[2], e portanto se soubéssemos a
velocidade e a posição inicial das partículas poderíamos teoricamente calcular
todos os eventos que ocorreriam no futuro. Atualmente, de acordo com a física
quântica existe o princípio da incerteza, que afirma exatamente o contrário, ou
seja, nós não podemos conhecer a posição e a velocidade das partículas ao mesmo
tempo. Fica então de acordo com a física atual a impossibilidade do
conhecimento prévio de qualquer acontecimento futuro. Apesar disso certos
fenômenos indicam que de certa forma pode se prever o futuro
Determinismo X
Livre- arbítrio
A seguir tento mostrar o meu pensamento de como conciliar
essa aparente contradição. Para a próxima fase desse quebra-cabeça precisamos
nos armar de algumas ferramentas auxiliares:
* Mente: O mais
complexo elemento do universo;
* Consciência:
Instrumento da mente para percepção e ação da realidade;
* Deus: A super
mente e a super consciência;
* Projeção:
Capacidade de Projetar o Futuro;
* Futuro P: O
futuro projetado por uma mente qualquer.
Hipótese:
A mente tem a capacidade natural de projetar o futuro
(Futuro P) de acordo com os dados acessados e principalmente às vastas
informações armazenados em si própria. Quanto mais evoluída e capacitada for a
mente, mais provável de acontecer será o Futuro P projetado por essa mente.
Sendo assim se a mente do Indivíduo X, pode projetar um
futuro P. com uma certa probabilidade que se torne real.Surge a partir daí duas
questões sumamente importantes:
1. Uma mente
infinitamente poderosa (Deus) poderia “projetar” o futuro P. com absoluta
certeza?
2. Ou seja, nosso
futuro está inexoravelmente traçado na mente de Deus??
A resposta da primeira pergunta é Sim, a segunda é Não.
Explico:
Deus nos dá o livre arbítrio relativo, proporcionalmente a
nossa responsabilidade em relação às leis cósmicas imutáveis. Quanto maior a
responsabilidade adquirida, maior a sua liberdade de escolha, o livre arbítrio.
Como compatibilizar a existência de um futuro P. (Projetado) com a liberdade de
escolha por cada um de nós? A resposta de uma certa é óbvia; é porque trata-se de
um futuro PROJETADO, e não REALIZADO. Portanto em determinado momento de sua
existência, o indivíduo X, toma uma decisão radical (certa ou errada), se sua
escolha for contrária ao que estava no futuro P. original, instantaneamente um
novo futuro P2 é calculado; na realidade sempre um novo futuro Pn é calculado a
cada instante, similarmente ao que se passa quando se joga uma partida de
xadrez, uma nova seqüência é calculada a cada jogada. Isso de certa forma está
de acordo com ao princípio da incerteza, onde não há o determinismo absoluto.
Por analogia podemos tomar um outro exemplo: Imagine uma
planilha de calculo eletrônica (qualquer computador pessoal possui esse
recurso), onde é calculado a lucratividade na fabricação de um determinado produto.
Para se chegar à margem de lucro desejada, temos que informar ao programa, uma
série de índices e valores iniciais a fim de obter o resultado. Suponhamos que
dado uma série S1 de dados iniciais, chegamos ao resultado de lucratividade
igual a 1,328; Caso haja uma variação nos dados, no decorrer do tempo, e alterarmos
uma variável de maneira radical, poderemos ter uma nova lucratividade igual a
1,456.
Desta forma podemos conjeturar que o tempo na realidade
seria uma realidade única, um eterno passado-presente-futuro. E nosso estado de
consciência normal, apenas consegue captar com maior exatidão o presente; com
alguma dificuldade em perceber o passado e com uma dificuldade muito maior em
perceber o futuro. De qualquer maneira a forma habitual como entendemos o
tempo, é falsa. De alguma maneira os fatos passados, presentes e futuros estão
lá. O que nos falta normalmente é a percepção de como observá-lo.
O PASSADO
Outra complicada questão é: O passado pode ser alterado, ou
simplesmente observado?
Ao que parece o Passado está na categoria dos eventos já
realizados e não mais estaria sujeito a alterações, podendo ser revisto ou até
mesmo vivenciado mentalmente, mas não mais seria passível de mudança.
A Memória
Agora voltemos, ao pensamento sereno de HCM:
Memória é faculdade de reter idéias, impressões e
conhecimentos adquiridos anteriormente. Lembrança, reminiscência, recordação.”
Embora o conceito de memória não seja tão complexo quanto o de ‘tempo’, oferece
também dificuldades quanto ao seu perfeito entendimento. Vejamos o que disse o
filósofo Platão, há mais de dois mil anos:
“Sendo a alma imortal e tendo nascido muitas vezes e tendo
visto tudo quanto existe... conhece tudo; não é admiração alguma que ele tenha
condições de trazer de volta à lembrança tudo quanto já soube acerca da virtude
e de tudo. (Platão)”
Na verdade é isto que ocorre: nossos arquivos mentais (as
nossas memórias) são exageradamente vastos, há neles um dossiê completo para
cada uma de nossas vidas. Ali estão, perfeitamente arrumados, classificados e a
disposição do ser humano; todas as suas vivências, do suspiro ou sorriso até as
agonias da mais terrível tragédia.
Uma das funções mais importantes da mente é a de esquecer,
não esquecer em definitivo, e sim guardar fora da memória consciente todo o
material que não está sendo interessante reter no momento. Até mesmo nas
memórias da vida presente algumas não conseguimos nos lembrar a não ser por
meio da hipnose (ou outro método semelhante).
Existem dois tipos de patologias envolvendo a memória, uma
onde a pessoa não consegue lembrar do que aconteceu minutos atrás, e outra onde
a pessoa mantém uma espécie de memória fotográfica de tudo que se passou com
ele durante toda a sua vida. Esta última aparentemente parece ser uma vantagem,
mas na realidade torna-se uma maldição porque causa uma sobrecarga nas funções
cerebrais e não consegue-se viver de uma maneira tranqüila e feliz, nem tão
pouco utiliza outros aspectos não mnemônicos como a arte e outras
inteligências, as chamadas inteligências emocionais.
Um problema real que não podemos ignorar é a possibilidade
de se implantar memórias falsas na mente de uma pessoa, através da hipnose.
Isso levou a que a polícia americana se precavesse quanto a utilização da
hipnose (mesmo sem transe profundo) para a obtenção de confissões de crimes ou
como identificação de suspeitos. Isso aconteceu devido a algumas condenações
baseadas em lembranças recuperadas sob hipnose e que depois se mostraram
falsas.
Por esse motivo, nas seções de RM devem ser evitadas ao máximo
sugestões que levem o sujeito à criar personagens e fatos fictícios. Muito
embora nos transes mais ou menos profundos o sujeito rejeita as sugestões que
estão em desacordo com as lembranças e reafirmam o que realmente estão “vendo”
ou sentindo. Em todo caso, não convém introduzir fatores de erros nas pesquisas
de RM.
Conclusão
Diante desse quadro, nada há de surpreendente no fato de que
se empregando a técnica apropriada seja possível não apenas sincronizar com
aquela realidade da memória chamada da memória que chamamos passado, como a
outra realidade do tempo que chamamos futuro. De alguma forma, portanto é
possível encontrar nas estruturas do tempo brechas cósmicas por onde os
sensores da mente aprofundam-se na intimidade de nossos registros inconscientes
e reproduzem sons, imagens e emoções de um passado esquecido, mas não
destruído, da mesma forma que a metodologia da hipnose pode rebuscar os
registros da vida atual no âmbito da subconsciência e do inconsciente. O esquecimento
é conveniente, contido por certos condicionamentos, mas não absoluto e total.
Tempo e Memória são dois conceitos fundamentais da técnica
de regressão de memória, embora encontremos também referências de natureza
espacial.
Capítulo 3 - A
Alquimia da Mente
“A Alquimia da Mente” - Este é o título do livro do HCM, que
tenta desvendar os mistérios da mente humana. Foi ao mesmo tempo difícil e
recompensador a tarefa de estudar e resumir as conclusões do escritor. Nesse
livro além de conceitos pertinentes à doutrina dos espíritos, é mostrado também
pensamentos e idéias de grandes nomes de filósofos e pesquisadores da mente de
uma forma em geral, desde Freud até Anne Besant.
O Cérebro e a
Mente:
É muito comum se fazer confusão entre os conceitos de
cérebro e mente, ou seja, serem tomados como sinônimos. Muitos querem atribuir
ao cérebro a função de criador de pensamento/consciência, assim como o fígado
produz bile, ou rim produz a urina, a questão é que a bile ou a urina são
substâncias bioquímicas, enquanto o cérebro produz elementos subjetivos como
idéias, emoções e inteligência. Mais de acordo com a doutrina dos espíritos é o
conceito de que a mente seria a entidade inteligente que comanda o órgão
material cérebro, semelhante ao motorista que dirige um grande caminhão.
Poderíamos melhor comparar com o que na informática chamamos de hardware e
software. Onde hardware seriam os circuitos eletrônicos digitais e o software
seriam os programas que agirão nesse hardware. Dessa forma o hardware (matéria)
seria o cérebro e o software (Inteligência), a mente. Ou seja, um é o agente, o
outro é o instrumento.
Cérebro: Lado Esquerdo x Lado Direito
O cérebro é, portanto um sofisticado e complexo circuito
bio-eletrônico, por onde trafegam idéias que recebe, interpreta, processa e
despacha. Há uma simetria na forma do cérebro, conjugada com uma assimetria de
suas funções. O hemisfério esquerdo controla o lado direito do corpo e dele
recebe as sensações correspondentes, ao passo que o hemisfério direito do corpo
controla o lado esquerdo. À exceção dos canhotos, a fala e o pensamento
espacial constituem atribuições praticamente exclusivas do hemisfério esquerdo.
Por outro lado, o direito é especializado em aspectos não verbais, tais como:
aspectos imateriais, emoções, música e artes em geral, sendo-lhe pois
indiferente que passem por esse ou aquele hemisfério.
O pensamento consciente costuma ser eminentemente verbal,
portanto no domínio do lado esquerdo, enquanto o lado direito como não verbal
sediaria os pensamentos inconscientes.
Curioso observar que nos canhotos todas as funcionalidades
do cérebro estão invertidas. Mais ainda, se um dos hemisférios se danifica, o
outro pode assumir tarefas para as quais, em princípio, não estaria programado.
Individualidade e Personalidade:
Seguindo as estruturas desse estudo, precisamos de dois
conceitos fundamentais, abalizados pela experiência do Hermínio C. Miranda.
Individualidade:
O ser inteligente, o espírito eterno.
Guarda em si, todas as experiências fisiológicas e
psicológicas desde a sua criação, todas as memórias de suas vidas na matéria e
fora dela; normalmente instalada (conectada) no hemisfério direito; a mente.
Personalidade:
O mesmo ser individual,
porém sem todos os recursos da individualidade. Dispõe,
regra geral, da memória da vida atual, do núcleo dos instintos, das aquisições
morais e de Inteligência, sem, no entanto lembrar-se das memórias arquivadas
das existências anteriores; normalmente instalada no hemisfério esquerdo; a
alma.
O espírito, esse ser consciente, responsável, lúcido e permanentemente
ligado à mente cósmica, está instalado no hemisfério cerebral direito seu posto
de monitorização e comando. É a Individualidade que traz nas suas próprias
estruturas espirituais, não apenas a vivência de todo um passado de experiências,
como a programação para cada nova experiência que se inicia na carne. Uma vez
colocados na memória operacional da criança, no hemisfério esquerdo, os
programas necessários à manutenção da vida, ela se retira para o contexto que
lhe é próprio e, através de seus terminais no lobo direito, monitora a
atividade que a Personalidade vai desenvolvendo.
Pelo mecanismo da reencarnação, a Individualidade vai
aprendendo a vencer as limitações da matéria e a dominá-la, sendo cada vez mais
ela própria, até que a personalidade não lhe constitua mais empecilho à sua
manifestação. Assim quando uma Individualidade atinge o nível evolutivo do
Cristo, a matéria na qual se acha mergulhada a Personalidade não oferece mais
nenhum obstáculo à expressão da Individualidade. Nesse caso praticamente não é
mais perceptível a diferença entre a individualidade e a personalidade
encarnada.
A Alma
Pequeno vocábulo que apresenta segundo o dicionarista, 26
significados. Relacionemos alguns que interessam ao nosso estudo para análises:
Verbete: alma
1. Princípio de vida. (Princípio Vital)
2. Filos. Entidade a que se atribuem, por necessidade de um
princípio de unificação, as características essenciais à vida (do nível
orgânico às manifestações mais diferenciadas da sensibilidade) e ao pensamento:
as faculdades da alma.
3. Princípio espiritual do homem concebido como separável do
corpo e imortal: "A alma precisa de silêncio e prece" (Cruz e Sousa,
Últimos Sonetos, p. 95): Reza pelas almas dos vivos... (Perispírito).
4. O conjunto das funções psíquicas e dos estados de
consciência do ser humano que lhe determina o comportamento, embora não tenha
realidade física ou material; espírito: Seu estado de alma sempre lhe transparece
nos olhos.
5. Pop. Espírito desencarnado: Diz ele que anda vendo almas.
(Perispírito)
6. Pessoa, indivíduo: Era uma boa alma; Mora num lugarejo de
dez mil almas.
Quando o Allan Kardec perguntou aos espíritos que lhe
assessoravam “O que é a alma?”, responderam simplesmente que “é o espírito
encarnado”, mas que isso dependeria do entendimento que se quisesse dar a essa
palavra. A reposta, apesar de curta, apresenta uma grande objetividade e coerência
com os demais postulados da doutrina dos espíritos. Para o sentido popular “6.
Espírito desencarnado”, temos o conceito de perispírito (veja o capítulo do
Magnetismo animal), que é mesmo “Ka” dos egípcios, ou corpo espiritual (ou
pneumático) no dizer do apóstolo Paulo.
A alma, portanto seria no presente estudo um sinônimo para
personalidade. É, portanto uma entidade da mesma natureza que o espírito (ou
individualidade), porém não dispondo de todos os seus recursos; ou seja, é um
espírito encarnado, e dessa forma limitado pelas circunstâncias que lhe são
imposta pela sua condição de encarnado.
Consciente e Inconsciente
Podemos agora relacionar essas duas definições com os
conceitos geralmente utilizados na psicologia.
Consciente: é a interface entre a Personalidade e a
vida/mundo material.
Inconsciente: é a parte da Individualidade não incorporada à
personalidade.
Os habituais conceitos da psicanálise de consciente e
inconsciente nos induzem a crer que há dois seres “dentro” de cada pessoa
encarnada. Não podemos deixar de reconhecer que suas dissemelhanças apresentam-se
tão veementes que justifica em parte o pensamento acima. Apesar disso, não há
dois seres distintos em nós, o que há é uma realidade única, o psiquismo
superior, ou Individualidade, que, mergulhado por uma de suas pontas na matéria
densa, tem a outra acoplada ao que poderíamos chamar de psiquismo cósmico. O
Livro dos Espíritos, no capitulo VIII, “da emancipação da alma”, trata dessa
questão, ou seja, das atividades que o espírito encarnado exerce nos seus
momentos de liberdade relativa. HCM observa que não deve ser qualificado de
inconsciente, um processo consciente de si mesmo e que sabe o que quer e para
que metas se dirige.
Acesso à Memória Integral
Sendo assim e tendo em mente as estruturas de tempo e
espaço, nada há de surpreendente no fato de que se empregando técnicas
apropriadas seja possível ter acesso tanto à memória da vida atual (própria da
Personalidade) quanto à memória integral pertencente a Individualidade.
HCM sugere que a memória integral é semelhante a um conjunto
de disquetes (eu diria hoje, CD regrávaveis que são mais duráveis e de maior
capacidade). Para cada nova existência, um novo disquete é preparado para
armazenar toda aquela vida. Ao final da experiência na carne os dados seriam
transferidos para a área de armazenamento da individualidade. Isso explicaria
em parte o fenômeno da recapitulação panorâmica no momento da morte, conforme
relatos mediúnicos e as pesquisas de experiências de quase morte. A personalidade
teria então um fácil acesso as gravações da vida presente. Durante o transe
numa seção de Regressão de Memória, a personalidade adquire momentaneamente
alguns recursos a mais da individualidade, incluindo aí o recurso de acesso aos
disquetes armazenados de existências passadas, e até mesmo de períodos entre as
encarnações.
Dessa forma o mecanismo envolvido na recuperação das
lembranças seria tão somente uma questão de memória, ou seja, a capacidade de
recuperar todas as informações gravadas anteriormente, e não envolveria
diretamente a dimensão tempo e, portanto não explicaria as progressões de
memória.
Um outro esquema possível para acesso à memória integral é
como se o lado direito do cérebro (ou comandado por ele) pudesse sintonizar da
mesma forma como em um receptor de ondas eletromagnéticas de rádio ou TV, com
um tempo não-presente e obter as informações detalhadas de todos os períodos
das suas existências. Assim explicaria tanto as progressões de memória, quanto
a grande carga emocional que o sujeito apresenta quando regride e também o fato
dele se sentir lá como se tivesse revivendo a cena. Muitas vezes, em transe
profundo, é como se fizesse uma viagem no túnel do tempo.
Talvez também possa ser um misto das duas idéias. De
qualquer forma é bom ter em mente essas idéias e quem sabe em futuro breve
possamos pesquisar mais profundamente essas questões. Por enquanto nos
limitaremos a pesquisar o fenômeno da regressão em si, sem nos preocuparmos
qual o mecanismo intimo do armazenamento e acesso às informações.
Capítulo 4 - Regressão no Livro dos Espíritos
Nesse ponto poderíamos questionar quanto a ética sob o ponto
de vista espírita, do acesso desses arquivos inconscientes e trazê-los a nível
consciente da personalidade.
Implantar em uma Sociedade Espírita, um trabalho de estudo
(e, por conseguinte de pesquisa) sobre o fenômeno de regressão de memória, não
é uma tarefa das mais fáceis. Embora tenhamos conseguido o apoio da Diretoria
da S.E., obviamente algumas vozes se levantaram, se não contra, mas pelo menos
em sinal de alerta, que aliás tem sua razão de ser. Por muito tempo tinha
escapado das criticas me apoiando nas considerações do Herminio C. Miranda,
porque é em linhas gerais o mesmo tipo de pesquisas que procuramos desenvolver.
A seguir procurei fazer as minhas próprias argumentações. Na verdade eu busquei
no Livro dos Espíritos-LE algum material que possa servir de discussão.
Em primeiro lugar, gostaria de deixar claro a diferença
entre 'Regressão de memória - RM' e ‘TVP - Terapia de Vidas Passadas’. TVP como
o próprio nome diz é terapia, e, portanto requer um Paciente, um Problema
(psicológico no caso) e um Terapeuta Habilitado. Não sendo até o momento objeto
de pesquisa da nossa parte.
Como pretendemos nos apoiar no LE, convém relacionar a RM
com o fenômeno denominado *sonambulismo* (natural ou magnético), ou seja, a RM
é um dos fenômenos que pode ser conseguido quando o indivíduo se encontra no
estado de sonambulismo ou de êxtase.
Informando ao leitor caso desconheça, que “sonambulismo”
nesse caso não se refere ao distúrbio do sono onde o indivíduo caminha durante
o sono. No sentido aqui utilizado o sonambulismo é um estado alterado de
consciência onde o indivíduo em transe demonstra maior inteligência e
conhecimento e sentidos ampliados do que em estado de vigília.
Vejamos o que consta no Livro dos espíritos:
425- Como se pode explicar o Sonambulismo??
É uma independência da alma, maior do que no sonho, e nesse
caso suas percepções estão mais desenvolvidas. ... O espirito é inteiramente
ele - mesmo. ... Que eles são uma conseqüência de uma lembrança precisa de
acontecimentos de uma vida anterior, e algumas vezes mesmo uma espécie de
intuição do futuro.
426 - O chamado sonambulismo magnético tem relação com o
sonambulismo natural?
É a mesma coisa, exceto que ele é provocado.
445- Que conseqüências se pode tirar dos fenômenos do
sonambulismo?
... Que ele estude esses fenômenos e aí encontrará a solução
de mais de um mistério que a sua razão procura inutilmente penetrar.
455- Resumo teórico do sonambulismo...
... O sonambulismo magnético pode ser reproduzido
artificialmente como tantas outras coisas... é um fato, e contra fato não
existe raciocínio possível, ele se propaga, malgrado a má vontade de alguns.
... Para o espiritismo o sonambulismo é mais que um fenômeno
psicológico é uma luz derramada sobre a psicologia. É ai que se pode estudar a
alma, porque se mostra a descoberto...
Apesar dessas questões não tratarem somente da RM, é
evidente que ele esta contida no rol dos fenômenos do sonambulismo, a saber:
Desdobramento (ou viagem astral), clarividência, mediunidade, telepatia, autoscopia,
regressão e progressão de memória, etc.
A seguir veremos as considerações sobre o "véu sobre o
passado", o principal ponto levantado como argumento contrário a
utilização da RM, uma espécie de tabu.
O esquecimento do passado...
392 - Por que o espirito encarnado perde a lembrança do seu
passado?
R - O Homem não pode nem deve tudo saber, Deus assim o
quer... Pelo esquecimento do passado, ele é mais ele - mesmo.
Nessa resposta não há propriamente uma proibição, é mais uma
justificativa do 'por que' do esquecimento. Evidentemente não dá para contestar
a necessidade do esquecimento temporário das lembranças do passado, mas sendo
possível utilizar essas memórias com fins úteis, não é inteligente rejeitarmos
essa possibilidade. De acordo com as respostas dos espíritos temos duas
hipóteses:
1) Não pode – De acordo com as observações de HCM e de
nossas próprias experimentações, algumas memórias estão como que censuradas.
Muitas vezes o próprio sensitivo diz que “sentiu” que não deveria lembrar. De
qualquer maneira não convém forçar para que determinados fatos venham a nível
consciente. Entretanto na grande maioria dos casos as memórias estiveram
acessíveis e não ofereceram riscos a estabilidade emocional do sensitivo.
2) Não deve - a questão aqui é aprofundar a questão para
saber o que deve e o que não deve saber. Obviamente nenhum dos objetivos para
recuperar as nossas memórias ‘secretas’ pode ser a curiosidade e devemos ter
sempre em vista as questões éticas e morais.
Vejamos as questões seguintes:
394 - Nos mundos mais avançados que o nosso. ... eu pergunto
se, na sua posição, os habitantes desses mundos não se crêem mais infelizes do
que nos.. não tendo a lembrança de uma existência anterior para comparação?
R - A isso é precisa dar duas respostas diferentes. Ha entre
aqueles que falas, cujos habitantes tem uma lembrança muito clara e muito
precisa de suas existências passadas. ... Outros não apreciam sua felicidade,
pelo fato de que não tem lembrança de um estado mais infeliz. Se eles não a
apreciam como homens, apreciam como espíritos.
395 - Podemos ter algumas revelações sobre nossas
existências anteriores?
R- Nem Sempre. ...
Essa resposta está de acordo com praticamente todos os
pesquisadores de RM, espiritas ou não. Ou seja, somente podemos nos lembrar das
coisas que estão digamos, liberadas por uma lei ética independente da nossa
própria vontade consciente, e não convém “forçar a barra” para lembrar de fatos
passados que estão bloqueados de alguma forma para acesso pela personalidade.
397 - Nas existências corporais de uma natureza mais elevada
que a nossa, a lembrança das existências anteriores é mais precisa?
R- Sim. ... A lembrança do passado é mais clara para aqueles
de um mundo de ordem superior.
Lógico é pensar que a Terra irá um dia, talvez breve, mudar
de ordem e nesse caso como se processaria esse acesso às lembranças?
Naturalmente? Isto é, vindo dos espíritos, ou requer a participação dos homens
de ciência? Ou quem sabe até dos espiritas? – permita-me uma pitada de ironia.
Kardec comenta assim sobre esse esquecimento: “... o
espirito perde momentaneamente a lembrança de suas vidas passadas... e elas
podem lhe serem reveladas em certas circunstancias; mas é apenas pela vontade
de espíritos superiores, com o fim útil e jamais para satisfazer uma vã
curiosidade. “
Aplicação prática da RM mais evidente é a TVP Terapia de
Vidas Passadas, inúmeros pesquisadores, a maioria não espírita, já observou a
eficácia desse tipo de terapêutica, em muitos casos, poucas ou somente uma,
sessão de regressão já foram suficientes para conseguir uma melhora
significativa dos sintomas. Disso nos ocuparemos um pouco mais à frente. Outros
pesquisadores, dentre eles, o americano Dr. Raymood Jr. autor do bestseller
“vida além da vida”, mostram a possibilidade de se usar a RM como meio de
Buscar o auto-conhecimento , fazendo um estudo sistemático das nossas vidas e
buscando fazer um relacionamento entre elas e o nosso presente de uma maneira
positiva e como forma de aprendizado. HCM sugere que podemos realizar uma
espécie de Arqueologia espiritual, onde personalidades históricas e ou
participantes dela, encontrada nos casos estudados possam permitir verdadeiras
entrevistas com quem realmente participou dos tramas e dramas da humanidade.
Na minha opinião, nós espiritas estamos 'enterrando' os
talentos que recebemos. Somos aqueles a quem foi confiado o talento do
conhecimento e com medo de errar, arriscar, preferimos nos esconder atrás da
desculpa de que isso não é permitido, que seria pecado profanar o sagrado.
Enquanto vacilamos na nossa missão outros pesquisadores fora do movimento,
mesmo em condições adversas em termos de conhecimento, desbravam esse terreno
fantástico.
O movimento espírita, como todo movimento humano esta
sujeito a cometer erros, um dos mais graves a meu ver é a quase total ausência
de grupos de pesquisas nas sociedades espíritas. Precisamos urgentemente mudar
esse panorama e oferecer à comunidade de uma forma em geral, programas de
pesquisas modernas que possa dar ao espiritismo uma conotação científica
dinâmica e não aquela fossilizada no século XIX. Além de grupos de pesquisa
precisamos de publicações especializadas, sites na internet e acesso nas universidades.
Sei das enormes dificuldades para tornar isso realidade, da falta de incentivo,
de verba; mas nada é conseguido sem o devido esforço, o importante é sair da
inércia. Com programas desse tipo, podemos atrair mentes acadêmicas e outros
pesquisadores e com isso propiciar a retro-alimentação dos mesmos.
Muitos reclamam do ceticismo “irracional” da comunidade
acadêmica e da falta de adaptação das exigências do paradigma cientifico atual;
e com razão, mas temos que propor mudanças, e mais, mostrar resultados que
possam ir aos poucos moldando esses postulados e sua filosofia, ou por outra, a
mudança do paradigma da filosofia cientifica atual. No capítulo “A questão
científica”, me arrisco a propor um modelo para uma teoria cientifica sobre
Regressão de Memória a vidas passadas – RMVP.
Capítulo 5 - A Leitura da Alma
Vejamos o que diz A Memória e o Tempo:
Poucas línguas preservaram o sentido original da palavra
“magia”, como em francês, por exemplo, em que a palavra “magie”, deve ser
considerada como “mistérios” no sentido de conhecimento de uma realidade superior
e transcendental.
“As tradições orais que chegaram até nós, à falta de
documentos mais confiáveis, foram de grande valor, mas, no curso dos séculos,
tornaram-se desfiguradas, como medalhões corroídos, cuja idade os arqueólogos
tentam decifrar... (Christian Paul, 1972)”
No Antigo Egito
O Antigo Egito era possuidor dessa “magia”, tinha
conhecimento da realidade espiritual, o Deus único, a lei de ação e reação e a
doutrina da reencarnação era uma das colunas mestras dessa estrutura de conhecimento
e sabedoria. Tecnologia adequada foi desenvolvida para obter-se o
desdobramento, ou seja, a separação temporária e controlada entre o perispírito
e o corpo físico, no ser encarnado. Relativamente livre da prisão celular, a
Personalidade tinha condições de utilizar-se da memória integral; de
deslocar-se no tempo e no espaço; de entrar em contato com seres desencarnados;
realizar diagnósticos em si mesmo ou em outras pessoas, recomendando tratamento
adequado para os males do corpo e da mente. Não era, pois, de se admirar que
tão rigorosos fossem os testes criados para não deixarem a mínima dúvida quanto
às faculdades e à moral do candidato à posse de tais conhecimentos. Ali se
operavam o desdobramento, a regressão de memória, a autoscopia, diagnose por
psicometria ou vidência, a telediagnose, o tratamento por passes, a
mediunidade, materializações, etc.
Vejamos uma descrição do processo de iniciação, descritos
por alguém, durante uma seção de regressão:
n Os iniciados eram levados até uma porta, o véu de Osíris.
Entravam numa sala onde estavam representados os sete símbolos sagrados da
vida. Havia então uma série de portas e tinha que descobrir a porta da
sabedoria.
n Então ele passava a uma sala escura e fria, onde um poço
profundo e uma passagem estreita simbolizava a passagem da sabedoria cega para
a racionalização do espírito. Ele devia descobrir a saída dessa sala.
n Depois ele passaria pela segunda sala, a prova da água,
simbolizava o batismo, era a prova da sabedoria e da coragem.
n Com sabedoria e coragem, chegava até a terceira prova, a
do fogo, o véu de Osíris e a sabedoria de Rá.
n E a última prova, a mais dificil de todas, a tentação da
carne. Mulheres lindas que lhes tentam os sentidos, comidas finas, vinhos
saborosos. Se sucumbir, será escravo de nossas pirâmides, para sempre. Se
passar, será então admitido á iniciação.
n Estudará astrologia, os segredos da filosofia, um mundo de
sabedoria, mas ainda não terá conhecido Osíris nem Rá.
n Somente após anos de estudo, quando ele aprender a ser
humilde e destituído, de tudo, então será levado aos grandes mestres, à sala de
Osíris. Lá ele será levado, a um sarcófago. Será encerrado vivo e, por uma
longa noite, conhecerá tudo que já foi.
Todos esses conhecimentos foram aos poucos se perdendo, até
que ma idade média forma quase que totalmente esmagados pelo poder dogmático da
igreja dominante.
A Chave do Universo
“A alma é a chave do universo”, escreveu Schuré na
introdução de Os grandes iniciados. Mas era necessário o segredo para usar a
chave. Por séculos esse segredo ficou oculto ao ocidente, e uma das áreas mais
prejudicas foi a medicina, que ainda hoje vê no homem apenas o corpo material.
Após o término do período de tirania da Igreja Católica, houve uma retomada no
pensamento nessa área do conhecimento humano. Um dos pioneiros foi Paracelso
(1.493), o médico maldito, que reconhecia o aspecto espiritual do homem e
questões como a reencarnação. Reencarnaria depois como Hahnemann (1.755) com as
mesmas idéias e criaria a homeopatia. Antonie Mesmer (1.733), médico
excêntrico, que descobriu o magnetismo-animal, ou seja, o fluido-animal, que
pode ser utilizado com fins curativos, e que hoje é aplicado hoje nos centros
espíritas.
Se a alma é a chave do universo, então podemos concluir que
a chave da alma é a reencarnação. Nenhuma abordagem racional aos problemas da
alma, bem como elevada percentagem dos problemas do corpo físico será viável
sem levar em conta o conceito das vidas sucessivas e tendo como pano de fundo a
responsabilidade pessoal de cada um pelos seus atos. Junto ao conceito de
reencarnação, está o de evolução do ser espiritual, onde a cada nova etapa
absorve novos conhecimentos e novas experiências.
Leitura da Alma
No capítulo III – Alquimia da mente, pudemos conjeturar como
seria o mecanismo de armazenamento e recuperação das informações na memória.
Reconhecemos ali a impossibilidade, no atual estágio de pesquisa, de chegarmos
a alguma conclusão. No entanto, as técnicas e métodos de leitura dessas
lembranças estão muito bem definidas e documentadas, e são elas que nos
deteremos a detalhar nesse momento.
Com certeza as técnicas a serem utilizadas para acessar a
memória integral da Individualidade, não podem ser as mesmas que investigam os
fenômenos de âmbito e natureza essencialmente materiais. O caminho é
desenvolver técnicas que reduzam a influência inibidora do corpo físico sobre a
Personalidade, ou seja, provocando o desligamento parcial e controlado entre um
e outro. É o fenômeno do desdobramento onde o perispírito se afasta pelo menos
um pouco do corpo continuando a ele ligado, e nessas condições possa transmitir
seu pensamento, que como Individualidade, pode acessar os seus “arquivos
secretos” e transmitir informações por intermédio de seu próprio corpo físico.
Trata-se, portanto de um fenômeno anímico.
Estado Alterado de Consciência
No momento em que o sensitivo está em estado de
desdobramento, isto é, consegue fazer com o seu perispírito se afastasse um
pouco do corpo físico, as suas ondas cerebrais apresentam claros sinais de
alteração, podendo inclusive ser mensuradas por aparelhos específicos para essa
função. As ondas cerebrais variam de 25 Hz, que é o estado de vigília e 0 Hz,
que é o estado de morte cerebral.
Classificação das Freqüências Cerebrais
Hz
Onda
Descição
14 a 25
Beta
Vigilia
08 a 13
Alfa
Relaxamento
04 a 07
Teta
Hipnose Profunda
01 a 03
Delta
Estado de sono profundo
Quando o cérebro passa a emitir ondas na faixa de 01 a 13
Hz, dizemos que esse indivíduo está em um estado alterado de consciência.
Podemos ver claramente pela tabela que quanto menor o acoplamento do perispírito,
menor a freqüência das ondas cerebrais.
Há várias maneiras de conseguir as condições necessárias
para o desdobramento, ou seja, de conseguir esse acoplamento entre os a memória
integral e os sensores do indivíduo encarnado. Em princípio, portanto, qualquer
técnica que provoque o desprendimento parcial é válida: hipnose, magnetização,
uso de drogas específicas (anestesia, por exemplo), choques elétricos e
emocionais, rebaixamento do nível de vitalidade, sono comum, relaxamento
muscular profundo, hiper-oxigenação, sopros, fixação do olhar, etc.
Aqui vamos nos concentrar no estudo e aplicação dessas duas
técnicas: Magnetismo animal e Hipnose, que embora para muitos seja a mesma
coisa, manteremos a diferenciação. Magnetismo utiliza passes e/ou toques,
enquanto a hipnose fica restrita à sugestão verbal, transmitindo as instruções,
em cadência e tom de voz adequada. Sendo que os dois métodos tanto podem ser
usados separadamente, como ser combinados e aplicados simultaneamente, conforme
teremos a oportunidade de aprofundarmos no assunto a seguir.
Capítulo 6 - Magnetismo Animal
A técnica mais simples e muitas vezes mais eficaz de
provocar o desdobramento, é a utilização do que no meio espírita denominamos
‘passe’. Para entendermos seus mecanismos precisamos recuar no tempo e
estudarmos o que ficou conhecido como ‘magnetismo animal’ a partir do século
XVIII.
Magnetismo Animal
Após a vulgarização do Magnetismo animal por Mesmer (1.733),
muitos outros pesquisadores deram continuidade ao estudo e aplicação dessas
técnicas. Além da aplicação para cura, outros fenômenos podiam acontecer
durante uma aplicação magnética, entre elas podia ocorrer clarividência,
telepatia, comunicação mediúnica e anímica (inclusive sonambulismo). Esses
fenômenos eram atingidos, geralmente, pela aplicação de passes com ou sem
toques, mas também eram utilizados sopros quentes, fixação do olhar, músicas ritmadas,
etc.
No presente estudo, nos concentraremos somente na utilização
de passes, que demonstra melhor eficácia aliada a sugestão hipnótica. De
qualquer forma todas as técnicas levam ao mesmo resultado, que é um afastamento
do perispírito e do corpo físico mais ou menos acentuado e isso é que permite a
ocorrência dos fenômenos, é o que chamamos de desdobramento.
O Passe
Para compreender o passe, devemos entender, primeiramente,
os conceitos de fluido cósmico, perispírito e aura. O fluido cósmico universal
é o plasma divino com o qual se estruturam os mundos, as estrelas, os espaços
entre os corpos celestes. André Luiz, no livro Mecanismos da Mediunidade, nos
informa em que esse fluido é de essência eletromagnética, portanto um campo, e
subentende-se que ele enche todo o espaço, não existindo o vazio em toda a
amplidão sideral. Podemos compará-lo a um ímã comum, esses em forma de
ferradura, por exemplo, e aproximemos de seu campo magnético limalhas de ferro;
vamos ver que essas limalhas serão atraídas; que, de dentro para fora, o campo
vai diminuindo de intensidade, ou de energia, e que essa energia pode passar
para outro corpo; mergulhando no campo um outro corpo, uma chave de fenda, por
exemplo, esta vai absorver a energia e, por sua vez, integrá-la em seu próprio
campo magnético e atrair, agora, embora com menor intensidade, outras limalhas
que se lhe aproximarem.
O perispírito é o corpo estrutural que sobrevive á morte do
corpo físico, similar na aparência e funcionalidade. Composto também de células
que obedecem ao comando da mente.
Tanto o corpo físico, como o corpo espiritual (perispírito),
são essencialmente, de natureza eletro-magnética; e têm seu próprio campo
magnético associado, e que são diferenciados por estarem em faixa vibratórias
diferenciadas. A resultante desses campos é chamada de aura. Esse campo
magnético influencia e é influenciado por outros campos, sendo possível por
assim dizer uma transferencia de fluído de magnetismo animal.
O que vem a ser o passe? Ao que se deduz de tudo o que foi
dito, e do próprio ato em si, podemos dizer que o passe é a ação ou esforço de
transmitir, para um outro indivíduo, energias magnéticas, próprias ou de um
Espírito, a fim de socorrer-lhe a carência física e, ou mental, que decorre da
falta dessa energia e ainda de provocar o estado alterado de consciência, ou
transe mediúnico ou anímico. Sendo esse último o enfoque maior que daremos no
presente estudo.
O passe geralmente é aplicado estando o paciente sentado, e
o magnetizador em pé á sua frente, executa lentos movimentos com as mãos,
partindo da cabeça até os pés a uma distância de aproximadamente 20 cm. Á
pessoa que tem potencialidades para transmissão desses fluidos chamaremos aqui,
de magnetizador.
Podemos classificar o magnetismo animal quanto a sua fonte,
nos seguintes termos:
* Magnetizador
comum: que transmite as suas próprias energias magnéticas ao sujeito que tem
sob a sua ação. Fenômeno anímico puro.
* Médium curador:
que transmite o fluido magnético cedido por um Espírito que o assiste. Este
fluido é de natureza espiritual.
* Natureza mista:
onde o magnetizador comum recebe a ajuda dos Espíritos que lhe ativam a
faculdade mediúnica, e lhe transmitem seus recursos magnéticos.
O perispírito recebe a energia através de pontos
determinados, chamados por André Luiz (autor espiritual) de centros de força e
que certas escolas espiritualistas chamam de chacras. Em seu livro “Entre a
Terra e o Céu”, encontramos a notícia referente aos centros de força do
perispírito:
“_ Como não desconhecem, o nosso corpo de matéria rarefeita
está intimamente regido por sete centros de força, que se conjugam nas
ramificações dos plexos e que, vibrando em sintonia uns com os outros, ao influxo
do poder diretriz da mente, estabelecem, para nosso uso, um veículo de células
elétricas, que podemos definir como sendo um campo eletromagnético, no qual o
pensamento vibra em circuito fechado”.
Esses campos de força, localizados no perispírito, teriam a
forma de pequenas rodas ou vórtices, para a captação e expulsão de energia, ou,
querendo-se, diminutos discos giratórios, movimentando-se constantemente e
afunilados para dentro, em forma de cone.
De resto, é aconselhável, para uma perfeita sintonia mental
do paciente, o recurso da prece, a fim de estabelecer o clima espiritual
propício para o sucesso do socorro magnético. Quanto mais fé se tem na recepção
de qualquer benefício de ordem espiritual, mais se recebe e com maior proveito,
porque o organismo necessitado absorve com maior facilidade.
Aplicação da Técnica
Para utilização com a finalidade de provocar o
desdobramento, o passe deve ser aplicado em um local adequado, com o sensitivo
em uma posição confortável (deitado se possível), e com uma música instrumental
suave ao fundo (desejável).
Aplicar passes longitudinais ao longo do corpo e
principalmente na cabeça por alguns minutos (10 a 15 min), até perceber alguns
sinais de transe, ou seja: movimentos das pálpebras, relaxamento do maxilar,
respiração um pouco acelerada e caso haja possibilidade técnica mudança nos
sinais do encefalograma.
Iniciar um diálogo com o sensitivo, comandando que ele
descreva o que está vendo e de acordo com a resposta, prosseguir com os passes
ou prosseguir com os comandos. Pode se combinar com o sensitivo que quando ele
veja alguma cena, faça um pequeno sinal, como levantar um determinado dedo da
mão.
Uma das formas para iniciar o processo de regressão
propriamente dita é:
__Agora Imagine que você esta descendo, uma escada e no
final dessa escada tem uma porta. Pausa.
__ Depois dessa porta você, vai ver imagens do que aconteceu
em uma outra vida sua. Pausa.
__ Abra a porta. Pausa. O que esta vendo? __estas frases
devem ser ditas calmamente e com firmeza.
Caso a operação tenha sido bem sucedida, continue com o
diálogo procurando alcançar os objetivos desejados.
Para finalizar o transe, aplique passes transversais e/ou
comande para que desperte, lembrando de tudo (se for interessante) quando eu
contar até 3. um... dois... três. Acorde!
Um modelo de como deve ser conduzido o diálogo pode ser
visto na Fase 3 do anexo 1. Sendo que o diálogo deve ser conduzido de acordo
com o objetivo da experiência e do bom senso do operador. A forma de iniciar a
visualização também pode ser como está exemplificado no anexo 1, ou pode também
simplesmente perguntando ao sensitivo se está vendo algo, ou ainda combinar
antecipadamente um sinal quando ele estiver visualizando algo. Nas regressões
individuais, deve-se sempre levar em conta que o melhor método para obtenção do
transe depende de qual método o sensitivo tem melhor aceitação. Convém então
experimentar de diversas formas e escolher o mais produtivo.
Experiência Pessoal
No nosso grupo de 30 pessoas, dividi em 15 duplas e
alternadamente um fez a vez de sensitivo e o outro de magnetizador (operador).
Dessa forma foi possível realizar a regressão individual de uma forma bem
produtiva, uma vez que foi possível estabelecer o dialogo entre ambos durante o
transe. Conseguimos uma margem de 60% na obtenção de regressões usando esse
método, ou seja, 18 pessoas ao mesmo tempo tiveram experiência de regressão no
estado sonambúlico, com interessantes diálogos.
Na formação das duplas deve ser levado em consideração: A
afinidade e a confiança entre o sensitivo e o operador; A capacidade e o
conhecimento teórico do operador; a facilidade de cada sensitivo entrar em
transe; e o ambiente espiritual propício, ou seja, com harmonia e o amparo
espiritual. Não é demais lembrar, a utilização da prece no início dos trabalhos
a fim de obter garantia quanto à obtenção de resultados positivos no trabalho.
Capítulo 7 - O Hipnotismo
Primórdios
A hipnose (hipo – radical grego para sono) é a prática para
se conseguir o desdobramento, que utiliza basicamente a sugestão verbal do
hipnotizador para o sensitivo. O primeiro a definir técnicas de hipnotismo foi
o Dr. James Braid (1847), com isso reformulou alguns conceitos do que se
chamava até então de magnetismo animal, mas também caindo no erro de pensar que
tudo era explicado somente pela sugestão. Na realidade são conceitos distintos,
mas que produzem basicamente o mesmo resultado; dois caminhos diferentes, mas
que chegam ao mesmo destino. Pessoas refratárias a um método podem ceder ao
outro, bem como os insensíveis a um certo método por uma pessoa podem mergulhar
em um transe profundo com o mesmo método aplicado por outra pessoa. O Dr
Liébaut, um dos pioneiros, determinou que cerca de 87% das pessoas são susceptíveis
de chegar a um estágio de transe mais profundo.
Atualmente usada na psicologia e na odontologia (em
pacientes a que não lhes podem ser administrados sedativos ou analgésicos) a
hipnose é aceite na comunidade científica atual desde 1965, data em que num
congresso médico em Paris a hipnose foi considerada válida cientificamente.
Quando digo na «comunidade científica», refiro-me a minoria de cientistas,
claro que nem todos aceitam o valor da hipnose.
Teoria
A teoria do mecanismo de funcionamento da hipnose ainda hoje
é muito vaga, exatamente porque ela trata diretamente dos mecanismos internos
da mente, e sabemos que isso é de difícil exame. No entanto vamos seguir o
raciocínio de HCM, nesse terreno:
· Existe semelhança entre o hipnotismo e o Sono comum?
Sim. Existem semelhanças e também diferenças. Assemelha-se
no aspecto externo e por ambos serem desdobramento. A principal diferença está
no diálogo que pode ser mantido entre Operador e Sensitivo.
· Por que tantas sugestões são aceitas e cumpridas sem exame
crítico?
Não nos ocorre por que nenhum argumento racional, para
explicar por que o indivíduo em estado hipnótico cumpra ordem que recusaria
prontamente em estado normal, como, por exemplo, tocar um violino imaginário ou
comer uma cebola achando que uma deliciosa maçã. No entanto essa aceitação se
verifica quase sempre, somente nas fases iniciais do transe. Na fase mais
profunda do transe, a chamada sonambúlica pelos magnetizadores, não ocorre mais
essa cega obediência, e muito pelo contrário, às vezes o sensitivo se recusa a
obedecer e repreende o operador.
· E, por quê a obediência nesses casos?
Não sei. Talvez seja, como sugere Dr. Pavlov, similar a
paralisação automática que ocorre em certos animais quando sem possibilidades
de fuga, incapaz de fugir ou reagir ele se faz de morto para não chamar atenção
do predador. Mecanismo semelhante parece fazer com que em estágio
intermediário, o indivíduo enquanto não completa o processo de desdobramento,
prefere “agradar” o operador, no qual, confia desconfiando. Uma vez que a
Individualidade considera a posição de certa forma segura, reassume as posições
de crítica.
Considerações
A idéia de controlar a vontade de qualquer outra pessoa é
totalmente impossível, pois ela deve estar pré-disposta e aceitar esse
“controle”.
Auto-hipnose assistida seria provavelmente o nome mais
adequado a ser atribuído a uma sessão de hipnose, já que o sensitivo precisa
estar pré-disposto a ser hipnotizado, e o hipnotizador não será mais que um
mero guia, condutor ou explorador.
Uma analogia interessante é a visualização de um filme no
cinema: o espectador sabe que é apenas um filme, contudo assume que a história
é real durante o tempo que dura o filme.
Não é necessário ao condutor qualquer tipo de faculdades
paranormais ou mediúnicas.
Os indivíduos demasiado rígidos (conservadores) ou que se
acham espertos (como aqueles que desafiam que se lhes tente hipnotizar) não
são, obviamente, bons candidatos.
Pessoas inteligentes e calmas, ou então inseguras ou
inquietas são preferíveis. Deve-se sempre esclarecer que a hipnose não é
controlada pelo hipnotizador, mas pelo sensitivo, que pode sempre interromper a
sessão a qualquer momento.
Existem dezenas de livros e manuais de técnicas de indução
hipnótica, um confiável é manual de Hipnose Médica e Odontológica do Professor
Osmard de Andrade.
Técnica
Existem várias técnicas de Indução hipnótica, a seguir
descrevemos uma técnica como exemplo:
* Preparação do
local da sessão: Uma divisão isolada de som, sem elementos distrativos é
preferível. O sensitivo deverá estar confortavelmente instalado,
preferivelmente numa cadeira reclinável e com braços. Gravata e objetos dos
bolsos deverão ser retirados antes da sessão.
* Preparação do
sensitivo: Para que a experiência aconteça, é necessário que o sensitivo esteja
calmo e totalmente confiante no condutor. Um modo de testar e acalmá-lo é a
«queda para trás»: Estando ambos de pé e direitos, o condutor apóia as mãos nos
ombros do sensitivo e verifica que os pés estão juntos e paralelos. Para
confirmar que o sensitivo está relaxado, levanta-se-lhe um braço em cerca de
30° e larga-se - deverá cair sem qualquer resistência.
* Em seguida
pede-se ao sensitivo para fechar os olhos, levar as pupilas acima (olhando para
cima) e levantar a cabeça um pouco para trás.
* Dizer-lhe algo
como «Agora eu vou contar até dez, a cada número vai pensando intensamente em
cair para trás. Quando eu chegar ao número dez tu cairás para trás - na minha
direção - tranqüila e confiantemente». Proceder a uma contagem lenta.
Importante:
segurar o sensitivo para que não caia.
Resultados:
O sensitivo deverá oscilar ligeiramente sobre si, estando em
pé, reflexo de falta de tensão; Será visíveis uma ausência de suor e
deglutição, e a boca entreaberta.
* Bloqueio: Nesta
fase o sensitivo já estará mais sugestionável e receptivo. Proceder-se-á ao
bloqueio de um membro, como uma perna. Olhando o sensitivo a cerca de meio
metro, dir-se-á algo como «agora as tuas pernas estão a ficando insensíveis...
e ao som da minha voz vais ficando com sono... cada vez mais insensíveis...
bloqueados na cadeira...», «quando eu bater as palmas voltarás ao normal e
sentir-te-ás perfeitamente bem». Pedir ao sensitivo que se levante devagar e
sem esforço e bater as palmas assim que possível.
* Bloqueio ocular
: O objetivo é produzir cansaço nos músculos oculares, para que eles se
mantenham fechados durante o resto da sessão. Há várias opções, como fixar-lhe
o teu olhar, fazê-lo seguir um objeto oscilando ou então - a minha escolha -
pedir que se abram e fechem os olhos de um modo repetido e monótono enquanto
são introduzidas sugestões de cansaço «... as tuas pálpebras estão ficando mais
pesadas... quanto mais as tentas abrir... mais te pesam... já não consegues
abrir as pálpebras porque estão muito pesadas... já não queres abrir...», «só
poderás fazê-lo quando eu disser».
Avaliar o tempo entre a abertura e fecho das pálpebras, que
deverá aumentar progressivamente; A pupila deverá dilatar-se e «fugir» para
cima.
Fase do «sono hipnótico» alcançada. O sensitivo está
consciente.
* Verificação e
aprofundamento: Pedir ao sensitivo que levante um braço (este deverá subir
lentamente) enquanto se lhe é instruído «... Os teus olhos estão perfeitamente
fechados... Agora levanta o braço bem esticado e com o punho fechado...
Devagar... O teu braço começa a ficar insensibilizado, começando pelo ombro...
Passando pelo cotovelo... à mão fechada... Vou contar até dez, a cada número
que eu contar o teu braço estará cada vez mais insensível. Quando eu disser
"dez" podes abrir os olhos, sentir-te-ás bem, mas não consegues
dobrar o braço. Só poderás fazê-lo quando eu disser
Nota: Se
desejares acordar o sensitivo nesta fase, é recomendável esperar pelo menos um
minuto. O despertar deve ser suave, usando uma contagem algo como «vou contar
até cinco, a cada número vais-te sentindo mais desperto. Quando eu disser
"cinco" sentir-te-ás perfeitamente bem e sereno».
* Sugestão
verbal: Esta fase é dirigida para o terreno mais fértil: a imaginação.
Deveremos ter previamente, uma idéia do campo pessoal dos desejos, aptidões,
esperanças, tensões, ocupações e diversões do sensitivo. É perguntado ao
sensitivo se prefere a praia, o campo ou a cidade. Há que saber se o sensitivo
sofre de claustrofobia ou outros medos que serão evitados a partir deste ponto.
É requerida do condutor uma linguagem adequada, criando um cenário
tridimensional, rico em detalhes e sensações, incluindo o olfato.
* Contagem de
ajuste: «Agora vou contar até vinte, e a cada número você ficará cada vez com
mais sono, o seu sono vai-se tornar cada vez mais profundo. Quando eu chegar a
vinte você estará completamente adormecido». Iniciar a contagem.
Comentários
Toda a atenção do sensitivo deverá estar centrada no que o
operador está dizendo, pelo que se aconselha sugerir «você dorme profundamente,
muito profundamente. Tudo no mundo está distante para você... Só ouve a minha
voz... O seu sono torna-se cada vez mais profundo...», «está ouvindo a minha
voz e a seguindo o que eu estou dizendo».
Se o sensitivo tiver mostrado preferência pela cidade,
pode-se-lhe administrar a sugestão do elevador, caso tenha escolhido o campo, a
sugestão do prado. Pessoalmente recomendo uma combinação das duas sugestões
(ligando-as mais ou menos assim: «saia do elevador, estás agora num prado...»)
a não ser que uma aversão por um dos cenários seja evidente. Aprofundar com a
visualização de:
1. Um elevador
pequeno, cômodo, quente, acolhedor que vai descendo lentamente, enquanto
aprofunda o sono». Insistir na sua segurança. Alguns detalhes como luzes
azuladas (que têm o efeito de relaxamento) ou o fato de ser silencioso
contribuem para uma sensação de relaxamento. A viagem deve ser lenta, mas não
longa (Maximo 3 minutos). Parar o elevador, sair para o sono profundo.
2. Um prado
descrito com os seus aromas e cores, o perfume da erva recém cortada, uma leve
e tépida brisa primaveril.
«Não tens
problemas de tempo, não tens nenhuma preocupação, a tua mente está em branco,
estás perfeitamente calmo e tranqüilo, sentes-te incrivelmente bem. No ar
morno, movido por uma leve brisa, há um aroma muito agradável de erva acabada
de cortar. Ao longe ouve-se o som claro de um riacho a correr. Sentas-te e
respiras este ar balsâmico a plenos pulmões e, desse modo, voltas a carregar-te
de energia vital. Tudo é paz e bem-estar... à tua volta... e dentro de ti.
Verificar as expressões faciais. Num estado mais profundo
perguntar o que vê. Caso surjam elementos perturbadores no sensitivo, acordamos
sem perder a calma, contando até vinte. Não permitir que as recordações
desagradáveis sejam recordadas.
Sugestões exemplo:
A partir deste ponto poderemos introduzir sugestões
negativas (que impedem ou limitam ações, como deixar de poder dobrar um braço)
ou positivas.
Ordem pós-hipnótica
«Quando eu te despertar e ouvires a palavra «letra»,
diriges-te à mesa e tentarás levantar o livro que está em cima dela, porque
vais querer observá-lo melhor (indicar o motivo, sempre). Por muitos esforços
que faças não conseguirás levantá-lo, porque é extremamente pesado, nem sequer
movê-lo. Quando eu bater quatro palmas, eliminarás por completo esta sugestão.
Agora vou contar até 10, quando disser 10 estarás completamente desperto e
sentir-te-ás muito bem, não recordarás nada desde o início da sessão incluindo
esta sugestão, ainda que a executes pontualmente». Iniciar a contagem.
Se você leitor já viu um programa de hipnotismo na
televisão, reparou que as hipnoses são rápidas. Isto acontece porque foi dada
ao sujeito a ordem pós-hipnótica de «re-hipnotização rápida», ao que se lhe
dirá algo como: «Agora segue com muita atenção o que eu te digo: no futuro,
basta que eu diga «letra» e conte até 10. Quando eu, e só eu disser 10, estarás
profundamente adormecido, mais adormecido do que agora e só aceitarás as minhas
sugestões».
As instruções pós-hipnóticas, particularmente de
re-hipnotização, são extremamente sensível e nem sem sempre funcionam. Há
fatores que podem inviabilizar as sugestões: a ordem não foi claramente
expressa pelo operador; a ordem choca com a forma de ser do sensitivo
(ridículo, p.e); a ordem produz-se depois de o sensitivo ter estado com o operador.
Aplicação na Regressão de Memória
Via de regra os facilitadores de RM, utilizam as técnicas de
hipnose associada à um método de relaxamento. Esse método consiste em fazer uma
contagem regressiva, de 20, 10 ou de 5 até 1. Em cada numero, sugerir relaxamento
muscular em partes especificas do corpo. O tempo para indução ao transe varia
entre 10 a 20 minutos e depende da facilidade e das repetições com cada
sensitivo, quanto mais habituado menor o tempo necessário. Mostro no Anexo I um
roteiro básico que temos utilizado com um bastante sucesso, para regressão de
grupo. O roteiro pode ser facilmente adaptado para regressão individual.
Capítulo 8 - Pesquisadores Modernos
Até agora nesse trabalho, vimos as estruturas do psiquismo
humano e algumas técnicas que levam obtenção de desdobramento perispiritual,
seguindo a ótica do Prof. Hemínio C. Miranda, experimentado pesquisador da
Mediunidade e de outros fenômenos psíquicos. Dentre estes, o fenômeno da
Regressão de Memória. Este por sua vez, além da sua própria experiência de mais
de 20 anos, apoiou-se nas experiências e conclusões de outros pesquisadores
desse e do século passado.
Nesse roteiro vamos, nos concentrar na dinâmica de como se
processaram as experiências de várias pessoas e apresentar os competentes
comentários de HCM, além do nosso próprio quando for necessário.
O primeiro pesquisador foi o Cel. Albert de Rochas (1837 –
1914), Francês, coronel-engenheiro. Interessou-se pelo magnetismo e escreveu
nessa área dois livros: A Exteriorização da Sensibilidade, e As Vidas Sucessivas.
Já havia experimentado a técnica de regressão de memória em alguns sensitivos,
mas, sempre procurando explorar as memórias da vida atual, mesmo porque não
cogitara ser possível obter memórias de vida anterior e nem se interessava por
isso. Certa vez em 1904 resolveu magnetizar, meio sem propósitos claros, uma
jovem de 18 anos, Joséphine, e foi surpreendido quando mesmo sem sugestão a
jovem pôs-se a narrar fatos de sua infância. Depois de algumas seções o Cel.
resolveu continuar com passes longitudinais para provocar uma regressão mais
distante no tempo, e para sua surpresa, ela narrou memórias de durante a
gestação, antes da concepção e finalmente de uma vida anterior. “... de início,
tive alguma dificuldade em determinar a natureza da manifestação...”, disse
ele.
A Dra. Helen Wambach, psicóloga americana formada com o
tradicional pensamento acadêmico, publicou na década de 70, “Recordando Vidas
Passadas”. Desenvolvia seu trabalho de psicanálise normalmente, quando esbarrou
no conceito de Reencarnação. Iniciou o tratamento de um garoto de quatro anos
que tinha sintomas de autismo. Quando conseguiu que ele falasse com ela, falou
insistentemente que era um guarda de trânsito e deu detalhes sobre essa vida. A
partir daí ela dedicou-se a estudar fenômenos psíquicos e utilizando a
hipnose/relaxamento consciente; dessa forma regrediu mais de duas mil pessoas.
Sua linha de pesquisa consistia basicamente em entrevistar
um grande número de pessoas que foram postas em estado de transe consciente e
depois ao despertarem preenchem um formulário respondendo de acordo com as
experiências das vidas lembradas. Os itens faziam referencia principalmente a
questões culturais e sociais. Por exemplo, qual o tipo de calçado, tipo de
prato ou utensílios domésticos, raça, idade e tipo de morte, etc. A partir
desses dados ela podia chegar a outras conclusões como a classe social a qual
cada indivíduo pertencia e a densidade demográfica das populações.
O próximo passo então foi elaborar uma série de gráficos com
base nos dados, mostrando a comparação entre as quantidades e índices obtidos
na pesquisa e esses mesmos elementos retirados de estudos históricos e sociais
reais. A conclusão a que chegou seu trabalho é que as respostas dos indivíduos
que participaram da pesquisa correspondiam ao que de fato aconteceu com as
civilizações durante o período da história humana, o que não aconteceria se os
relatos fossem uma mera experiência alucinatória.
O Dr. Brian Weiss, psiquiatra, lançou na década de 90, o
bestseller “Muitas Vidas, Muitos Mestres”, da mesma forma inesperada, se chocou
com o conceito das vidas sucessivas quando uma de suas pacientes, em transe,
começou a narrar fatos de uma vida passada. Seguiram-se uma série de sessões,
que o convenceram dos fenômenos da reencarnação e mediunidade.
O Dr. Raymood Jr. é o autor do consagrado livro “Vida após a
vida” onde estuda o fenômeno de quase morte, entrevistando pacientes que
passaram por experiência de morte clínica e depois conseguem voltar a vida.
Segundo ele, no livro “Investigando vidas passadas”, durante as suas diversas
palestras enfocando esses estudos, muitas pessoas perguntavam sobre outros
fenômenos relacionados á questões da sobrevivência da alma, reencarnação e
também queriam saber da sua opinião sobre a regressão de memória. Sobre esse
ponto ele respondia que não possuía conhecimentos para dar uma opinião
abalizada, no entanto pessoalmente considerava que se tratava de algum tipo de
alucinação, algo parecido com um sonho e que isso só acontecia com pessoas
crédulas ou místicas.
Já no final da década de 90, uma sua amiga psicóloga lhe
falou que estava realizando terapias utilizando a RM, e sugeriu que ele próprio
participasse de uma seção hipnótica conduzida por ela. Ele aceitou o convite, e
sem maiores dificuldades nesse mesmo dia, pode visualizar nove vidas passadas.
A partir daí o conceito que tinha da RM mudou completamente e resolveu ele
mesmo fazer algumas experiências e delas surgiu um livro onde apresenta alguns
casos de regressão e terapia dirigidos por ele e tenta explicar o fenômeno por
meios convencionais e pela própria reencarnação.
O Professor Hermínio C. Miranda, há mais de 20 anos estuda e
experimenta fenômenos psíquicos. Suas explorações na área de regressão de
memória, não foram de maneira alguma casual, fez um programa de pesquisa com um
pequeno grupo e entre outros casos encontrou a estória de Camille Desmoulins,
um dos líderes da revolução francesa, reencarnado como o também jornalista Luciano
dos Anjos. Um espantoso número de detalhes históricos que puderam ser
confirmados posteriormente, esse talvez seja o caso mais bem documentado de
regressão de memória envolvendo uma personagem histórica real.
Os Métodos de Indução
Como já vimos, são vários os métodos de indução ao transe,
vamos recapitular quais os utilizados pelos pesquisadores aqui destacados. O
Cel. Albert de Rochas utilizava os passes magnéticos longitudinais, para uma
maior regressão (mais distante no tempo) continua com passes longitudinais e
para despertar o sensitivo usava os passes transversais; o professor Hermínio
Miranda também preferencialmente utiliza os passes, e a partir de conseguido o
transe, sugestões para dirigir o processo; Já a Dra. Wambach e o Dr. Brian
Weiss recorrem a hipnose/ relaxamento profundo para iniciar e continuar o
processo. Na realidade, o melhor método de indução depende mais do sensitivo,
ou seja, qual o método que ele melhor se adequa.
Considerações Gerais
Existem diversas fases no decorrer do aprofundamento do
Transe, em linhas gerais podemos dizer que diminui a sensibilidade dos sentidos
e também a sugestionabilidade, passando o sensitivo a oferecer resistência
praticamente invencível aos comandos do operador.
Laço luminoso:
Durante o desdobramento a ligação corpo/perispírito é feita
através de um laço luminoso. Pode ocorrer do sensitivo poder “ver” com os olhos
fechados e inclusive visitar lugares distantes, podendo também se relacionar
com seres desencarnados ou em desdobramento (de Rochas).
Recordar-se e “estar lá”:
Apesar de semelhantes há uma sutil diferença, numa fase mais
profunda o sensitivo tem a sensação de estar lá... No mesmo local e no mesmo
tempo de antes, sendo assim mais fácil falar de detalhes daquela existência
(HCM). Numa fase de transe mais superficial, o sensitivo sente-se consciente e
mesmo assim pode visualizar imagens ou relembrar de uma vida passada, e muitas
vezes ao final da seção insiste em afirmar que esta ‘aqui’ (consciente) o tempo
todo, e acha que tudo foi apenas “invenção da sua cabeça”. No entanto as
informações históricas (época, país, governante) checadas posteriormente
comprovem não se tratar de uma simples mistificação. Este tem sido o que
acontece em nossas experiências pessoais.
Incorporação da personalidade:
Apesar de parecer incrível, é exatamente o que acontece.
Pude comprovar esse fato em alguns dos meus sujeitos. Mas sem dúvida o caso
mais patente, foi o caso “Nefertiti”, citado alhures onde por diversas horas
estive frente, entrevistando uma das mais famosas rainhas da história, pelo
menos essa foi a sensação que eu tive. Interessante anotar que nessa situação o
sujeito perde a noção da realidade presente, não reconhece o operador e nem
sabe o que está se passando. Pode acontecer que o sujeito se recorde ou não dos
detalhes de toda as fase da experiência ao despertar,
Ângulo de observação:
Interessante observar que algumas vezes, principalmente no
inicio da seção, o sensitivo vê imagens na perspectiva de um observador
externo, como se assistisse a um filme em três dimensões, estando na cena mas
sem pertencer a ela. Na seqüência da seção, ele pode passar a visualizar a cena
no ângulo de um dos personagens, com a qual ele se identifica como ele próprio,
vivendo com uma outra personalidade. Pode-se conseguir esse efeito, comandando
para que o sensitivo olhe para os seus pés, depois que ele descreve a cena.
Outras vezes, a lembrança vem como uma recordação de uma estória sem nenhuma
imagem, a qual poderá surgir a seguir em forma ‘flashes’ ou passar para uma das
fases iniciais (experiência pessoal).
Anacronismo:
Confusão de datas quanto à acontecimentos e pessoas. Convém
lembrar, que o sensitivo desdobrado tem noção muitíssimo diferente do habitual
quanto ao conceito de tempo. A memória não é igual ao uma agenda que todos os
dias estão muito bem determinados, um em cada folha. Não é, pois de admirar se
durante as experiências ocorrerem alguns anacronismos. Outras vezes a memória
se mostra com uma incrível competência. Veremos depois o caso de uma regressão
onde o sensitivo, do nosso grupo, lembra de uma vida na Galiléia e ele diz que
o ano é 800, na época do Imperador Claudius, o quarto depois de César. Nesse
caso interessantíssimo, a data está surpreendentemente correta, pois o mesmo se
referia ao calendário utilizado na epoca, o Romano, que é contado a partir da
fundação de Roma em 753 AC.
Pontos Hipnógenos:
Existem pontos que quando tocados (após a devida preparação)
induzem o transe e outros que o encerram. Segundo as pesquisas de de Rochas,
podemos identificá-los devido a insensibilidade dessas áreas. Ele cita: pulsos,
atrás da orelha, peito e nas costas, mas pode variar de pessoa para pessoa. Eu
não me dispus a fazer essas verificações em nenhum sujeito.
Regressões em espíritos
Hemínio C. Miranda realizou inúmeras regressões em espíritos
durante a manifestação mediúnica, utilizando basicamente o método de
magnetização. Dessa forma é possível realizar verdadeira psicanálise em espíritos
desencarnados.
Progressão de memória:
Albert de Rochas também tentou fazer experimentos de
progressão de memória, ou seja, fazer o sensitivo ver o seu futuro. Porém foram
poucos e inconclusivos. Penso eu, que as experiências de progressão mostram uma
possibilidade de futuro, talvez a mais provável no momento (mas é somente uma
hipótese). Vislumbro também utilizá-la como uma espécie de imagem mental
criativa, a fim de fazer uma mentalização positiva, ou uma simulação de
determinadas cenas que facilitem o tratamento psicológico.
Apoio espiritual:
Nas nossas experimentações, estamos supondo que há uma
equipe espiritual que participam na obtenção dos fenômenos, e até induzem as
épocas das regressões que possam atender a determinados objetivos, e isso
podemos ter percebido durante as práticas, Conforme veremos mais à frente. E
também no que tange a ausência de manifestações mediúnicas, salvo uma, por
enquanto, que garantia a presença deles na condução do trabalho e solicitando
sinceridade nos propósitos e oferecendo segurança no processo.
Efeitos colaterais:
Quando há ocorrência de um transe mais profundo, é comum que
o sensitivo guarde por algum tempo o desconforto devido às fortes emoções que
foram revividas. Pode até mesmo causar reações posteriores em função daquelas
lembranças. Portanto é extremamente importante, que antes de trazer o paciente
para o presente, seja feito um lento trabalho de re-equilíbrio, dando sugestões
de calma, serenidade, saúde, etc. fazendo-o compreender que deve manter as
memórias, mas as emoções devem ficar restritas a aquele determinado período no
tempo.
Capítulo 9 - Experiência Pessoal
Muito provavelmente esse nosso trabalho é um dos primeiros
dessa envergadura realizado dentro de uma Sociedade Espírita, dessa forma
convém fazer um relato de como se procedeu, para se for o caso, outros possam
aproveitar os pontos positivos e evitar os erros cometidos. No início do ano de
2001 formamos dois grupos, cada grupo foi composto por 20 pessoas cada, que se
reúnem um dia na semana. O objetivo principal foi o estudo teórico, e de
nenhuma forma seria objetivo obter cura para males espirituais ou orgânicos
(Terapia), muito embora dois casos tenham surgido sem intenção prévia. O
primeiro caso, foi de uma senhora que tinha enxaquecas constantes e a partir do
momento que se viu como uma menina, que andando a cavalo bateu com a cabeça
numa árvore, cessaram as dores de cabeça. No segundo, foi uma jovem que tem
pavor de cobras, e se viu morrendo em um poço com cobras numa espécie de
penalidade no antigo Egito[3] na época da XVIII dinastia (uma jovem Núbia).
Diminui o nível do pavor, e não teve mais os sonhos recorrentes sendo atacada
por cobras, no entanto, ainda não se sente totalmente “curada”. Durante os
estudos teóricos poderia haver experimentações práticas, que, aliás, foram
realizados com absoluto sucesso conforme veremos adiante. Dessa forma assumi o
papel de facilitador e aprendiz de um processo fascinante.
No primeiro encontro além da explanação sobre os objetivos
do trabalho, foi realizada uma dinâmica de grupo chamada de “Técnica do
caminho” (vide anexo II) cujo objetivo principal é demonstrar através de
símbolos a relação do indivíduo com vários aspectos da vida, além de propiciar
um excelente meio de se habituar com visualizações mentais, proveniente de um
estado alterado de consciência, ou transe. Na realidade o meu objetivo
principal era avaliar o grau de envolvimento do grupo nesse processo de
entrega. Praticamente todos do grupo visualizaram as imagens sugeridas, cerca
de 80% dos participantes.
Nos próximos encontros foram estudados os Aspectos teóricos
e históricos envolvendo toda a fenomenologia da mente, concentrando-nos no
fenômeno de RM. A seguir realizamos uma pratica de regressão à vida presente,
onde foi utilizada a técnica de sugestão/relaxamento em grupo. Antes da prática
propriamente dita, apliquei técnicas variadas de relaxamento (respiração,
visualização, etc) para que o grupo se habituasse com esse estado. Os
participantes foram levados através de sugestão a dois momentos felizes, um na
juventude outro na infância, as experiências se mostraram ricas em imagens e
emoções. Praticamente todo o grupo pode ter algum tipo de experiência, e a
maioria, cerca de 80%, no nível mais intenso. Alguns depoimentos foram gravados
em K7, para futuras análises. Nos próximos dias, estudamos outros aspectos
teóricos.
A partir da metade do trabalho iniciamos a pratica de
regressão em grupo, mais uma vez foi usado para conseguir o estado de transe o
relaxamento profundo. Após 15 minutos iniciais de relaxamento, foi solicitado
que se imaginassem em um jardim, e depois um castelo. E que no interior desse
castelo havia uma escada com uma porta fechada no alto da escada. Foi sugerido
então que no final da contagem de 1 a 3, abriria a porta e ao abrir a porta
veria uma cena/imagem de uma vida anterior em que teria sido feliz. Dessa forma
cerca de 70% das pessoas conseguiram visualizar/sentir lembranças de uma vida
anterior e puderam gravar seu depoimento após a seção. Interessante observar
que antes do início da prática foi informado tudo o que se pretendia fazer, bem
como, as sensações e fenômenos que podiam ocorrer, como por exemplo, o
surgimento de imagens e uma certa movimentação nos olhos ou a sensação de
dormência e de desdobramento do perispírito. A metade das pessoas levou
colchonetes nesse dia e algumas participaram em cadeiras de plástico um tanto
quanto desconfortáveis, que, no entanto, não impediu a obtenção de bons
resultados.
Pratica de regressão utilizando relaxamento profundo
01/02/2001 - Depoimentos Gravados. (Considerando a
profundidade do transe numa escala de 1 a 6). Essa escala não é objetiva nem
bem determinada, é tão somente meu sentimento perante o caso. Baseado nos
sintomas físicos e psicológicos aparentes. Então o nível 1 representaria um
transe superficial, quase totalmente consciente, mas que o sensitivo consegue
visualizar alguma coisa de uma vida passada e muito poucas informações
objetivas (nome, lugar, época, etc.). O nível 6 representaria um transe muito
profundo onde o sensitivo realmente se sente na época e no local da lembrança e
passa a assumir a personalidade antiga no momento do transe.
Caso 1 – Carlos: “Um jovem castelã Francês do século XVIII.
Um cavaleiro da época, aquele chapeuzinho meio bicudo, aquelas penazinhas,
aquele negócio meio fru-fru atrás,... uma espada... uma pessoa alegre, muito
extrovertida.. e pelo jeito muito querido pela família... “
· O transe foi bastante superficial (nível 1), mesmo assim
as imagens foram bem nítidas, sem conteúdo histórico. Na próximo seção com o Carlos
há alguma informação histórica. Onde ele se vê em uma reunião social. Seu nome
era Richelier (não o Cardeal), na companhia de alguns amigos, dentre os citados
um deles chamado Danton, ao periodo da revolução francesa. Após seu depoimento,
perguntei se ele sabia quem era Danton, e ele garantiu que não sabia. Danton
era o nome de um dos líderes da revolução francesa e que depois foi acusado de
trair a revolução e foi guilhotinado. Ele também disse que eles não comungavam
com os mesmo gostos e idéias, daquelas pessoas da festa, e ficavam isolados dos
demais. Seria interessante um transe mais profundo para maiores detalhes da
época.
Caso 2 – Lêda: “... me vi num local... um jardim, com roupas
bem antigas; vestidos longos. Como se estivesse lendo algum livro..
· O transe não muito superficial (nível 2), imagens nítidas,
um bom contexto social, mas sem conteúdo histórico.
Caso 3 – Edvan (Homem) - O camponês Escocês.
· Um transe já um pouco profundo (nível 3), com imagens
nítidas, um bom contexto social, e um ótimo conteúdo histórico, os dados
fornecidos pelo sensitivo em transe, foram confirmados, exceto o nome do
Conselheiro ( Na britânica chamado ‘Guardian`) que seria de acordo com ele
denominado Malcon. Pude verificar que antes de 1294 e depois do domínio Inglês
os Reis foram da linhagem dos Malcon`s. O Sensitivo ficou receoso em relatar a
experiência pois achava que nada disso fazia sentido e que não existia “essa
estória de conselheiro Malcon”.
Pratica de regressão usando passes magnéticos (em duplas)
Após algumas aulas teóricas, voltamos à prática dessa feita
utilizando a técnica do passe magnético. No nosso grupo de 30 pessoas, dividi
em 15 duplas e alternadamente um fez a vez de sensitivo e o outro de
magnetizador (operador). Dessa forma foi possível realizar a regressão
individual de uma forma bem produtiva, uma vez que foi possível estabelecer o
dialogo entre ambos durante o transe. Conseguimos uma margem de 60% na obtenção
de regressões usando esse método, ou seja, 18 pessoas ao mesmo tempo tiveram experiências
de regressão no estado sonambúlico, com interessantes diálogos.
Na formação das duplas deve ser levado em consideração: A
afinidade e a confiança entre o sensitivo e o operador; A capacidade e o
conhecimento teórico do operador; a facilidade de cada sensitivo entrar em
transe; e o ambiente espiritual propício, ou seja, com harmonia e o amparo
espiritual.
Caso 4 – Robson, o cigano eslavo: “
· Um transe bastante profundo (nível 5), a sensação de
“estar lá”, respondeu sem nenhuma dificuldade a todas as perguntas pessoais, e
contextuais, época (final do século 19), local (Russia), e o nome do Czar (não
verificado), um excelente contexto social. Chegou a “ler a mão” da operadora
numa demonstração de seus afazeres. Iniciou o diálogo com um pequeno choro,
lamentando-se porque sua amada estava acidentada, com a perna quebrada depois
de um acidente com a carroça que virou.
Caso 5 – Ranieri, Um rico Galileu:
“Eu sou um comerciante rico... Tenho 4 filhos...3 homens 1
mulher...
__Qual a sua religiao?
.. Não tenho.
__ Qual a sua crença, em que você acredita?
...Dinheiro, Trabalho. (Descreve o ambiente da sociedade e
alguns locais)...
__ Quem era o governante da região em que morava??
.. Arquimedes, Governador amigo de religiosos...
__ Novo, ele é?
...Não, (tem) os seus 60 anos...
__ Qual a descendência dele?
... Romano, amigo do imperador...
__ Governa a quanto tempo?...
13 anos...
__ Este é o ano que você está, 813? (Havia entendido errado)
. ... Não!!... 800...Ele governa há 13...
__ E qual o Imperador romano nessa época?
(Pausa de 20 segundos tentando lembrar)
...Quarto depois de César...
(Tentei comandar para que ele lembrasse o nome do imperador,
mas ele não conseguiu lembrar).Fim da Seção.
· Um transe também bastante profundo (nível 4), imagens
muito nítidas, um bom contexto social, e com ótimo conteúdo histórico.
Impressionante a forma como foi respondida a questão quanto ao ano: 800
(respondido com absoluta convicção) e sem nenhum esforço respondeu quem era o
imperador de Roma: o IV depois de César. Informou também o nome do governador
da Galiléia na época Arquimedes, amigo do Imperador que tinha 60 anos
aproximadamente e há 13 era o governador.
Interessante a aparente incongruência quanto ao ano 800,
pois pelo calendário ocidental os dados estariam sem nenhum sentido real.
Fazendo os cálculos, tomando o marco inicial da era Romana
como sendo a fundação de Roma em 753 AC, o ano 800 R corresponde a 47 d.C.
Portanto na era de Claudius, o 4o. depois de César. A informação então confere
de forma singular. Resta ainda a confirmação do governador Arquimedes na
Galileia, então com 13 anos de nomeação, segundo o sensitivo.Interessante o
pequeno enigma com relação ao ano. Isso reduz drasticamente a hipótese da
criptominésia. Ainda mais que ele sabe a ordem dos imperadores, mas não lembrou
do nome, mostrando tratar-se de vivência e não memorização como se ocorresse o
contrário.
A ordem dos imperadores romanos:
0. Julio Cesar .. a.C (Que não chegou a ser imperador)
1. Otavio augusto .. a.C
2. Tiberius em 37 d.C.
3. Caligula 37 a 41 d.C
4. Claudius 41 a 54 d.C <====
5. Nero 54 a 6? d.C
Prática de progressão para o futuro em grupo
Logo a seguir tivemos a oportunidade de experimentar
indicando para os participantes que visualizassem alguma situação localizada no
futuro, cerca de 10 e 20 anos à frente no tempo. Interessante observar que me
no encontro anterior (tanto na Quinta-feira quanto no Sábado) uma participante
obteve imagens referentes ao futuro, mesmo sem ter sido dada a sugestão. Isso
me pareceu fortalecer a tese de que houve uma certa influencia no processo como
um todo de entidades espirituais, interessadas no desenvolvimento do trabalho
de pesquisa. Quanto a questão de ser possível “ver” o futuro, sugiro ao leitor
reler o capítulo referente às estruturas.
Convém salientar que quase nenhuma pesquisa existe sobre a
progressão de memória, ressaltando as experimentações de Albert de Rochas ainda
no início do século e como dissemos alhures foram poucas e não conclusivas.
Resolvi incluir essas experiências no nosso trabalho muito mais para observar
as diferenças do sentimento dos sensitivos com relação à regressão e daí
resultar em algum aprendizado. Aparentemente a facilidade quanto atingir a fase
de visualização é similar à regressão, porém os níveis de detalhamento do
contexto social e histórico são muito inferiores.
A impressão que tive é que a maioria das experiências
mostram os desejos que os sensitivos desejam realizar, apesar de alguns casos (
a minoria ) não tenham seguido esse modelo, e até serem contrário como um rapaz
que segundo notamos vislumbrou o próprio funeral, descrevendo inclusive as
sensações da morte; e outro que se viu bem mais velho e numa cadeira de rodas
ao lado de sua filha após 20 anos aproximadamente. Outra observação é que
alguns participantes tiveram experiências de uma vida no futuro. Destacando bem
a diferença nas ruas largas e nos prédios muito altos e diferentes, mas também
sem conteúdo social e histórico. Esse tipo de pesquisa me pareceu muito
promissor, embora de uma complexidade maior que a regressão, mas por enquanto
pretendo focalizar as nossas pesquisas na regressão que já tem por si só, as
suas complexidades. No futuro, voltaremos a experimentar a progressão.
O leitor mais atento pode questionar que se considero a
progressão mais como a projeção de desejos pessoais, por que a regressão também
assim não o seria? Primeiro temos que considerar as poucas experimentações
nesse campo, desprezível comparado à regressão. Além do mais temos que
considerar os dados históricos advindos das regressões algumas vezes de difícil
comprovação, como o caso do governante da escócia no ano 1304 d.C. e poucas
experiências de regressão podem ser considerados como “desejos” do sujeito
regredido, pois via de regra, é algo totalmente diferente disso, o que
acontece. Mais adiante focaremos a questão da comprovação científica da RM –
Regressão de Memória.
Capítulo 10 - Eu sou Camille Desmoulins
Neste capítulo vamos tentar mostrar de um modo resumido, o
fantástico caso que compõe o livro da autoria conjunta de HCM e de Luciano dos
Anjos, chamado: Eu sou Camille Desmoulins. Nele veremos uma experiência de RMVP
onde o co-autor L.A. reconhece-se como Camille Desmoulins, um dos líderes da
revolução francesa. Nesse processo muitas informações foram registradas em fita
no momento do transe e com um excelente trabalho de pesquisa histórica
posterior pode-se avaliar essas informações.
O método para obtenção do transe foi através do passe com
sugestões e foram realizadas cerca de dez seções, com aproximadamente uma hora
cada uma. O sensitivo relata que no momento do transe ficava “inconsciente” ou
seja, não tem lembrança do que se passou. Vejamos o que ele diz com relação às
suas sensações durante o início do processo. Vejamos como ele descreve o
procedimento:
--- Fechei os olhos e me estendi na poltrona, procurando
relaxar todos os músculos do corpo. Até as pálpebras, procurei deixá-las como
mortas. Ouvia a voz monótona do Hermínio, enquanto fixava o interior negro de
minha própria visão. Depois de 10 minutos, comecei a ficar ligeiramente tonto e
sentir a total paralisação dos músculos e tendões. A tonteira foi aumentando e
a respiração tornando-se cada vez mais difícil. Eu ofegava. A cabeça passou a
girar cada vez mais rápido. As mãos e os pés começaram a formigar ligeiramente;
e depois, mais e mais. O formigamento foi subindo e, na medida em que atingia
outras partes do corpo, deixava as anteriores anestesiadas, completamente
insensíveis. Minha ausência de controle psíquico era total... e após isso perdi
a consciência.
Passada essa fase de indução, seguia a conversação buscando
extrair as informações. Nas primeiras seções, apesar do transe profundo os
diálogos não foram muito produtivos, isso certamente pela “falta de prática“ do
sensitivo e também dada a gravidade política da época em que aconteceu aquela
vida. Exemplo:
__ Descreva o que vê.
__ Uma sala grande... Muitas janelas... Muitas. Passadeiras,
quadros.
__ Tem mais alguém aí?
__ Não. Estou esperando alguém.
__ O que você foi fazer aí?
__ Acho que tínhamos um encontro. Agora já chegou.
__ Como é esse amigo?
__ É uma mulher.
__ Como se chama?
__ Therèse. É minha amiga; ou noiva.. ou irmã...não sei...
de um amigo meu.
Após algumas seções os diálogos mostram-se consistentes e
com muitos detalhes pessoais e históricos. Exemplo:
__ Nessa época havia notas, moedas? Quanto representava?
__ Tinha. O “louis”.
__ Como se repartia em moedas de menor valor.
__ O “sou”.
__ Quanto valia um “sou” ?
__ Um “louis” tinha... um “sou” era a quarta parte. Vinte e
cinco “sous” faziam cem “louis”... Havia notas também. A “livre”.
__ Quanto custava os seus jornais? Cada exemplar.
__ Ah... Cinco sous.
O que impressiona nesse caso, além da dramaticidade incorporada
ao diálogo, é a grande quantidade de informações históricas difíceis de serem
encontradas. Tendo de ser buscado hora numa obra, ora em outra. E praticamente
todas as informações se mostraram acertadas. A seguir listo uma relação de
informações obtidas nesse estado:
· Nome: Camille, Lucie Simplice Benoist Camille Desmoulins.
· Ano de nascimento: 1760
· Local de nascimento: Guise
· Onde mora: Paris
· Faculdade: Direito.
· Esposa: Lucile. O nome verdadeiro, Anne-Louise Philippe
Laridon Duplessis, nasceu em 24 de abril de 1771.
· Pai: Jean-Nicolas Benoist Desmoulins, Advogado, magistrado
da corte em Aisne.
· Mâe: Marie Madeleine Godart.
· Irmãos: Sete. Henriete que morreu com 9 ou 10 anos, Marie-Toussaint,
Armand, Anne, Lazaré, Clemente e Lucie(eu).
· Sogro: Claude Etienne Laridon-Duplessis, trabalhava na
Fazenda Pública.
· Sogra: Madame Duplessis. Eu a chamava de Madame Darrone.
Darrone é Patroa, é gíria.
· Saída de casa: 13 para 14 anos, queria sair de Aisne.
· Onde estudou: Colégio Clermont, depois mudou para
Louis-le-Grand na Rue Saint Jacques.
· Amigo do tempo do colégio: Leon... Robespierre, ele foi
padrinho de nosso filho, Horace. Ele já estava lá quando cheguei.
· Livro que leu antes da guilhotina: Méditation sur le
Tombeu, de Jonh Hervey.
· Melhor amigo: Danton. Morava na cour de commerce, número
1.
· Parente: Fouquier-Tinville Atuou na revolução. Um crápula.
Primo distante.
· Primeiro Trabalho: Arranjado pelo primo por parte de mãe,
Viefville Desessart.
· Primeiro jornal publicado: Les Révolutions... Custava 5
sous cada e produção saía por 100 sous, 1 louis.
· Salário do tipógrafo: 25 a 30 sous por mês.
· Salário de um advogado: 5 ou 6 mil livres por ano.
Os detalhes das informações são impressionantes, e o nosso
espirito crítico já tende a conjecturar que são muitos acertos para um só caso,
já nos levando a supor alguma espécie de fraude por parte do sensitivo. Talvez
ele tivesse estudado tudo isso e conscientemente tivesse dando somente uma
demonstração de seus conhecimentos adquirididos. No entanto a maioria das
informações foi dada em repostas a perguntas não previamente fornecidas, e sem
nem sequer o pesquisador saber se existiam em livros ou não; o que só seria
confirmado em pesquisa posterior. Algumas vezes as perguntas erão preparadas
previamente e sem o conhecimento do sensitivo. Uma certa vez, uma terceira
pessoa, Murilo Alvim Pessoa – Professor, formulou uma pergunta e lacrou em um
envelope o qual somente foi aberto no momento que o Luciano já estava em
transe. Vejamos o diálogo:
__ Sobre um jantar de despedida, já muito na tensão, na
expectativa de ser preso... Você teria dito uma frase, provavelmente não em
Francês, e que alguns historiadores registraram.
(Longos momentos de silêncio e expectativa. De repente, sua
respiração se altera,... o tom de voz se modifica...)
__ Eu sei o que ele quer. Foi um jantar... em minha casa.
Foi antes de eu ser preso. Eu e Danton. Brune estava presente e queria que eu
parasse de publicação do Viex Cordelier. É isso que ele quer. È Latin. Foi... “Edamus
et bibamus, cras enim muriemmur!” ; “Buvons et mangeons, nous mourrions
demain.”
__ Comamos e bebamos que amanha seremos mortos--- digo eu.
Capítulo 11 - Memórias de Nefertiti
Se o caso de Camille Desmoulins, resumido no capítulo
anterior considerei “fantástico”, para este novo caso me falta palavras que o
descreva. Talvez aquela que melhor exprima meu sentimento seria
“inacreditável”. Felizmente eu tive o privilegio de acompanhar pessoalmente e
diretamente todas as fases desse trabalho, pois foi o único caso de
personalidade histórica que eu encontrei nas dezenas de regressões que realizei
como operador. Estatisticamente a quantidade de casos observados por mim, é
insuficiente para tão importante achado. Mas, ampliando a um nível das
pesquisas de outros pesquisadores ficaria na faixa do razoável. Não posso
afirmar categoricamente, mas posso dizer que, dado às condições e as técnicas
utilizadas por mim, entrevistei e tenho gravado mais de 10 horas com a
misteriosa rainha do Egito – Nefertiti – a esposa daquele que ficou conhecido
como “o Faraó Herege” – Akhenaton – da XVIII dinastia, o pai de Tutakaton.
Repito as palavras de Augusto dos Anjos, com relação à
identificação do sujeito: “Afirmar que se é a reencarnação de uma figura
histórica, requer entre outras coisas muita coragem”. As críticas e acusações
vão partir de todos os lados. Reservo-me no direito de ocultar momentaneamente
o nome das pessoas envolvidas, aguardando para fazê-lo no momento apropriado,
uma vez que pretendo publicar um romance sobre esse caso, com o sugestivo
título de “Memórias de Nefertiti”. Caso haja autorização dos sujeitos, poderei
para explicitar seus respectivos nomes.
O método geralmente utilizado para obter o transe foi a de
relaxamento induzido, tudo se deu conforme a explicação do capítulo anterior, a
diferença básica foi que meu sujeito, uma jovem de 24 anos, lembrava de quase
todas as coisas mesmo após o transe. A diferença crucial entre um e outro caso
foi à forma cronológica em que se deram as descobertas. Serei o máximo sucinto,
uma vez que isso será detalhado no livro citado acima.
Quando comecei a escrever esse livro em 2001, aliás, nem
tinha a intenção de escrever um livro, nada com relação a este capítulo ainda
tinha sido cogitado. Como o leitor atento pode notar, ele tem o formato de uma
apostila baseado nos livros de HCM. Na realidade este foi o último capitulo a
ser escrito e ainda relutei em incluí-lo. Como vimos no Capitulo 9 –
Experiência Pessoal – me dispus a montar um curso sobre Regressão de Memória.
Dessa forma entre outras vivencias houve a lembrança no antigo Egito (na
realidade, na Núbia que fazia parte do Império Egípcio) e a partir das
informações dada por esse sujeito, foi possível chegar a um segundo sujeito[4]
em 2002, que de antemão já supúnhamos ser a reencarnação da personalidade em
questão. Como tinha fortes evidências que isso fosse verdade, sugeri ao segundo
sujeito que aceitasse fazer uma regressão para checagem. Segue o resultado da
1a Seção:
__ Vou contar até 3 e surgirá lembrança de uma outra vida,
uma vida no antigo Egito, uma lembrança, um momento feliz... 1 – 2 – 3
Sol. (Pausa)
__ O que tem o SOL?
Claridade.
Não ouve, portanto na primeira seção uma identificação
positiva, mas a figura simbólica do sol, dava boas condições para continuar a
pesquisa.
O diferencial nesse caso comparado ao anterior é que a
versão dos fatos apresentados pela suposta personalidade Nefertiti – difere da
versão oficial da história radicalmente. Creio que nenhum historiador ou arqueólogo
sobre a terra poderia imaginar uma versão tão dispare e tão real, tão humana
por assim dizer. Os documentos encontrados até agora não autorizam a
autenticação da versão revelada, mas a meu ver não impedem que tenham se dado
assim e não da forma que a “imprensa” oficial da época fez questão de passar
para a posteridade. Olhando por um lado positivista e científico, pode ser uma
grande vantagem ter acontecido dessa forma, e quem sabe não sai das areias do
deserto, evidência de que os fatos realmente assim passaram-se, comprovando a
eficácia da arqueologia espiritual empregando o recurso da Regressão de
Memória.
De uma coisa, porém, tenho a mais absoluta certeza, essa é
uma excelente, se não a melhor forma de se escrever um romance histórico.
Ingredientes de realidade, paixão, religião, filosofia, crimes, traição e vida.
O roteiro completo, com personagens humanas apresentando defeitos e qualidades.
Isso tudo pronto, seqüencialmente pronto, sem remendos, nem correções...
Seqüências surpreendentes. Depois vi que não era tão fácil assim, foram
necessários muitos meses de pesquisas. Pode até estar parecendo propaganda do
outro livro a ser lançado, pode até ser, mas não pode ser atribuído a algum
tipo de vaidade da minha parte, porque pouco tenho a ver com a “criação” da
obra – sou um mero compilador. Vamos a História propriamente dita:
Se fossemos escolher um episódio histórico que precisasse de
reparos, e que para isso fosse necessário essa espécie de arqueologia
espiritual, talvez não houvesse outro melhor que o desse período do final da
XVIII dinastia do Egito.
Caixa de texto: FARAÓS DO SOL A rebelião de akenaton começou
com seu pai, Amenófis III, que reinou por 37 anos numa era de esplendor.
Amenófis usou a riqueza do império para construir um conjunto de monumentos sem
precedentes em Karnak e Luxor, centros religiosos do deus Amon, o patrono de
Tebas. Depois que essa cidade recuperou o controle do Egito, por volta de 1520
a.C Amon tornou-se cada vez mais venerado. Seu nome significa "o
oculto" e, no seu templo em Karnak, sacerdotes alimentavam, banhavam e
vestiam sua estátua. Amon logo se fundiu ao antigo deus-sol Ra, tornando-se
Amon-Ra. O próprio Amenófis III considerava-se filho de Amon-Ra. Sua autoridade
divina somente podia ser renovada pelo deus em um festival chamado Opet, que
acontecia uma vez por ano. Em uma fase posterior de seu reinado, talvez zangado
por causa dos atritos políticos com os sacerdotes de Amon, Amenófis III
determinou que ele não era só o filho de Amon, mas também a encarnação de Ra —
ou seja, pelo menos igual a Amon. Começou então a erigir monumentos à sua
própria divindade, incluindo um vasto templo funerário que contemplava Tebas da
margem oposta do Nilo. Nesse templo assomavam duas estátuas suas de quartzita,
cada uma com 20 metros de altura e 650 toneladas. As ruínas dessas estátuas
ficaram famosas como os Colossos de Memnon. Com isso, estava montado o cenário
para a entrada de Akhenaton, que ascendeu ao trono como Amenófis IV. Alguns
estudiosos supõem que Akhenaton e seu pai tenham reinado juntos, como
co-regentes, durante um longo período. Ray Johnson, especialista da
Universidade de Chicago, acredita que o pai ainda viveu por muitos anos,
passando o poder ao filho e acompanhando-o à capital Amarna. Hoje, contudo, a
maioria dos estudiosos argumenta que Akhenaton reinou sem seu pai. Ele
provavelmente já era casado com Nefertiti quando subiu ao trono. Talvez fossem
ambos crianças quando se casaram, como acontecera com seu pai e sua mãe, a
rainha Tiye. Ninguém sabe de onde veio Nefertiti. Como seu nome significa
"a bela que chegou", muitos pesquisadores entendem que ela provinha
de uma cidade agora chamada Akhmim, que pertencia à influente família da rainha
Tiye. Onde quer que tenha nascido, Nefertiti participou da revolução desde o
início. Edição de abril/2002 da revista National Geographic Alguns pontos de
discordância entre as versões são de importância capital, vejamos:
1) Nefertiti era forte opositora das mudanças na religião;
2) Ela era adepta fanática pelo culto rival de Amon-Rá;
3) Ela participou ativamente da conspiração que assassinou o
próprio marido;
4) Teve sete filhas no Total;
5) Seu pai não era Aye.
Muitos outros pontos são de concordância:
1) O Casal não teve filhos homens;
2) Sua mãe morreu precocemente;
3) Tutakaton era filho de uma esposa secundária
4) O Faraó impôs uma grande opressão religiosa
5) A ordem cronológica dos acontecimentos
Apesar de ser alegada uma vida de riqueza e poder, teria
sido uma vida de extrema tristeza, afastando de uma certa maneira a hipótese de
fantasia. Não faz muito sentido, criar um personagem que tem uma ótima
reputação histórica e criar fatos que desmanchem o próprio prazer de ter sido
tal personalidade. Essa mesma ocorrência, também poder ser usada contra as
hipóteses de criptomnésia e de telepatia, pois mostra independência do sujeito
sobre todas as influencias.
Capitulo 12 - A Questão Científica
A regressão de memória está provada cientificamente? Quais
são essas provas? As respostas para essas questões não são absolutamente
simples. A primeira dificuldade é saber definir o que seja uma prova científica.
Isto envolve dificuldades da ordem de questões filosóficas, sobre quais tipos
de atividades podem ser consideradas científicas. No século IXX imperava o
conceito indutivo (positivismo), que determinava que o método científico devia
ser baseado em um grande numero de experiências e a partir dos resultados chegaria
a uma teoria, dita científica. Ainda hoje muitas pessoas pensam que agir
cientificamente é agir dessa forma.
No início do século XX, o filósofo da ciência Karl Popper
criticou severamente o método indutivo e apresentou um novo critério para
avaliação das teorias científicas, o falseamento. Segundo ele uma teoria, só
poderia ser dita cientifica se houvesse alguma forma de testá-la, tentando
refutá-la. Filósofos mais modernos, como Imri Lakatos[5] entendem que o critério
de falseabilidade é insuficiente e não necessário para uma atividade de
pesquisa possa ser declarada científica. Lakatos afirma que um programa de
pesquisa científica deve ter um núcleo principal rígido com os princípios da
teoria, e um cinturão de hipóteses protetoras que podem sofrer adaptações no
decorrer do desenvolvimento da ciencia. Esse conjunto de preposições deve ser
coerentes entre si e devem poder prever fatos novos, além de apresentar
desenvolvimentos significativos no programa de pesquisa e em suas teorias.
Acredito que a regressão de memória possa ser enquadrada em
uma teoria científica (ou programa de pesquisa) nos moldes de Lakatos, e
utilizando o falseamento para validar ou não, algumas de suas hipóteses ou leis
auxiliares. Aliás, a própria reencarnação, também poderia ser assim enquadrada,
mas por simplificação, nessa colocação vou considerar somente a RM. No momento
o que nos interessará, é se o conceito básico de RM pode ser provado, ou seja,
se em determinada circunstancia uma pessoa pode “lembrar” de uma vida de outra
pessoa que viveu no passado, e se essas “lembranças” são verídicas e não eram
do conhecimento anterior daquela pessoa. Observe que não está dito, que as
referidas memórias são da mesma pessoa (espírito), portanto estamos nos
abstraindo de envolver o conceito de reencarnação.
Essa teoria seria do tipo fenomenológica pois não descreve a
forma como ocorreria essa “lembrança”, contenta-se em certificar a veracidade
do fenômeno da RM.
Enunciado da Teoria
Núcleo Rígido:
Regressão de Memória a Vidas Passadas (RMVP) é o fenômeno
pelo qual o indivíduo S, em transe acessa a memória de indivíduos P1, P2,... Pn
que viveram e faleceram numa data anterior ao nascimento do indivíduo S. sem
haver uma informação prévia por meios sensoriais na vida presente.
Hipóteses e Leis Auxiliares
Há uma correspondência entre o Indivíduo S e os Indivíduos
P1, P2 ... Pn ; onde para cada indivíduo S há vários Indivíduos P; onde cada
Indivíduo P teve um período de vida e morte de forma a não haver interseção
entre um e outro.
Há uma correspondência entre os Indivíduos P1, P2 ... Pn. e
o indivíduo S; onde para cada indivíduo Pn corresponde a um e somente um S.
Habilidades artísticas ou intelectuais inatas do Indivíduo
S, são memórias provenientes do aprendizado de um ou mais indivíduos P.
Problemas ou Traumas psicossomáticos presentes no indivíduo
S e não originados na vida atual do Indivíduo S, são reflexos ou
condicionamentos de algum(s) indivíduo(s) P.
Fatos explicados pela Teoria
1 - Lembrança espontâneas de vidas passadas (principalmente
em crianças de até quatro anos de idade ).
2 – Memórias legítimas e emoções vivenciadas nas Lembranças
de Vidas passadas estando o sujeito em estado alterado de consciência.
3 - Curas de traumas psicológicas e doenças psicossomáticas
usando a Terapia de Vidas Passadas.
4 - O fenômeno onde a pessoa reconhece detalhes de lugares
que nunca esteve antes. Casos específicos onde o sujeito tem a lembrança nítida
dos lugares, e não, das ocorrências.
Existem obviamente outras hipóteses que dão outros
significados aos fenômenos acima relacionados, porém nenhuma consegue explicar
o conjunto completo, precisando recorrer hora a uma explicação ora outra,
conforme mostraremos de uma forma resumida a seguir.
Hipótese da fraude:
As informações sobre P são aprendidas por meio sensorial
normal anteriormente e durante a experiência o Sujeito relata como uma
lembrança de uma vida passada.
Objeção: A RMVP acontece facilmente com praticamente 80% das
pessoas que se submetem as técnicas apropriadas (segundo minha avaliação
subjetiva), não importando mesmo se acreditem gostem ou não da idéia de vidas
passadas. Essa hipótese também não explica os fatos 1,3 e 4. É uma hipótese que
até mesmo os críticos de RM, não mais utiliza.
Memória Genética:
As memórias são provenientes dos genes dos antepassados, e
tomados como sendo do próprio sujeito.
Objeção: Quase todos os casos de RMVP não apresentam
qualquer conexão com os antepassados, e além do mais a memória só poderiam está
nos genes até o nascimento do filho, e muitas vezes nem filho teve. Ou seja,
está totalmente em desacordo com os dados levantados. Somente aceitam essa
hipótese, os críticos que não tem nenhuma intimidade com as pesquisas nessa
área.
Criptomnésia :
As informações sobre P são aprendidas por meio sensorial
normal anteriormente e são esquecidas (ficam no inconsciente) e durante a
experiência o Sujeito relata como uma lembrança de uma vida passada, elaborando
um drama fictício e incorporando emoções fortes, tudo isso inconscientemente.
Objeção: Não há evidências nem estudos que o inconsciente
possa realizar esse tipo de prodígio, seria explicar o desconhecido por algo
tão desconhecido quanto. Essa hipotése não explica os fatos 1 e 4 suficientemente
bem. Crianças de 3 até 5 anos tem relatado vidas passadas que puderam ser
comprovadas serem verdadeiras ( 20 casos que sugerem reencarnação, Ian
Stevenson). Há também inúmeros casos de regressão em adultos com um alto índice
de detalhes e acertos, sendo impossível imaginar uma leitura anterior com seu
posterior esquecimento, indicando datas, endereços, etc. Como contra exemplo
mostro os casos: Eu sou Camille Desmoulins - Hermínio C. Miranda – Memórias de
Nefertiti - Mauricio. Não está de acordo com os fatos.
Telepatia/Clarividência:
O sujeito capta telepaticamente da mente de outra pessoa
(presente ou não no ambiente) ou via Clarividência a partir de um documento
qualquer, e elabora inconscientemente um drama pessoal durante a sessão de
regressão.
A rigor os fenômenos PSI, ainda não são aceitos pela
comunidade cientifica como autênticos. Nos laboratórios de parapsicologia
obtêm-se uma pequena tendência para a transmissão de conteúdos simples, alguns
pontos percentuais a cima do esperado pelo acaso, não podendo dar suporte a uma
quantidade tão grande de informações e com exatidão que dá o sujeito quando em
estado alterado de consciência e fala sobre lembranças de uma vida passada. Não
explica os fatos 1,3 e 4. Alguns críticos afirmam que em não conhecendo os
limites de PSI, não se pode determinar o que pode ser uma verdadeira lembrança
do passado.
A Questão do Cetismo
Uma questão interessante a ser analisada é a que diz
respeito a determinação do rótulo crente/céptico. O pensamento céptico
geralmente apresentado é mais ou menos assim:
“Existe um ponto a ser considerado em relação à postura
cética que é o do ônus da prova. Considera-se que este recai sempre sobre quem
afirma alguma coisa, ou seja, se alguém afirma que algo existe, cabe a esta
pessoa provar que existe, e não às outras pessoas provar que não existe. Em
resumo, cabe aos proponentes de um fenômeno apresentar as provas. Em muitos
casos, no entanto, nem sempre essas provas são fáceis”.
“Por esse motivo, nenhum cético sério irá afirmar
categoricamente que um determinado fenômeno não existe. A inexistência não pode
ser provada. O que um cético realmente afirma é que não acredita no fenômeno em
questão, ou que não considera sufucientes as provas apresentadas”.
Esse céptico descrito acima, é na realidade um céptico
teórico difícil de ser encontrado. Participei por algum tempo do FCB – Fórum
Céptico Brasileiro (Internet), a convite de um amigo e com raras exceções, me
pareceu mais um grupo de fanáticos defendendo a sua causa (a pureza cientifica
e anti-religião) a qualquer custo. Quando me apresentei, disse que
"buscava a verdade”, apesar de ser espírita... o moderador então me disse
que a "a busca da verdade" não lhe interessava e que para isso já
existia a comunidade cientifica, etc etc... Para mim um recado obvio. Não venha
para cá com essas idéias fantasmagóricas. Argumentei que tinha algumas idéias e
experiências interessantes. Retrucou então que se EU tivesse algum trabalho
publicado na Nature ou similar e somente assim poderia citá-la. Fim de papo.
Onde quero chegar?! No meu entender a questão das crenças e
descrenças pessoais são dois lados da mesma moeda. Um crente e um
pseudo-céptico na realidade estão calcados em suas crenças (ou descrenças)
pessoais com a mesma intensidade. Ambos tem extrema dificuldade de passar a
aceitar a verdade do outro, mesmo quando apresentadas evidencias consideráveis.
A historia da ciência, da filosofia e da religião, mostra muitos desses casos.
Como exemplo, cito a aceitação pela dita comunidade cientifica da teoria da
órbita da terra em redor do sol. Os cépticos da época, não aceitaram a teoria e
muitos morreram com essa convicção, apesar dos de todos os dados auferidos.
Alguns, entretanto, não aceitaram as explicações ad-hoc, ou seja, os tais dos
movimentos retrógrados dos planetas, e creram na nova teoria, apesar de dados
precários e ainda imprecisos. E assim, quanto maior numero de crentes foram
aderindo, mais respeito foi dado à teoria. Até que esses últimos passaram a ser
maioria e a teoria passa a ser a teoria oficialmente aceita.
Ou seja, na realidade, em ultima instancia a teoria é aceita
como foro intimo, ou seja, cada um avalia se "considera suficientes as
provas apresentadas” seguindo o método que entende como o melhor dos métodos.
Para muitos o método cientifico. (Sim, mas qual deles????) E
como saber da medida para considerar suficientes as provas apresentadas, 1
prova, 2, ou mil? Quantos experimentos 1,2 ou mil? Quantos experimentos de PSI
serão necessários para prová-la junto a comunidade cientifica internacional, 1,
2 ou mil?? --- Para algumas pessoas uma (experiência pessoal, por exemplo),
para outras 2, para outras NADA é suficiente. Na realidade, de acordo com a
maioria dos filósofos da ciência, nenhuma teoria pode ser totalmente provada,
somente pode ser declarada falsa, quando ela for refutada Somente quando a
maioria (POR CRITÉRIOS INDIVIDUAIS) aderir à teoria ela passara a ser aceita
como valida para a comunidade. Será o novo paradigma.
O “Ser” Teoria Científica
Infelizmente (ou felizmente) o método cientifico não é
único. Sendo ele próprio, o método científico, uma teoria cientifica estudada
no âmbito da filosofia da ciência, uma meta-ciência, desenvolve-se e altera-se
com o passar do tempo. Ou seja, o que era considerado cientifico no passado,
pode já não sê-lo hoje e o que é hoje poderá deixar de ser. Antes o
indutivismo, hoje o falseonismo, que por sua vez já é criticado pelas idéias do
paradigma e dos Programas de pesquisa de Lakatos e outros. Certamente muita
água ainda vai correr por baixo dessa ponte. Acima de tudo estão os fenômenos,
os fatos, esses em ultima analise é que prevalecerão, apesar de todas as
teorias. Penso que em PSI, e antes na metapsíquica, e na Parapsicologia em
geral a falta de um modelo teórico, ou princípios básicos, é o que mais
dificulta o progresso dessa ciência. Os experimentadores praticamente ficam
repetindo ad-eternum, experimentos, experimentos.. e não formulam uma teoria
consistente que explique os principais fenômenos.
Conclusão
As pesquisas até aqui realizadas, tanto pelos pesquisadores
mostrados nesse livro, quanto por nós mesmos dão apoio à confirmação da teoria
da RMVP. Os cépticos em geral alegam, não haver pesquisas que realmente
apresentem características de um programa de pesquisa científico. Em parte eles
têm razão, já poderíamos ter avançado bastante nessa área. Entretanto os dados
e pesquisas acumulados até o momento são muito promissores e fatalmente nos
próximos anos os cépticos e a comunidade científica em geral não poderão ficar
à margem desse novo conhecimento, principalmente aqueles envolvidos em
trabalhos e pesquisa com o psiquismo humano. Um indicativo desse caminho é que
os consultórios desses profissionais cada vez mais têm se habituado com
conceitos como vidas passadas e reencarnação. Falta realmente dar a essa prática,
mais suporte teórico através de pesquisas que atendam a um grau maior de
cientificidade.
Enquanto isso, podemos verificar com uma certa facilidade
que levando em consideração os fatos e pesquisas até agora realizados a teoria
que melhor explica e se enquadra é de fato a RMVP.
Capítulo 13 - Programa de pesquisa
Lembrando a Vida Imediatamente Anterior
Alguns projetos de pesquisa na área de regressão de memória
tem sido utilizados por pesquisadores diversos. Vejamos uma pequena síntese:
1. Lembrança
espontânea em crianças – O principal pesquisador é o Dr. Ian Steavenson. Suas
mais recentes pesquisas incluem o detalhado exame nas marcas de nascença (veja
artigo em anexo);
2. Pesquisa
estatística socio-econômico-cultural – Realizada pela Dra. Hellen Wanback.
Comprovando a veracidade histórica dos dados relembrados;
3. Pesquisa de
personalidade Histórica – Realizado pelo Hermínio C Miranda. Através do estudo
do caso Camille Desmoulins e agora o caso “Nefertiti” pesquisado por mim.
4. Terapia de
Vidas Passadas – Vários profissionais de saúde mental já utilizam a Regressão
de Memória como meio profilático. O psiquiatra Brian weiss e Roger Woolger. são
os mais famosos.
O tipo de pesquisa que pretendo iniciar é diferenciado
desses apresentados, não porque eu as considerei insatisfatórias, e sim como
uma forma de apontar para um novo caminho para comprovar e entender as nuanças
do fenômeno.
Objetivo:
Realizar uma série de experimentos objetivando que o sujeito
relembre a sua ultima existência. Nessas condições obter o máximo de
informações pessoais e contextuais. A partir daí por meios de pesquisa e
estatísticas estabelecer as conclusões sobre o trabalho.
Características:
As pesquisas terão como suporte o conjunto de principio
teóricos estabelecidos na descrição formal da teoria no capitulo anterior.
As técnicas para obtenção do estado de transe será as que
foram descritas no capitulo que trata da “Leitura da alma”.
Protocolo Simplificado:
1. Entrevistar[6]
detidamente o sujeito com relação à sua vida atual, identificando
características que possam ser possível fazer alguma previsão sobre a vida
anterior. Informações do tipo: Fobias, Hobbies, Habilidades Manuais, predileção
por alguns lugares ou épocas, problemas de relacionamentos, etc...
2. Treinar o
sujeito na obtenção de visualizações e lembranças da vida atual (Infância);
3. Realizar
quantas seções forem necessárias para obtenção dos dados da vida imediatamente
anterior. Informações do tipo Nome Completo, datas varias. Nome Completo dos
familiares, Localização geográfica precisa, nome de governantes locais,
Casamento, formação acadêmica, etc...
4. Efetuar
pesquisa nos locais adequados a fim de confirmar ou não a existência da personalidade
lembrada, e caso confirmada chegar a veracidade das demais informações.
5. Concluída a
fase de coleta das diversas amostras (100, por exemplo), eliminar as que
apresentem algum indicio de fraude ou vazamentos sensoriais (personalidades
históricas ou de localidade onde o sujeito já teve algum contato).
6. Elaborar
gráficos e relatórios que possibilitem as conclusões sobre os resultados.
FORMULÁRIO 2 – Lembrança da Vida Anterior
Época:
_1905______________________________________________________
Nome: __ISABEL GONÇALVES_____________________ Sexo:
__F_______
Filiação:__ LÚIS GONÇALVES E MARINA GONÇALVES ______________
Local (País, Cidade, Endereço):__PELOTAS. RS. Fazenda SANTA
INÊS
Cidade e Data de Nascimento:__ PELOTAS EM 1888 (Aproximadamente)
Governante: _FLORIANO PEIXOTO _(1905 – Aproximadamente)
Formação Escolar :
_______________________________________________
Profissão/Ocupação: __DONA DE CASA
_____________________________
Roupas/Calçados: _________________________________________________
Impressões Gerais e outras informações: __A CASA ERA UM
CASARÃO EM ESTILO COLONIAL, COR AZUL CLARO COM DETALHES BRANCO EM ALTO RELEVO.
VARANDAS PRETAS NAS PORTAS SUPERIORES E EMBAIXO NAS JANELAS (OU PORTAS)
LATERAIS. BATENTE DE PEDRA BRANCA COM PEDRAS BRILHANTES. O PISO DE MADEIRA
CORRIDA , ESCURO E BRILHOSO. A FILHA LUISA (HOMENAGEM AO PAI) NASCEU EM 1922
(APROX.).
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
Data da Regressão : _20/10/2001 À 30/11/2001 (3 SEÇÕES)_
Capítulo 14 - O MOB (Modelo Organizador Biológico)
Quando falamos com leigos sobre conceitos como reencarnação,
geralmente vem a pergunta: __Mas “o que” realmente reencarna? __ A resposta que
talvez mais satisfaça às mentes científicas, vem do engenheiro e pesquisador
brasileiro, Hernani Guimarães de Andrade. Ele idealizou um modelo, que apesar
de simplificado pode guiar os futuros pesquisadores a encontrar uma resposta
mais específica. Vejamos:
MOB - Modelo Organizador Biológico.
(Teoria de Hernani Guimarães de Andrade - Apresentada nos
livros : A teoria corpuscular do espírito; Novos rumos a experimentação
espíritica;
Parapsicologia experimental; e A matéria PSI.).
Núcleo:
-- Existência de um campo-psi e de uma materia-psi,
participante de uma realidade mais ampla, da qual o campo-eletromagnético e a
matéria-física são casos particulares.
-- Existência de estruturas autônomas oriundas do campo e
materia psi, fora do âmbito do nosso espaço e em outras dimensões alem das três
registrada pela nossa experiência direta.
-- Existência da possibilidade da interação entre os dois
domínios.
O MOB - Modelo Organizador Biológico e o CBM-Campo
Bio-magnético.
MOB - Uma unidade autônoma e evolutiva pertencente ao
domínio PSI, capaz de interagir com a "matéria orgânica", e desse
fato resultar o ser biológico como conhecemos.
-- Uma das propriedades do MOB é a de ser portador de um
"campo biomagnético" CBM, cuja principal função é permitir a açao do
modelo, sobre as moléculas da matéria orgânica e vice-versa.
CONSIDERACOES: Conclusões e previsões a partir dessa teoria:
A) Evolução Biológica:
"O desenvolvimento dos seres vivos, desde a origem da
vida até agora, demonstra uma sistemática tendência ao aperfeiçoamento e
sabe-se que de acordo com a genética que a simples experiência de um ser vivo
não é biologicamente herdada pelos seus decendentes. Para explicar essa
evolução sem lançar mão da hipótese de Lamarck, criou-se a teoria das
sucessivas mutações ocasionais, seguidas da seleção adaptativa. Essa teoria,
entretanto, deixam sem explicação o ”porque” o embrião deve passar
obrigatoriamente por fases epigenéticas que sugerem uma recapitulação dos
estágios evolutivos da espécie a que pertence. Ficam sem explicação a
existência de orgão e detalhes nos organismos vivos, inúteis uns, demais
engenhosos outros para terem sido obtidos por mutações aleatórias seguidos de
ensaios e erros. HGA"
Admitida a existência do MOB e do seu CBM, essas questões
seriam resolvidas com uma certa facilidade, um MOB (pertecente a uma
determinada espécie-viva) guardaria em sua memória, todas as fases da sua
própria evolução e principalmente todas as suas experiências vividas na matéria
orgânica e fora dela. Dessa forma as mutações genéticas-melhores-adaptadas
passariam adiante o seu sucesso. Eis o processo da reencarnação. Para
aprofundamentos sugiro alem dos livros do Hernani, o livro de Chico Xavier
(Evolução em dois mundos - autor espiritual André Luís) de onde com certeza o
Hernani hauriu suas inspirações.
B) Fenômenos PSI:
"Ao analisarmos as características dos fenômenos
paranormais, veremos que as suas leis nao puderam ser enquadradas nos esquema
das leis que regem os fenômenos ditos normais. Os fenômenos causais
eficientes que governam os eventos paranormais provavelmente
se desenrolem fora do nosso espaço físico, em uma outra circunstancia
espacio-temporal, não obstante possuírem meios de interação com os objetos do
mundo em que vivemos. Sendo a funcao-psi uma faculdade da mente, e se essa se
relaciona com determinada organização material (nosso sistema nervoso), talvez
sua estrutura se prolongue para alem do espaco-fisico, operando em outro tipo
de espaço de onde partiram as causas eficientes dos fenômenos paranormais. Este
prolongamento mental poderia encontrar-se no MOB. Seu meio de interação com a
matéria física seria o campo-biomagnetico CBM.”“.
C) Memória Extra-Cerebral:
"Se, após a morte do corpo físico, alguma outra coisa
sobrevive como suporte da personalidade e repositório da memória de suas
experiências ( e de suas mutações), por que não admitir a possibilidade do seu
retorno ao palco da vida? Não seria esse o processo básico da evolução
biológica?? É possível que o MOB possibilite duas modalidades de ação. Uma
seria a estrutura espacio-temporal do MOB, operando como fator de recapitulação
OBJETIVA das experiências biológicas pelas quais transitou em sua evolução
pretérita. A outra seria a recordação SUBJETIVA da sua experiência psíquica.
Esta memória extra-cerebral, quando inconsciente,
poderia manifestar-se como tendências, aptidões inatas,
genialidades e instintos. Em certas ocasiões, emergindo para o consciente,
provocaria o surgimento das RECORDACOES DE VIDAS anteriores.
Da mesma forma o MOB poderia transferir, de uma encarnação
para outra, certas características físicas adquiridas."
O mais profundo trabalho sobre esse fenômeno esta na obra de
Steavenson, Reencarnação e Biologia. Um livro com mais de 2.000 páginas, com o
maior critério cientifico, com fotos, depoimentos, comprovações onde crianças
apresentam sinais de nascença nos locais onde sofreram ferimentos numa vida
anterior, fatos esses comprovados reais por Steavenson e sua equipe. Uma outra
linha de pesquisa muito promissora, que eu próprio estou desenvolvendo
pesquisas, na lembrança de vidas passadas mediante a indução a estados
alterados de consciência... Já existindo uma grande quantidade de estudiosos
estudando esse fenômeno.
D) Fenômenos Mediúnicos:
Uma vez admitido o MOB e a sua relação com sistemas
orgânicos, ficaria evidente o fenômeno conhecido como mediunico, uma vez que a
entidade do domínio da materia-psi poderia influenciar o sistema neurológico
humano com menor ou maior grau e produzir os mais diferentes fenômenos. Vale a
pena citar os trabalhos de Materialização realizados por William Crookes e
Albert Von Schrenk, onde poderia se admitir a utilização do MOB e seu CBM na
produção do fenômeno; Os casos de Xenoglassia onde um Médium pode falar e conversar
(ou escrever) numa língua desconhecida para ele; Casos de efeitos inteligentes,
onde a comunicação esta muitíssima alem das possibilidades culturais e
intelectuais do Médium, cito o caso de Chico Xavier que publicou o livro
"Parnaso de alem túmulo" com 20 anos de idade e apenas o ensino
fundamental (da época) apresentando versos, poesias e sonetos da suposta
autoria dos maiores poetas brasileiros (Castro Alves e Augusto dos Anjos, entre
outros) ate hoje considerado um "assombro" pelos acadêmicos de
letras. Outra obra sua já citada aqui (Evolução em dois mundos) uma obra
complexa e extremamente acadêmica tratando de profundos conceitos de biologia,
química, genética, etc. Onde se lê na introdução, que a pedido do "espirito"
os capítulos impares foram Psicografadas pelo próprio Chico e os pares por
outro médium, em outra cidade, pelo Medium Waldo Vieira. Para controle
cientifico segundo ele.
E) Fenômenos de Quase-morte:
Onde pessoas que tiveram morte aparente e muitas vezes
cessaram os sinais vitais, alegam permanecer conscientes durante esse lapso de
tempo. Quem primeiro estudou esse fenômeno foi o Dr. Raymood Jr,( Vida depois
da vida ) a partir da década de 70. Segundo suas pesquisas, algumas ocorrências
obedeceram a um padrão recorrente, independente de crenças e aspectos
culturais.
1. Visualização do
próprio corpo e do ambiente ao redor;
2. Encontro com
entes familiares já mortos;
3. Visão de um ser
de luz, que transmite paz e amor;
4. Passagem
através de um túnel, com uma luz brilhante no final;
5. Recapitulação
de cenas da vida em alta velocidade.
O resultado desse estudo confirma um outro realizado no
final do século de 19. Realizado por Gabriel Delanne, onde as informações sobre
a morte são obtidas por via "mediúnica" entrevistando
"espíritos". Ha um alto grau de correspondência entre um e outro
estudo apesar da diferença das formas de investigação. Atualmente outros
pesquisadores utilizando regressão de memória a vidas passadas, também chegaram
a resultados bastante aproximados do estudo do Dr. Raymood. A diferença destes
dois últimos e o primeiro é evidentemente quanto ao desfecho, uma vez que neste
o sujeito não completa o processo de morte. Outra linha de pesquisa semelhante
são os casos de "aparições" no leito de morte com um grande numero de
casos relatados.
F) Psicanálise / Terapia de Vidas Passadas
Também a partir da década de 70 alguns psicólogos,
psiquiatras e psicanalista começaram a experimentar a Regressão de Memória a
vidas passadas, como ferramenta para tratamento psicológico contra males psíquicos.
Pode-se ressaltar Dra. Edith Fiori, Dra. Hellen Wambach, e mais recentemente
Dr. Brian Weiss e Dr. Raymood Jr. passaram a incluir a TVP no seu modelo de
tratamento. Essa terapia tem obtido excelentes resultados, a despeito da crença
ou descrença na reencarnação seja do paciente ou do psicoterapeuta. Muitos
pacientes apresentaram melhora surpreendente (às vezes numa única seção de
regressão), mesmo que antes tenham feito meses de terapia convencional. O fato
de ver (ou rever) as cenas que 'presumidamente' deram origem aos problemas
elimina os sintomas reclamados.
Considerações Finais
"Pensamos que a investigação da existência do campo
biomagnetico (CBM) seria, o primeiro passo no sentido de confirmar ou REFUTAR a
hipótese do MOB. Poderíamos aprender a detectá-lo e a medi-lo, usando os
próprios meios biológicos como, por exemplo, culturas bacterianas que,
devidamente padronizadas se prestassem para isso. Uma primeira pista já esta
franqueada, pois os campos magnéticos estáticos exercem influencia no
desenvolvimento de bactérias, ratos, tumores... conforme já se verificou pelos
trabalhos da "Biomagnetic Research Foundation".
Poderá parecer sem sentido estabelecer correlação entre os
fenômenos paranormais e os fenômenos biomagnetcos. Todavia, se analisarmos
cuidadosamente as características dos fatos paranormais, veremos que suas leis
não puderam ate agora, serem enquadradas nos esquema das leis que regem os
fenômenos ditos normais.
Sendo a funcao-PSI típica da mente, e se esra se relaciona
com determinada organização material (nosso sistema nervoso), talvez sua
estrutura se prolongue para alem do espaço físico, operando em outro tipo de
espaço de onde partiriam as causas eficientes dos fenômenos paranormais. Esse
prolongamento mental poderia encontra-se no MOB. Seu meio de interação com a
mateira física seria o campo-biomagnetico (CBM).Hernani Andrade, A mateira PSI.
O MOB - Como Teoria
Penso ter demonstrado suficientemente o argumento que a
Teoria do MOB seja verdadeiramente uma TEORIA CIENTIFICA. Os fatos e pesquisas
que aqui apresentei são suficientes em número e qualidade pra que seja
respeitada. O preconceito por ser uma teoria que "pareça" ser mística
/ religiosa não deve ser entrave para que seja avaliada como uma outra
qualquer. E caso seja uma teoria falsa, que seja refutada. Mas, não pode ser
descartada a priori, pois isso não seria cientifico. Da minha parte, procuro
desenvolver experimentos que possibilitem testar a teoria, atualmente estou
trabalhando com o fenômeno de regressão de memória a vidas passadas, e daqui a
alguns anos pretendo pesquisar a questão das comprovações das comunicações
mediúnicas, já que tenho acesso a meios apropriados.
Falando claramente, para que não fiquem suspeitas de
"objetivos secretos" da minha colocação: O que proponho (como
hipótese de trabalho) é que o MOB, constituído pela mateira PSI da Teoria do
Hernani e que é o mesmo perispírito de Kardec, E´ o agente tanto dos fenômenos
PSI quanto dos fenômenos chamados espiritas ou mediunicos. Antes das
"provas", gostaria de apresentar um resumo dos princípios teóricos
dessa teoria. Para isso vou escolher o método de Lakatos, por que eh o que
melhor se presta a esse serviço.
Capítulo 15 - Psicanálise e TVP
Uma avaliação
Nesse trabalho não temos por objetivo, estudar
detalhadamente a TVP (Terapia de Vidas Passadas), está inclusive nos nossos
planos uma incursão nessa área em um outro momento. No entanto é imprescindível
que quem interesse pela teoria e principalmente pela prática de regressão um
conhecimento razoável sobre essa área, uma vez que estará em contato direto com
a psique dos indivíduos. Compararemos então de forma superficial a TVP com a
Psicanálise.
A rigor a regressão de memória pouco tem a ver com a
Psicanálise como foi concebida por Sigmund Freud (1856 – 1939 ) que foi baseada
muito mais na interpretação dos sonhos e outras análises subjetivas. Quando
muito os psicanalistas modernos utilizam a hipnose para fazer com que os
pacientes relembrem de algumas experiências traumáticas ocorridos na infância.
Paradoxalmente, Freud, que revolucionou o tratamento das doenças mentais,
chamadas até então de nervosas, e passou-lhes a considerar um problema da
psiquê (alma em grego), até o fim dos seus dias foi um materialista convicto.
Foi também um dos primeiros a entender o psiquismo dividido em consciente e
inconsciente.
A base de sua doutrina:
Interpretação dos sonhos; O Ego, Id e Super-ego; Complexos
sexuais (Electra, Édipo, etc); Instinto; Sexualidade Infantil; Inconsciente;
Neurose; Ab-reação; e Traumas.
O principal problema com essa doutrina é a questão do
Pansexualismo e o da sexualidade infantil, onde na sua ótica tudo gira em redor
do sexo e de uma forma exagerada, onde todos os problemas tem que ser assim
explicados.
O primeiro aspecto positivo do pensamento de Freud é, pois,
o da ênfase psicológica nos problemas emocionais do ser humano, em contraste
com as abordagens mecanicistas, biológicas, e orgânicas. É válido o seu
conceito de inconsciente como depósito de emoção, desejo e memória que
permanece, em geral, velado para nós.
No entanto algumas reformulações são necessárias. No
conceito de inconsciente, por exemplo, falta um elemento vital ao seu
entendimento: o das vidas sucessivas. E às usuais definições de regressão,
fixação, repressão e trauma; adicionar responsabilidade pessoal, perdão, amor e
imortalidade.
Um Novo Modelo Clínico
Não é difícil observar-se que a psiquiatria e psicologia
mostram-se mais à vontade nesse início de milênio com o conceito de
reencarnação, que aos poucos vai se integrando às práticas de consultório,
introduzindo sutis modificações no modelo clínico básico até agora adotado.
Contudo, este conceito, uma vez absorvido nas estruturas do novo modelo,
provocará profundas reformulações, porque ela não constitui aspecto isolado da
problemática do ser. Teria que ser levado em conta toda a estrutura apresentada
nesse estudo e algumas outras contidas na doutrina espírita, sem no entanto
querer dizer que o terapeuta tenha que pertencer ao movimento espírita.
* O ser humano desenvolve-se ao longo de
lento processo evolutivo, durante o qual vai se tornando cada vez mais
consciente de si mesmo e do universo que o cerca.
* Conhecimento e
moral seguem esse processo evolutivo autônomos entre si, em paralelo, mas não
no mesmo ritmo nem ao mesmo tempo.
* A dor seja
física ou moral, é indício de conflitos emocionais, mais ou menos sérios e
resulta de atos cometidos em prejuízo alheio (ou próprio).
* Os conceitos
estímulo / reflexo / condicionamento corresponderia a erro/sofrimento/ correção
sem muitas adaptações.
* Da mesma forma
somos estimulados a desenvolver certos aspectos éticos, ante o estímulo do
prazer na sua mais elevada e pura conotação – a da paz espiritual.
* As experiências
de regressão de memória demonstram que há um encadeamento lógico na seqüência
das diversas existências, após estágio mais ou menos longo no mundo espiritual.
* Elas revelam
também, a existência de um componente ético conjugado com um severo mecanismo
de responsabilidade pessoal, a lei de ação e reação (Carma).
Instrumento Terapêutico
A regressão para fins terapêuticos deve considerar no seu
modelo clínico não apenas o aspecto mnemônico, mas também e principalmente, o
ético. Ou seja, não basta desentranhar a lembrança do erro cometido das
profundezas do inconsciente, é preciso trabalhar os conflitos e fazer com que o
paciente compreenda que as leis cósmicas exigem a reparação do equivoco ou a
reposição da ordem perturbada. O paciente precisa entender que deve promover em
si mesmo as mudanças de comportamento (reforma íntima) que, por sua vez
desencadeiam o processo de cura ou reajuste. Do que se conclui que o trabalho
do profissional de saúde mental tem seu inevitável componente doutrinário, aconselhador,
harmonizador. A regressão facilita o processo e lhe confere confiabilidade,
porque o paciente é atraído precisamente pelos episódios que tenham a ver com
os seus conflitos do presente, mesmo que uma época muito remota. Uma vez
identificado a causa do problema, recorre-se ao diálogo, o debate, a
doutrinação, no sentido de racionalizar o trauma. No caso de Identificado o
ódio por alguém no passado como sendo a causa de um trauma, a solução não é tão
somente “assumir” esse ódio. Necessário faz-se identificá-lo, admití-lo,
racionalizá-lo e principalmente a reconciliação e harmonização com a pessoa
odiada num contexto de compreensão, tolerância e até perdão.
O esquema que estamos propondo incorporar à tecnologia
terapêutica não é uma receita mística para elaboração de uma panacéia universal
que cure desde o mau-olhado até a apendicite.A regressão de memória é apenas
instrumento de busca e identificação dos núcleos traumáticos situados no
inconsciente, não uma terapia por si e em si mesmo. Sendo assim deve ser
utilizada como instrumento terapêutico por profissionais da área de saúde
mental com a devida formação acadêmica e jamais deve ser utilizada por mera
curiosidade.
TVP – A Terapia de Vivências Passadas
No nosso entender a TVP representa uma ruptura com a escola
tradicional de psicanálise e que utiliza a regressão como principal instrumento
terapêutico, no entanto estará incorrendo em grave erro, se não seguir a
estrutura proposta nesse trabalho. Para os que estudam com atenção as
estruturas da doutrina dos espíritos e observam na dinâmica dos fenômenos
psíquicos, é difícil de entender como possa alguém, dedicar-se ao tratamento de
distúrbios mentais, sem sólidos conhecimentos dos mecanismos espirituais.
Anexo 1 - Método Prático de Regressão em Grupo
Indução por relaxamento/indução hipnótica
1. Preparação:
* Observar as
condições preliminares já citadas anteriormente.
* Iniciar a
prática com alguns esclarecimentos sobre a técnica que será usada (falar
sinteticamente de todo o processo que se seguirá) e sobre os resultados
esperados.
* Tenho
trabalhado com uma turma de 15 pessoas, mas esse número poderá ser maior caso
haja mais pessoas para ajudar em caso de algum imprevisto.
* É Recomendada a
realização de algumas seções (de aproximadamente 60 minutos cada) de preparação
para visualizações de imagens, como sugestão, cito a técnica do caminho e uma
regressão na vida presente (na fase infanto-juvenil), neste caso sugerir a
lembrança de momentos agradáveis como festas, passeis, jogos, etc.
2. Relaxamento:
* Tem dado um bom
resultado, antes de provocar o transe, fazer leves exercícios físicos de
relaxamento com movimentos no pescoço, ombros, cintura e membros por
aproximadamente 5 minutos. Isso descontrai física e mentalmente o grupo.
* Não esquecer de
minimizar o risco de interrupções (portas, celulares, etc.).
* Lembrar de
colocar uma música instrumental suave ao fundo de estilo oriental ou “nova
era”.
* Todos devem
estar confortavelmente acomodados sem nada nas mãos e de preferencia descalços.
3. Indução ao transe:
3.1 FASE 1 - Iniciar o monólogo de uma forma calma,
monótona, pausada e firme. (5 minutos)
* A partir de
agora, gostaria (Começar sem parecer estar ordenando e aos poucos tomar uma
postura mais imperativa) que mantivéssemos (usar o plural) os olhos fechados e
a sua atenção para as minhas palavras. Pausa 3seg.
* Vamos
interiorizar o pensamento, e vamos por alguns instantes concentrarmos somente
na respiração. Respire (a partir daqui usar o singular) lentamente e
profundamente, observe atentamente todo o movimento da respiração. Dessa forma
você começa a sentir-se bem relaxado. Pausa 30seg.
* Pois muito
bem... Mantenha os olhos fechados e imagine que você possui mãos invisíveis e
com elas massajará todas as partes do nosso corpo; Quero que utilize o seu
poder de imaginação mental e visualize um quadro branco e nele veja o número
10.
FASE 2 – Relaxamento: (10 minutos)
* Visualize o
número 10... e com as suas mãos invisíveis massageie os seus pés; sinta os
músculos sendo massageados e ficando bem soltos, relaxados, sinta a massagem
por todo o pé, entre os dedos, e a partir daqui deixe-os assim o mais relaxado
possível.
* Visualize o
número 9... e com suas mãos invisíveis massageie suas pernas e joelhos, fique
bem relaxado.
* Visualize o
número 8... massageie suas coxas e quadris. Concentre a atenção nesses músculos
e sinta-os relaxarem completamente.
* Visualize o
número 7... massageie suas mãos e seus braços. Sinta como eles estão relaxados
e ficando cada vez mais insensíveis.
* Visualize o
número 6... massageie agora os ombros e os músculos do pescoço. Os músculos se
afrouxam e permitem que você fique ainda mais relaxado, leve e muito tranqüilo.
* Visualize o
número 5... massageie as costas e sinta sua coluna relaxar, sinta um bem estar
enquanto você libera as tensões musculares e nervosas dessa região lhe deixando
tranqüilo para continuar com o relaxamento.
* Visualize o número 4... massageie agora a
região do peito, os músculos do abdômen e envolva nessa energia os órgãos
internos... isso fará com que se sinta ainda mais relaxado.
* Visualize o
número 3...Use as sua mãos invisíveis para massagear suavemente a cabeça,
especialmente o couro cabeludo e a nuca. Relaxe, relaxe... relaxe.
* Visualize o
número 2...massageie suavemente os músculos da face e da testa, você se sente
cada vez mais tranqüilo, em paz e muito relaxado. Relaxe profundamente e Mantenha
atenção nas minhas palavras.
* Visualize o
número 1... massageie agora as narinas, e sinta ar da respiração entrando pela
faringe, garganta, e indo até os pulmões, sinta prazer em sentir sua
respiração..! Respire lentamente e profundamente. Isso lhe deixará em estado
profundo de relaxamento. Relaxe, relaxe.
* Visualize o
número 0... Você esta agora totalmente relaxado, e com uma enorme sensação de
paz e tranqüilidade. Quero que mantenha esse estado de relaxamento até o final
da nossa experiência e que fique muito tranqüilo e confiante.
* Agora, imagine
que você está dentro de um espaçoso e confortável elevador; nele há uma suave
luz azulada. (Pausa)
* elevador começa
a movimentar-se muito lentamente...você continua inteiramente relaxado e
concentrado plenamente na minha voz. O elevador continua se movimentando e
quando eu contar até 3, o elevador irá parar e a porta irá se abrir e você verá
uma cena de um momento de uma vida passada. Mantenha-se tranqüilo e relaxado.
Nessa experiência você poderá sentir as emoções que acompanham as lembranças,
se isso acontecer fique confiante que elas não lhe causarão nenhum mal. Você já
passou por elas antes e sabe que está seguro, e permanecerá tranqüilo e
relaxado até o final da experiência.
FASE 3 – Exploração da vida passada
* Então, quando
contar até 3, o elevador irar parar e abrir a porta, então você verá uma cena
de uma vida anterior... 1.. ( 2 seg)... 2 (2 seg) e 3. Veja a cena.
* Calmamente
observe a cena que está visualizando ou começando a se formar (3
seg)...Simplesmente observe. (3 seg).
* Tente olhar
para os seus pés...Veja se esta usando algum calçado... Olhe para o chão em
volta dos pés. (2 seg).
* Observe
calmamente as suas vestes... A sua aparência, como você se vê?.. (3 seg)
* Agora, observe
novamente a cena, procure lembrar o que ela representa, o que está acontecendo?
(10 seg)
* Observe se há
outras pessoas nessa cena,... Se há, o que estão usando?... E quem são elas?
(10 seg)
* Veja como é
esse lugar que você está vendo...Há algum tipo de construção?... Como é a
geografia desse lugar?
* Continue
relaxado... Observando e lembrando de como era essa sua vida passada. Caso não
saiba responder a alguma pergunta, espere calmamente pelas próximas
perguntas...
* Lembre de como
era e como vivia sua família... (5seg)... E como era o local que morava... (5
seg)... Você se consideraria rico ou pobre?
* Qual era a sua
ocupação... .. Trabalhava? Estudava? Cuidava da casa? (10 seg)
* Qual era a sua
crença, ou religião? (5 seg)
* Procure lembrar
do seu nome...Caso não lembre tente ouvir como alguém lhe chama. (10 seg)
* Lembre o nome
do lugar ou País que vive nessa vida passada (5 seg).
* Qual o nome do
governante desse lugar ou País? (5 seg)
* Agora, quero
que lembre o ano em que passa essa cena? (5 seg).
* Sinta-se
bastante relaxado e tranqüilo e veja agora outro momento dessa mesma vida e
fique bem a vontade de observar sem ter que responder as minhas perguntas...
Por alguns minutos... Observe! ( 5 min. )
FASE 4 – Final
* Agora, você
voltará para o elevador do início. Lembre que isso foram lembranças de uma vida
passada e que essas lembranças devem fazer você compreender melhor a sua vida
presente. Sinta a luz azul tranqüilizante que lhe dará ainda mais energias e
manterá todas as lembranças aqui vivenciadas.
* O elevador
começa a se movimentar lentamente e o trará para a vida presente. E quando eu
contar até 3, o elevador parará e estará de volta ao presente e desperto. 1 – 2
– 3 . Acorde. (Pedir que acordem sem pressa).
Anexo 2 - Técnica do Caminho
Essa técnica utiliza visualizações através de símbolos que
se alega representar algumas questões referentes ao momento presente da vida do
participante e os seus relacionamentos. Pessoalmente não sei a origem desses
símbolos, mas na prática tem demonstrado um alto grau de “coincidências”; e
como o objetivo principal é apenas um treinamento quanto ao estado de transe e
visualizações mentais é interessante que seja praticado nas primeiras seções
antes das regressões propriamente ditas.
Tabela de símbolos e sua significação:
O Caminho à A Situação atual da vida
O Galho à Os Problemas
A Chave à Os Projetos
O Vaso à A Família
O Animal à O Parceiro
O Lago à A sexualidade
O Muro à A Morte
1. Explicar os
procedimentos que se seguirão, sem, no entanto falar dos símbolos; dizer:
“veremos alguns objetos no caminho que representa a nossa vida e se desejarem
podem fazer algo com os objetos”
2. Iniciar com o
relaxamento hipnótico, conforme as fases 1 e 2 do anexo I , de uma forma
simplificada.
3. Depois de
atingir a fase de relaxamento, sugerir que eles vejam um caminho, um caminho
que simboliza a nossa vida. (Pausa 10seg)
4. Pedir para ir
caminhando nesse caminho e a seguir sugerindo a visão dos objetos, sempre
intercalando uma pausa de pelo menos uns 10 segundos entre um e outro.
5. Para finalizar
sugira a visão de um jardim aconchegante, e transmita sugestões de paz e
tranqüilidade em quanto os induz ao despertar final.
6. Após alguns
minutos de recuperação da normalidade, formar um grupo e ouvir atentamente cada
pessoa sobre o que vivenciou. Em seguida revelar a chave dos símbolos e fazer
alguns comentários necessários.
Anexo 3 - Estudo sobre Lakatos
Neste artigo são apresentadas anotações sobre os modernos
conceitos de ciência. Ainda aqui os artigos do filosofo Silvio Chibeni me
servem de roteiro de estudos, a destacarem-se para esta parte dos estudos os
artigos "Concepções de Ciência". No seu trabalho intitulado
Concepções de Ciência o filosofo Chibeni oferece-nos de maneira clara e
didática os modernos conceitos de Ciência, os quais cito abaixo:
"Do que vimos sobre as limitações das concepções
indutivista e falseacionista de ciência, transparece que representam as teorias
cientificas e suas relações com a experiência de modo demasiadamente simples e
fragmentário. A inspeção da natureza, gênese e desenvolvimento das teorias
cientificas reais evidencia que devem ser consideradas como "estruturas"
complexas e dinâmicas, que nascem e se elaboram gradativamente, em um processo
de influenciação reciproca com a experiência, bem como com outras teorias. Essa
visão da ciência e ainda suportada por argumentos de ordem filosófica e
metodológica.
Se for verdade que as teorias cientificas devem apoiar-se na
experiência - embora não dos modos descritos pelo indutivismo e pelo
falseacionismo -, residindo mesmo nela a sua principal raison d'etre, não e
menos verdade que a busca, condução, classificação e analise dos dados
empíricos requer diretrizes teóricas."
(Obs: raison d'etre = razão de ser).
"Alem disso, a própria malha conceitual através da qual
formulamos nossas idéias e experiências sensoriais constitui-se ao menos
parcialmente pela atuação de nosso intelecto. No caso especifico dos conceitos
abstratos da ciência, o exame de sua criação e evolução mostra que surgem
tipicamente como idéias vagas, só adquirindo significado gradualmente mais
preciso na medida em que as teorias em que comparecem se estruturam, embasam e
ganham coerência.
Por fim, em contraste com o que propões a visão indutivista
(e talvez também a falseacionista), as teorias cientificas não consistem de
meros aglomerados de leis gerais. Devem incorporar ainda regras metodológicas
que disciplinem a absorção de impactos empíricos desfavoráveis, e norteiem as
pesquisas futuras com vistas ao seu aperfeiçoamento."
Neste ponto o filosofo Silvio Chibeni, em seu trabalho
"Concepções de Ciência", após apresentar as razoes da falsidade dos
conceitos antigos de ciência, inicia a apresentação das modernas concepções de
ciência, que ganharam forca e consistência na segunda metade deste século XX:
"O filosofo Imre Lakatos sistematizou de maneira
interessante as características da ciência que vimos discutindo, introduzindo a
noção de "programa cientifico de pesquisa". Iniciaremos nossa breve
e simplificada exposição das idéias centrais de Lakatos
recorrendo a este parágrafo do citado livro de Chalmers (CHALMERS, A.F. What is
this Thing called Science? St. Lucia, University of Queensland
Press, 1976, p. 76):
Um "programa de pesquisa" lakatosiano e uma
estrutura que fornece um guia para futuras pesquisas, tanto de uma maneira
positiva, como negativa. A "heurística negativa" de um programa envolve
a estipulação de que as assunções básicas subjacentes ao programa, que formam o
seu "núcleo rígido", não devem ser rejeitadas ou modificadas. Esse
núcleo rígido e resguardado contra falseações por um "cinturão
protetor" de hipóteses auxiliares, condições iniciais, etc. A
"heurística positiva" constitui-se de prescrições não muito precisas
que indicam como o programa deve ser desenvolvido... Os programas de pesquisa
são considerados "progressivos" ou "degenerastes", conforme
tenham sucesso, ou persistentemente fracassem, em levar a descoberta de novos
fenômenos.
O núcleo rígido (hard core) de um programa e aquilo que
essencialmente o identifica e caracteriza, constituindo-se de uma ou mais
hipóteses teóricas. Eis alguns exemplos. O núcleo rígido da cosmologia
aristotélica inclui, entre outras, as hipóteses da finitude e esfericidade do
Universo, a impossibilidade do vazio, os movimentos naturais, a
incorruptibilidade dos céus. O núcleo da astronomia copernicana consiste das
assunções de que a Terra gira sobre si mesma em um dia e em torno do Sol em um
ano, e de que os demais planetas também orbitam o Sol. O da mecânica newtoniana
é formado das três leis dinâmicas e da lei da gravitação universal. O da teoria
especial da relatividade é o principio da relatividade e a constância da
velocidade da luz; o da teoria da evolução de Darwin-Wallace, o mecanismo da
seleção natural.
Por "uma decisão metodológica de seus
protagonistas" (Lakatos 1970, p. 133), o núcleo rígido de um programa de
pesquisa e "decretado" não-refutável. Possíveis discrepâncias com os
resultados empíricos, são eliminadas pela modificação das hipóteses do cinturão
protetor.
Essa regra e' a heurística negativa do programa, e tem a
função de limitar, metodologicamente, a incerteza quanto a parte da teoria
atingida pelas "falseações". Recomendando-nos direcionar as
"refutações" para as hipóteses não-essenciais da teoria, a heurística
negativa representa uma regra de tolerância, que visa a dar uma chance para os
princípios fundamentais do núcleo mostrarem a sua potencialidade. O testemunho
da historia da ciência parece de fato corroborar essa regra, como vimos nos
exemplos que demos acima. Uma certa dose de obstinação parece ter sido
essencial para salvar nossas melhores teorias cientificas dos abundantes
problemas de ajuste empírico que apresentavam quando de seu nascimento.
Lakatos reconhece, porem, que essa atitude conservadora tem
seus limites. Quando o programa como um todo se mostra sistematicamente incapaz
de dar conta de fatos importantes, e de levar a predição de novos fenômenos
(i.e., torna-se "degeneraste"), deve ceder lugar a um programa mais
adequado, "progressivo". Como uma questão de fato histórico nota-se
que um programa nunca e abandonado antes que um substituto melhor esteja
disponível.
A heurística positiva de um programa é mais vaga e difícil
de caracterizar que a heurística negativa. Segundo Lakatos, ela consiste
"de um conjunto parcialmente articulado de sugestões ou idéias de como
mudar ou desenvolver as 'variantes refutáveis' do programa de pesquisa, de como
modificar, sofisticar, o cinturão protetor 'refutável'." (op. cit. p. 135)
No caso da astronomia
Copernicana, por exemplo, a heurística positiva indicava
claramente a necessidade do desenvolvimento de uma mecânica adequada a hipótese
da Terra móvel, bem como de novos instrumentos de observação astronômica,
capazes de detectar as previstas variações no tamanho aparente dos planetas e
as fases de Vênus, por exemplo. Assim, o telescópio foi construído algumas
décadas após a morte de Copernico pelo seu ardente defensor, Galileo, que
também principiou a criação da nova mecânica. Esta, a seu turno, uma vez concebida
por Newton, apontou para um imenso campo aberto, no qual se deveria buscar uma
nova matemática, medidas das dimensões da Terra, aparelhos para a detecção da
forca gravitacional entre pequenos objetos, etc."
Como podemos notar da citação acima, os modernos conceitos
de ciência, mais realistas, deixam transparecer o caráter claramente humano da
ciência, que passa a ser enato vista como um fruto das convicções de um grupo
social (que "decreta" que o núcleo rígido de seu programa de pesquisa
e' nao-refutavel), com todo o seu conteúdo de crenças e des-crencas e,
portanto, de subjetivismo. Enfim, assume-se claramente a realidade de que não
existe um método "objetivo e seguro" de se fazer ciência.
Continuando a citar Chibeni:
"A concepção lakatosiana de ciência envolve um novo
critério de demarcação entre ciência e nao-ciencia. Lembremos que o critério
indutivista considerava cientificas somente as teorias provadas empiricamente.
Tal critério e, como vimos, forte demais: não haveria, segundo ele, nenhuma
teoria genuinamente cientifica, pois todo conhecimento do mundo exterior e
falível. Também o critério falseacionista, segundo o qual só são cientificas as
teorias refutáveis, elimina demais: como nenhuma teoria pode ser rigorosamente
falseada, nenhuma poderia classificar-se como cientifica.
O critério de demarcação proposto por Lakatos, por outro
lado, adequadamente situa no campo cientifico algumas das teorias unanimemente
tidas como cientificas, como as grandes teorias da física. Esse critério
funda-se em duas exigências principais: uma teoria deve, para ser cientifica,
estar imersa em um programa de pesquisa, e este programa deve ser progressivo.
Deixemos a Lakatos a palavra (1970, pp. 175-6):
Pode-se compreender muito pouco do desenvolvimento da
ciência quando nosso paradigma de uma porção de conhecimento cientifico e uma
teoria isolada, como 'Todo cisne e branco', solta no ar, sem estar imersa em um
grande programa de pesquisa. "Minha abordagem implica um novo critério de
demarcação entre 'ciência madura', que consiste de programas de pesquisa, e
'ciência imatura', que consiste de uma colcha de retalhos de tentativas e erros
..."
"A ciência madura consiste de programas de pesquisa nos
quais são antecipados não apenas fatos novos, mas também novas teorias
auxiliares; a ciência madura possui 'poder heurístico', em contraste com os processos
banais de tentativa e erro." Lembremos que na heurística positiva de um
programa vigoroso ha, desde o inicio, um esboço geral de como construir os
cinturões protetores: esse poder heurístico gera "a autonomia da ciência
teórica".
Essa "exigência de crescimento continuo"
[progressividade do programa] e minha reconstrução racional da exigência
amplamente reconhecida de 'unidade' ou 'beleza' da ciência. Ela põe a
descoberto a fraqueza de "dois" tipos de teorização aparentemente
muito diferentes entre si. Primeiro, evidencia a fraqueza de programas que,
como o marxismo ou o freudismo, aso indubitavelmente 'unificados', e fornecem
um plano geral do tipo de teorias auxiliares que irão utilizar para a absorção
de anomalias, mas que invariavelmente criam suas teorias na esteira dos fatos,
sem ao mesmo tempo anteciparem fatos novos. (Que fatos novos o marxismo
"previu" desde, digamos, 1917?) Em segundo lugar, ela golpeia
seqüências remendadas de ajustes 'empíricos' rasteiros e sem imaginação, ato
freqüentes, por exemplo, na psicologia social moderna. Tais ajustes podem, com
o auxilio das chamadas 'técnicas estatísticas', produzir algumas predições
'novas', podendo mesmo evocar alguns fragmentos irrelevantes de verdade que
encerrem. Semelhantes teorizações, todavia, não possuem nenhuma idéia unificadora,
nenhum poder heurístico, nenhuma continuidade. Não indicam nenhum programa de
pesquisa, e são, no seu todo, inúteis."
Fica assim apresentada uma das concepções modernas de
ciência, as quais colocam o fazer ciência sob uma perspectiva muito mais realista:
fazer ciência e' uma atividade humana como outra qualquer, e como tal esta'
sujeita `as convicções e julgamentos dos grupos sociais que a realizam. Enfim,
volto a frisar, me parece claro que não existe uma maneira segura e objetiva de
se extrair conhecimento cientifico a partir dos fatos. A ciência e' muito mais
difícil do que se poderia supor a partir das concepções positivistas, pois
tem-se que elaborar teorias cientificas apesar de toda a subjetividade e
insegurança intrínsecas ao psiquismo humano.
Apenas para finalizar essa panorâmica teórica, apresento
abaixo uma citação do mesmo artigo "Concepções de Ciência" do
filosofo Silvio Chibeni em que se definem teoria cientifica construtiva e
teoria cientifica fenomenologica.
"Uma distinção importante no estudo epistemologico das
teorias cientificas, e que nos será útil no restante deste trabalho, e aquela
entre teorias "construtivas" e teorias "fenomenologicas".
Essa distinção diz respeito a natureza das proposições da
teoria, e consequentemente ao tipo de explicação que fornecem para os
fenômenos.
TEORIAS FENOMENOLÓGICAS.
Classificam-se como tais as teorias cujas proposições se
refiram "exclusivamente" a propriedades e relações empiricamente
acessíveis entre os fenômenos. ("Fenômeno": aquilo que aparece aos
sentidos.) Essas proposições descrevem, conectam e integram os fenômenos,
permitindo a dedução de conseqüências empiricamente observáveis. Exemplos
importantes de teorias fenomenológicas são a termodinâmica, a teoria da
relatividade especial e a teoria da seleção natural de Darwin-Wallace.
TEORIAS CONSTRUTIVAS.
Em contraste com as teorias fenomenológicas, as teorias
construtivas envolvem proposições referentes a entidades e processos
inacessíveis a observação direta, que sao postulados com o objetivo de explicar
os fenômenos através de sua "construção" a partir dessa suposta
estrutura fundamental subjacente. Exemplos característicos desse tipo de teoria
aso a mecânica quântica, a mecânica estatística, o eletromagnetismo, a genética
molecular e grande parte das teorias químicas.
E importante observar que essas duas categorias de teoria
"não" são conflitantes, no sentido de que é possível que um mesmo
conjunto de fenômenos seja tratado por duas teorias: Uma fenomenológica e outra
construtiva; nesse caso, a ultima vai além da primeira no nível explicativo,
desse modo complementando-a. Há de tal situação um exemplo notável na física,
que e a coexistência da termodinâmica com a mecânica estatística."
Anexo 5 - Formulários Para Pesquisa da Última Vida
FORMULÁRIO 1 – Dados da vida atual
Nome :
__________________________________________________________
Data de Nascimento: ________ Local de Nascimento:
___________ Sexo : ___
Filiação:
_________________________________________________________________
Endereço:
_________________________________________________________________
Cidade:____________________________ Estado:
_____________________
Formação escolar :
_________________________________________________
Profissão atual: ___________________________________________________
Habilidades Artísticas ou Artesanais:
________________________________
_________________________________________________________________
Fobias:
_________________________________________________________________
Problemas psicológicos ou físicos:
____________________________________
_________________________________________________________________
Outros Comentários :
_______________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
Já teve experiências com hipnose/meditação antes ? [ ] Sim [
] Não
Tem facilidade para visualização de imagens mentais? [ ] Sim
[ ] Não [ ] Pouca
Já teve experiência de Regressão de Memória ? [ ] Sim [ ]
Não
Acredita em REENCARNAÇÃO? [ ] Plenamente [ ] Sim, mas tenho
dúvida
[ ] Não acredito
FÓRMULÁRIO 2 – Lembrança de Vida Anterior
Época:
___________________________________________________________
Nome: _______________________________________________ Sexo:
______
Filiação:__________________________________________________________
Local (País, Cidade,
Endereço):_______________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
Cidade e Data de
Nascimento:________________________________________
Governante:
_________________________________________________________________
Formação Escolar : _________________________________________________
Profissão/Ocupação:
________________________________________________
Roupas/Calçados:
__________________________________________________
Impressões Gerais e outras informações:
________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
Data da Regressão : __________________________
Anexo 6 - Reencarnação e Biologia
Reencarnação e Biologia. Uma Contribuição para o Etiology de
Marcas de nascença e Defeitos de Nascimento é um livro a muito esperado. Quando
se abre os dois grandes volumes de 2268 páginas, fica evidente por que
esperamos tão grande tempo. Leitores podem experimentar uma mistura de temor e
desespero quando enfrentam com mais de 2200 páginas. Afortunadamente, Praeger
também publicou um volume pequeno Onde Reencarnação e Biologia Cruzam, o qual
Stevenson escreveu para satisfazer as necessidades de leitores que desejam
entender o conteúdo essencial do trabalho maior sem se aborrecer em cima de detalhes.
Este volume resume os achados, os argumentos, e as conclusões do trabalho
maior. Ambos os trabalhos, a Reencarnação de dois-volume e Biologia. Uma
Contribuição para o Etiology de Marcas de nascença e defeitos de Nascimento e
Onde Reencarnação e Biologia Cruzam, contêm 26 capítulos e levam os mesmos
títulos em ambos os trabalhos.
Emergiu gradualmente que casos da reencarnação (CORT) não só
é caracterizado por recordações de alegadas prévia vida de crianças jovens, mas
também por um padrão de outras características. Provavelmente mais inesperado é
que às vezes são achados marcas de nascença e defeitos de nascimento que é
relacionado ao modo de morte de uma pessoa falecida sobre de quem vida que a
criança-sujeito pode fazer para algumas declarações corretas, e quem a criança
pode reivindicar ter estado em uma vida prévia. Stevenson expressou a visão que
estas marcas de nascença e defeitos de nascimento são o aspecto mais impressionante
do multi-faceted CORT. Agora ele nos dá a evidência - mais de 200 casos - quase
tudo investigados pessoalmente pelo próprio Stevenson.
Esta é uma monografia médica escrita com a eficácia,
claridade, e consideração que são características de Stevenson. Há documentação
extensa de cada caso e inclui numerosas fotografias, mesas, notas de rodapé e
referências, e índices de casos e nomes. Para nos ajudar a entender o fundo
cultural e histórico para alguns dos casos, Stevenson iguala presentes pequenas
revisões da recente história de dois países (a Turquia e Birmânia) onde foram
achados muitas marca de nascença e casos de defeitos de nascimento.
O primeiro capítulo dá uma avaliação dos achados básicos
relativo a CORT. O segundo capítulo, " Completas mudanças que correspondem
a imagens mentais na pessoa afetada, " descreve numerosos casos da
literatura médica que mostra vários vínculos entre imagens mentais e completas
funções, como stigmata, modificação hipnótica de uma variedade de funções, e
algum raros efeitos que foram observados para acontecer quando as pessoas
revivem recordações de muito intenso dano físico ou trauma. Este é o exame mais
extenso de seu tipo conhecido ao revisor, e é uma avaliação histórica
excelente.
Stevenson discute que há fatores comuns que estão por baixo
da ocorrência de mudanças físicas que correspondem a imagens mentais.
Principalmente, eles são violência e dano físico juntados com atenção concentrada
e impressionabilidade (absorção) no assunto. Um fator adicional é o reatividade
dos tecidos da pele que pode resultar na formação de cicatrizes ou
dermographisms. Stevenson apresenta uma fórmula para a ocorrência destas ocorrências;
a CA + DI + PF = CS. CA representa Atenção Se concentrada ou Absorção, DI para
Duração da Imagem, PF para os Fatores Fisiológicos e CS para o resultante
Mudança na Pele. Alguns destes efeitos fisiológicos também são anômalos na
sensação que eles não correspondem a configurações conhecidas de nervos ou
vasilhas de sangue da pele.
O próximo capítulo, " mostra mudanças que correspondem
às imagens mentais de outra pessoa, " revisões a literatura em impressões
telepáticas espontâneas e experiências nas quais um efeito físico localizado em
uma pessoa corresponde a uma imagem mental em outro. Menos famoso é casos de
impressões maternas que freqüentemente foram publicadas conduzindo diários
médicos nos século 19º e início do 20º. Stevenson achou relatórios de 300 casos
que revelam uma correspondência íntima entre uma impressão na mente de uma
mulher grávida e o defeitos do bebê dela.
Os primeiros três capítulos servem como uma introdução ao
assunto principal do trabalho: marcas de nascença e defeitos de nascimento,
como eles podem relacionar a CORT. Porém, é uma indicação incompleta para
descrever estes três capítulos como uma introdução, embora eles servem ambos
como "notar-abridores " para o material nos capítulos que seguem e como
uma base teórica. Aparte de ser revisões excelentes, eles contêm muito material
novo. Estes três capítulos só (um total 175 páginas) faria um livro altamente
interessante e provocativo saltar para ser lido amplamente e citaria para vir
por muito tempo. O Cartel de estudos de Stevenson tem largura notável e é
verdadeiramente em âmbito internacional. Ele freqüentemente também se refere a
fontes estrangeiras inclusive alemão, francês, e italiano, algo muito raramente
achou entre americano (ou até mesmo britânico) os estudiosos. Tal eficácia do
cartel de estudos por idiomas e culturas vai longe freqüentemente no passado e
é raro.
Os próximos 12 capítulos são dedicados a marcas de nascença
como eles são achados na investigação de CORT. Eles são categorizados de acordo
com o grau de verificação de um possível vínculo entre uma marca de nascença
incomum na pele de um sujeito e feridas correspondentes no corpo de uma pessoa
falecida. Tal verificação varia amplamente de caso a caso e outros nada
apresentam (embora o caso ainda pode ser de interesse), por apoio de
recordações de informadores, para documentação médica.
Um leitor pensativo pode considerar se as marcas de nascença
e defeitos de nascimento correspondem por casualidade. De acordo com Stevenson,
a pele de um adulto normal -de tamanho incluiria 160 quadra cada 10 grid de
centímetros. Localizando a pele marca em tal um grid, ele calcula o odds contra
chance de uma única marca de nascença que corresponde em localização com uma
única ferida como 1/160. Porém, a explicação de chance está até mesmo menos
provável em casos em qual mais que a pessoa feriu e marca de nascença
corresponde. Por exemplo, Stevenson tem 18 casos nos quais uma criança
reivindica se lembrar de ser atirado por uma bala e tem duas marcas de nascença
que são achadas para corresponder a feridas de bala de entrada (pequeno) e
saída (maior). Aqui novamente um padrão de partidas de marcas de nascença um
padrão de feridas. Na opinião de Stevenson estes casos constituem a evidência
mais forte. Quando duas marcas de nascença correspondem assim a duas feridas o
odds contra aumento de chance para 1/160 x 1/160, ou 1/25000.
Um caso extremo era Necip Ünlütaskiran de Turquia que teve
sete marcas de nascença seis de que corresponderam a feridas descreveu em um
documento médico. Aqui o odds contra coincidência de chance ficam
verdadeiramente astronômicos. Além disso, a reivindicação de Necip que ele
tinha apunhalado a esposa dele de uma vida prévia na perna, com uma cicatriz de
resultante, foi verificado quando ela foi identificada.
Na Predição de capítulo " de Marcas de nascença "
Stevenson descreve casos nos quais poderiam ser preditas marcas de nascença.
Por exemplo, em um caso turco, uma marca de nascença tinha sido informada a
ele. Quando ele aprendeu depois que a morte da personalidade prévia alegada
tinha sido causada através de feridas de bala, ele predisse uma segunda marca
de nascença, devolveu ao sujeito e achou uma segunda marca de nascença que
correspondeu à ferida de saída. Tais casos raros e casos de marca de nascença
experimentais denominados são extremamente importantes, particularmente porque
eles oferecem um pouco para a possibilidade de mudança estes casos além da
crítica aplicada à maioria dos casos espontâneos e introduzindo um elemento de
controle experimental.
Na coleção de Stevenson há também casos que podem aparecer a
muitos leitores para ter só leve ou nenhum evidential estimam, mas que ele acha
revelando por uma razão ou outro. Por exemplo, há 21 casos de crianças que
fizeram para nenhuma declaração tudo que sobre a personalidade prévia (como
também um adicional 7 que fez único ou duas declarações) e que foram
identificados somente por adultos em base das marcas de nascença deles/delas
que se assemelharam a feridas fatais infligidas em alguém eles souberam ou
vieram aprender aproximadamente. De acordo com convicções locais, tal
identificação é apoiada freqüentemente alguém tendo tido " anunciando
sonhos " antes da criança nasceu, uma característica improvável
impressionar os leitores Ocidentais.
As marcas de nascença que figuram nos casos de Stevenson
também são de interesse porque a maioria deles difere do tipo de marca de
nascença que quase todo o mundo tem. Eles são freqüentemente áreas calvas de
enrugou, tecido de scarlike, elevou sobre tecidos circunvizinhos ou deprimido
relativo a eles; alguns são áreas de pigmentação diminuída. Alguns estão
sangrando e estão escoando quando o bebê nasce. Esses que se assemelham a nevi
e moles em aparecimento são freqüentemente maiores que nevi ordinário e também
freqüentemente acontecem em localizações incomuns. O mesmo pode ser dito para
defeitos de nascimento que figuram nos casos. Não só é nascimento trai raro em
geral comparou a marcas de nascença, mas muitos desses informaram por Stevenson
é tipos que são sumamente raros e em algumas instâncias quase sem igual.
Em alguns casos, são achadas marcas de nascença para
emparelhar feridas que foram o resultado de operações cirúrgicas. Um real
oddity é o caso de Jacinta Agbo de Nigéria que teve a marca de nascença mais
extraordinária Stevenson alguma vez viu. " Consistiu em uma área,
aproximadamente 3 centímetros largo, de tecido de scarlike pálido que estendeu
a cabeça inteira dela ao redor ( Onde Reencarnação e Biologia Cruzam, pág.
57)." Depois, uma pessoa foi identificada que em uma disputa tinha sido
dado com a cabeça com um clube e tinha sido cosido até presente uma incisão
extensa no escalpo. A marca de nascença de " Jacinta era muito mais largo
que a incisão teria sido, e isto é por que eu acredito que correspondeu a um
bandagem colocado pelo cirurgião ao redor do hea pág. 58)."
O segundo volume de Reencarnação e Biologia se trata de
defeitos de nascimento e outras anomalias como eles podem derivar de vidas
prévias. O (visível) defeitos de nascimento são divididos nesses das extremidades,
esses da cabeça e beija, esses que envolvem dois ou mais regiões, e esses que
envolvem que condições " de Stevenson trai " nascimento experimental
(as crianças nascido com sinais de marcas que emparelham esses em crianças que
foram mutiladas deliberadamente ou caso contrário marcados depois de morte).
Geralmente, os casos de defeito de nascimento também são associados com mortes
violentas, inclusive assassinatos (algumas mutilações envolvendo e tortura) e
acidentes. Stevenson também inclui quatro capítulos que descrevem casos em qual
as doenças internas do assunto, anormalidades de pigmentação, e outros aspectos
de aparecimento físico e função podem emparelhar esses da pessoa cujo vida que
uma criança reivindica se lembrar.
Um capítulo especial discute 42 casos de gêmeos que
Stevenson investigou, em qual ou ambas as crianças falam de recordações de
vidas prévias. Particularmente interessante é o achado que em 62% dos 34 casos
para os quais a informação estava disponível, as duas personalidades prévias
tinham morrido ao mesmo tempo ou pelo menos na mesma ocasião. Também havia
freqüentemente uma relação pessoal entre as personalidades prévias. Alguns dos
gêmeos eram monozygotic e mostraram diferenças consideráveis em comportamento
em linha com características das personalidades prévias.
Stevenson reuniu uma quantia volumosa de dados novos, tanto
de forma que mim não pode pensar de nada comparável como a publicação de
Phantasms do Viver (Gurney, al de et., 1896) que se tornou imediatamente um
clássico e influenciou uma era inteira de pesquisa e debate.
A pessoa pode desejar saber como os críticos extremos virão
ver este trabalho. Nós podemos conjeturar que eles provavelmente reagirão em
muito o mesmo modo como eles fizeram ao Phantasms do Viver, isto é, despedindo
o trabalho como uma coleção de casos espontâneos que são investigados depois
que eles aconteçam e conseqüentemente são propenso a fraquezas famosas de
testemunho. Provavelmente um problema mais sério para se dirigir é as
diferenças culturais fortes entre os casos. A incidência informada de marcas de
nascença ou defeitos de nascimento grandemente varia entre culturas, e estas
diferenças podem ser uma expressão de convicções populares. Parece isso nas culturas
das quais estes casos são convicções tiradas, populares encoraja associações
entre marcas de nascença incomuns e pessoas que morreram de feridas ou tiveram
cicatrizes incomuns ou malformations. Estas convicções poderiam afetar
declarações feitas por um assunto quando as pessoas ao redor de him/her
desenvolveram expectativas ou convicções que a criança era previamente uma
pessoa particular. Estas fraquezas são discutidas por Stevenson. Convicções
certamente expectativas de influência e modos de interpretar phenomena. Porém,
também é justificável perguntar se as convicções locais surgiram de observações
do tipo descritas por Stevenson?
Em alguns sonhos de culturas também é interpretado
freqüentemente como um pressentimento da identidade da personalidade de um bebê
para nascer. Esta convicção posa um problema e uma armadilha potencial para o
investigador, especialmente se ele ou ela vêm aos anos de cena atrás de um caso
foi estabelecido na família estendida ou o bairro do assunto.
Os registros volumosos e detalhados de Stevenson de casos
que ele categoriza e analisa a duração de vários modos, deveria abrir uma era
nova de debate aproximadamente como ou se podem ser unidos atributos físicos a
nascimento a pessoas que morreram. Foi aceitado gradualmente que nossa
influência de lata estatal psicológica nossa saúde. Stevenson apresenta
evidência que um estado psicológico - especialmente próxima morte, e
especialmente se a morte é uma violenta-pode influenciar o desenvolvimento de
corpos futuros.
Na metodologia das ciências de vida é aceitado amplamente
que alguns achados são como vulnerável para preconceitos subjetivos do
investigador e como dependente em circunspeção de his/her como esses obtidos no
caso de estudos. O trabalho de marca de nascença de Stevenson é ligado para ser
desafiado, porque é trabalho sério de grande conseqüência. Argumentos não
ajudarão muito. As batalhas significantes só serão lutadas no campo, pelo
processo de replication.
A ênfase de Stevenson está em apresentar os dados dele em
grande detalhe, mas ele também discute várias explicações e implicações dos
dados, como esses para genéticas e para o problema de notar-corpo. Em Onde
Biologia e Reencarnação Cruzam que ele conclui:
Ainda dizendo que eu penso que reencarnação é a melhor
explicação para muitos casos, eu não reivindico que é a única explicação.
Pesquisa adicional pode mostrar que está nem mesmo o melhor. Esta é uma questão
sobre a qual minha opinião deveria contar para pequeno. Eu considero minha
contribuição como isso de apresentar a evidência tão claramente quanto eu
posso. Cada leitor deveria estudar a evidência cuidadosamente-preferentemente
na monografia-e então alcança o dele ou a própria conclusão dela (pp. 112-113).
Reencarnação e Biologia e Onde Reencarnação e Biologia
Cruzam junto é um trabalho de proporções verdadeiramente sem igual. Eu não li
nada como interessante e fascinando por muitos anos. É único e é ligado para se
tornar um clássico, definindo um domínio sem igual e difícil. É o trabalho de
coroamento de um estudioso verdadeiramente excelente e investigador.
Erlendur Haraldsson Departamento de Psicologia Universidade
de Islândia IS-103 Reykjavik, Islândia, (Tradução automática do original em
Inglês via Internet).
BIBLIOGRAFIA
* A Memória e o
Tempo, Hermínio C. Miranda, Editora Lacaster
* Alquimia da
Mente, Hermínio C. Miranda, Editora Lacaster
* Eu Sou Camille
Desmoulins, Hermínio C. Miranda / Luciano dos Anjos, Editora Lacaster
* Manual de
Hipnose Médica e Odontológica, Professor Osmard de Andrade
* O Universo numa
Casca de Noz, Stephen Hawking, Editora Mandarim
* O Livro dos
Espíritos, Allan Kardec, Editora FEB
* O Evangelho
Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, Editora FEB
* A Teoria Corpuscular
do Espírito, Hernani Guimarães Andrade
* Novos Rumos da
Experimentação Espírtica, Hernani Guimarães Andrade
* A Matéria PSI,
Hernani Guimarães Andrade
* Vinte Casos que
Sugerem Reencarnação, Ian Steveason
* Reincarnation
and Biology, Ian Steveason
*
Investigando Vidas Passadas, Raymood Jr.
* Recordando
Vidas Passadas, Helen Wanbach
* O Passe, Jacob
Melo
* Memórias de
Nefertiti, Mauricio Mendonça
[1] Stephen Hawking
Cientista e físico britânico, famoso por suas teorias e
cálculos sobre a origem do universo e dos buracos negros no espaço e por seus
estudos na física quântica.Interessante “coincidência” entre dois espíritos que
reencarnaram dando continuidade ao trabalho do outro. Stephen Nasceu a exatos
300 anos (19xx) após a morte de Galileu Galilei.
[3] EGITO
Quando escrevi esse parágrafo ainda não sabia do desenrolar
que teria esse caso. Esse foi o ponta pé inicial para a descoberta do caso
“Nefertiti” (cerca de um ano depois) citado em outro capítulo e com mais detalhes
no livro “Memórias de Nefertiti” escrito por mim.
[4] PISTAS PSÍQUICAS
Como foram essas informações e como pude chegar até o
segundo sujeito estarão no anexo do livro “Memórias de Nefertiti” .
[5] Lakatos
Veja mais informações sobre o pensamento filosófico de
Lakatos poder ser visto nos Anexo 3.
[6] ENTREVISTA
O anexo 6 sugere modelos de formulários a serem aplicados
nessa pesquisa.