03 março 2012

Os riscos das contradições

De: Mundo Espírita

Quando o evangelista Lucas, que também foi médico e autor dos “Atos dos Apóstolos”, anotou no capítulo II, intitulado o “Cântico de Simeão”, que Jesus seria “alvo de contradição” antecipou em séculos uma realidade incontestável. Após o século IV, dogmas, rituais, princípios irracionais, hierarquia religiosa e tantos outros absurdos que desfiguraram a beleza inexcedível dos ensinamentos evangélicos.
Não foi por outra razão que Allan Kardec incluiu no capítulo XX, de “O Livro dos Médiuns”, a advertência de Erasto de que é “melhor repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea”.
O Codificador da Doutrina Espírita pretende mostrar que a razão espírita não pode ser violentada pela falta de consciência em torno dos reais objetivos que se pretende alcançar, cujo cerne é a redenção espiritual da humanidade para construção de uma sociedade organizada e feliz.
Daí estarmos atentos às advertências da fé raciocinada para as atitudes que não devemos adotar, como recomenda a Federação Espírita do Paraná, com o apoio dos Conselhos Federativos Estadual e Nacional:

a) Paramentos e quaisquer vestes especiais.
b) Vinho ou qualquer bebida alcoólica.
c) Incenso, mirra, fumo ou outras substâncias que produzam fumaça.
d) Altares, imagens, andores, velas e quaisquer objetos materiais como auxiliares de atração do público.
e) Hinos ou cantos em línguas mortas ou exóticas, só os admitindo, na língua do país, exclusivamente em reuniões festivas realizadas pela infância e pela juventude e em sessões ditas de efeitos físicos.
f) Danças, procissões e atos análogos.
g) Atender a interesses materiais terra-a-terra, rasteiros ou mundanos.
h) Pagamentos por toda e qualquer graça conseguida para o próximo.
i) Talismãs, amuletos, orações miraculosas, bentinhos, escapulários ou quaisquer objetos semelhantes.
j) Administração de sacramentos, concessão de indulgências, distribuição de títulos nobiliárquicos.
k) Confeccionar horóscopos, exercer a cartomancia, a quiromancia, astromancia e outras “mancias”.
l) Rituais e encenações extravagantes de modo a impressionar o público.
m) Termos exóticos ou excêntricos para a designação de seres e coisas.
n) Fazer promessas, despachos, riscar cruzes e pontos, praticar, enfim, a longa série de atos materiais oriundos das velhas e primitivas concepções religiosas.
Tudo tão simples de entender e aplicar!
Não podemos trair os graves compromissos assumidos em nossa programação reencarnatória junto ao Movimento Espírita, que deve ser dignificado com a nossa fidelidade.

Fonte: http://www.mundoespirita.com.br

Doutrina Espírita: Não basta compreender; é preciso sobretudo assimilá-la.

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