03 março 2012

Nomenclatura Espírita

Textos extraídos do livro“INSTRUÇÕES PRÁTICAS SOBRE AS MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS”Obra de Allan Kardec
O Espiritismo é ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência, consiste nas relações que podem estabelecer com os Espíritos; como filosofia, compreende todas as conseqüências morais que decorrem dessas relações.

Podemos assim defini-lo:
O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, da origem e do destino dos Espíritos, e de suas relações com o mundo corporal.
Allan Kardec, no livro «O QUE É O ESPIRITISMO», (Preâmbulo).

Como meio de elaboração, o Espiritismo procede exatamente da mesma forma que as ciências positivas, aplicando o método experimental. Fatos novos se apresentam, que não podem ser explicados pelas leis conhecidas; ele os observa, compara, analisa e, remontando dos efeitos às causas, chega à lei que os rege; depois, deduz-lhes as conseqüências e busca as aplicações úteis. Não estabeleceu nenhuma teoria preconcebida; assim, não apresentou como hipóteses a existência e a intervenção dos Espíritos, nem o perispírito, nem a reencarnação, nem qualquer dos princípios da doutrina; concluiu pela existência dos Espíritos, quando essa existência ressaltou evidente da observação dos fatos, procedendo de igual maneira quanto aos outros princípios. Não foram os fatos que vieram a posteriori confirmar a teoria: a teoria é que veio subseqüentemente explicar e resumir os fatos. É, pois, rigorosamente exato dizer-se que o Espiritismo é uma ciência de observação e não produto da imaginação. As ciências só fizeram progressos importantes depois que seus estudos se basearam sobre o método experimental; até então, acreditou-se que esse método também só era aplicável à matéria, ao passo que o é também às coisas metafísicas.

Um último caráter da revelação espírita, a ressaltar das condições mesmas em que ela se produz, é que, apoiando-se em fatos, tem que ser, e não pode deixar de ser, essencialmente progressiva, como todas as ciências de observação. Pela sua substância, alia-se à Ciência que, sendo a exposição das leis da Natureza, com relação a certa ordem de fatos, não pode ser contrária às leis de Deus, autor daquelas leis. As descobertas que a Ciência realiza, longe de o rebaixarem, glorificam a Deus; unicamente destroem o que os homens edificaram sobre as falsas idéias que formaram de Deus.

O Espiritismo, pois, não estabelece como princípio absoluto senão o que se acha evidentemente demonstrado, ou o que ressalta logicamente da observação. Entendendo com todos os ramos da economia social, aos quais dá o apoio das suas próprias descobertas, assimilará sempre todas as doutrinas progressivas, de qualquer ordem que sejam, desde que hajam assumido o estado de verdades práticas e abandonado o domínio da utopia, sem o que ele se suicidaria. Deixando de ser o que é, mentiria à sua origem e ao seu fim providencial. Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará.
Allan Kardec, no livro «A GÊNESE», itens 14 e 55.

QUADRO SINÓTICO

ESPÍRITOS
Espírito (Do lat. spiritus, de spirare, soprar). No sentido especial da doutrina espírita, os espíritos são seres inteligentes da criação e povoam o Universo fora do mundo corpóreo.

A natureza íntima dos Espíritos nos é desconhecida; eles mesmos não a podem definir, seja por ignorância, seja pela insuficiência da nossa linguagem. Somos a este respeito como cegos de nascença em face da luz. Segundo o que eles nos dizem, o Espírito não é material no sentido vulgar da palavra; não é tampouco imaterial em sentido absoluto, porque o Espírito é alguma coisa e a imaterialidade absoluta seria o nada. O Espírito é, pois, formado de uma substância, mas da qual a matéria grosseira que impressiona nossos sentidos não pode dar-nos uma idéia. Pode-se compará-lo a uma chama ou centelha cujo brilho varia segundo o grau de purificação. Pode tomar todas as espécies de formas por meio do perispírito de que está envolvido.
NATUREZA INTIMA DOS ESPÍRITOS
Espírito
Elementar
Espírito considerado em si mesmo e feita abstração de seu perispírito ou invólucro material.
PerispíritoDe peri, em redor, e spiritus, espírito.
Invólucro semimaterial do Espírito depois da sua separação do corpo. O Espírito o tira do mundo em que se acha e o troca ao passar de um a outro; ele é mais ou menos sutil ou grosseiro, segundo a natureza de cada globo. O perispírito pode tomar todas as formas à vontade do Espírito; ordinariamente ele assume a imagem que este tinha em sua última existência corporal. Embora de natureza etérea, a substância do perispírito é suscetível de certas modificações que a tornam perceptível à nossa vista. É o que se dá nas aparições. Ela pode até, por sua união com o fluido de certas pessoas, torna-se temporariamente tangível, isto é, oferecer ao toque a resistência de um corpo sólido, como se vê nas aparições estereológicas ou palpáveis. A natureza íntima do perispírito não é ainda conhecida; mas poder-se-ia supor que a matéria do corpo é composta de uma parte sólida e grosseira e de uma parte sutil e etérea; ao passo que a segunda persiste e segue o espírito. O espírito teria, assim, um duplo invólucro; a morte apenas o despojaria do mais grosseiro; o segundo, que constitui o perispírito, conservaria o tipo a forma da primeira, da qual ele é como a sombra; mas sua natureza essencialmente vaporosa permite ao Espírito modificar esta forma à sua vontade, torná-la visível, palpável ou impalpável. O perispírito é, para o Espírito, o que o perisperma e para o germe do fruto. A amêndoa, despojada do seu invólucro lenhoso, encerra o germe sob o invólucro delicado do perisperma.
O Espiritismo tem por finalidade combater a incredulidade e suas funestas conseqüências, fornecendo provas patentes da alma e da vida futura.
Allan Kardec no livro “O que é o Espiritismo”
ESTADOS DOS ESPÍRITOS
EncarnaçãoEstado dos Espíritos que revestem um invólucro corporal. Diz-se Espírito encarnado, em oposição a Espírito errante. Os Espíritos são errantes no intervalo de suas diferentes encarnações. A encarnação pode ocorrer na Terra ou em outro mundo.
ErraticidadeEstado dos Espíritos errantes, isto é, não encarnados, durante os intervalos de suas existências corpóreas. A erraticidade não é um sinal absoluto de inferioridade para os Espíritos. Há Espíritos errantes de todas as classes, salvo os da primeira ordem ou puros Espíritos, que não tendo mais que sofrer encarnação, não podem ser considerados como errantes. Os Espíritos errantes são felizes ou desgraçados segundo o grau de sua purificação. É nesse estado que o Espírito, tendo despido o véu material do corpo, reconhece suas existências anteriores e os erros que o afastam da perfeição e da felicidade infinita. É então, igualmente, que ele escolhe novas provas, a fim de avançar mais depressa.(*)
(*) Erraticidade em português quer dizer o mesmo que erratibilidade; isto é, caráter do que é errático. Antônimo: sedentário, fixo. Nesse sentido muitas pessoas entenderam que, desencarnados, os espíritos são espécie de nômades, sem residência fixa, vagueando ao acaso. Essa concepção foi responsável pelo retraimento de muitos espíritas à descrição das colônias espirituais tais como "Nosso Lar", "Alvorada Nova", etc., que entram em conflito com o sentido do primeiro de "erraticidade". Todavia os próprios dicionários já consignam o conceito espírita: "Erraticidade: estado dos Espíritos entre suas encarnações".
Pureza Absoluta
Estado dos Espíritos da primeira ordem ou puros Espíritos: os que percorreram todos os graus da escala e não têm que sofrer mais encarnação.
ESCALA ESPÍRITA OU DIFERENTES ORDENS DE ESPÍRITOS
Bons Espíritos
- 1ª ordem
- 2ª ordem
1a classe Puros Espíritos
2ª classe Espíritos Superiores
3ª classe Espíritos Sensatos
4ª classe Espíritos Sábios
5ª classe Espíritos Benfazejos
Espíritos Imperfeitos- 3ª ordem 6ª classe Espíritos batedores e perturbadores
7ª classe Espíritos neutros
8ª classe Espírito pseudo-sábios
9ª classe Espíritos levianos
10ª classe Espíritos impuros
Lembre-se o Espiritismo não se impõe, ele respeita a liberdade de consciência.
Allan Kardec no livro “O que é o Espiritismo”
EMANCIPAÇÃO DA ALMA OU DO ESPÍRITO ENCARNADO
Sonho Efeito da emancipação da alma durante o sono. Quando os sentidos ficam entorpecidos os laços que unem o corpo e a alma se afrouxam. Esta tornando-se mais livre, recupera em parte suas faculdades de Espírito e entra mais facilmente em comunicação com os seres do mundo incorpóreo. A recordação que ela conserva ao despertar, do que viu em outros lugares e em outros mundos, ou em suas existências passadas, constitui o sonho propriamente dito. Sendo esta recordação apenas parcial, quase sempre incompleta e entremeada com recordações da vigília, resultam daí, a concatenação e produzem esses conjuntos estranhos que parecem sem sentido, pouco mais ou menos como seria a narração à qual se houvessem truncado, aqui e ali, fragmentos de linhas ou de frases.
SoniloquiaDo lat. somnus, sono, loqui, falar. Estado de emancipação da alma, intermediária ao sono e ao sonambulismo natural. Aqueles que falam sonhando são soníloquos.
Sonambulismo NaturalO que é espontâneo e se produz sem provocação e sem influência de nenhum agente exterior.
Sonambulismo MagnéticoO que é provocado pela ação que uma pessoa exerce sobre outra por meio do fluido magnético que esta derrama sobre aquela.
ÊxtaseDo pr. ekstasis, arrebatamento, arroubo de espírito; feito de existêmi, tomar de espanto; paroxismo da emancipação da alma durante a vida corporal, de que resulta a suspensão momentânea das faculdades perceptivas e sensitivas dos órgãos. Neste estado a alma não se prende mais ao corpo senão por laços fracos, que ela procura partir; pertence mais ao mundo dos Espíritos, que ela entrevê, do que ao mundo material. O êxtase é, algumas vezes, natural e espontâneo; pode também ser provocado pela ação magnética e, neste caso, é um grau superior do sonambulismo.
Segunda-VistaEfeito da emancipação da alma que se manifesta no estado de vigília. Faculdade de ver as coisas ausentes como se estivessem presentes. Aqueles que dela são dotados não vêem pelos olhos, mas pela alma, que percebe a imagem dos objetos por toda parte onde ela se transporta, e como por uma espécie de miragem. Esta faculdade não é permanente. Certas pessoas a possuem sem saber: ela parece-lhes um efeito natural, e produz o que denominamos visões.
Sono Natural: suspensão momentânea da vida de relação. Entorpecimento dos sentidos durante o qual são interrompidas as relações da alma com o mundo exterior por meio dos órgãos.

Sono Magnético: Atuando sobre o sistema nervoso, o fluido magnético produz, em certas pessoas, um efeito que se comparou ao sono natural, mas que difere dele essencialmente em muitos pontos. A principal diferença consiste em que, neste estado, o pensamento se encontra inteiramente livre, o indivíduo tem um conhecimento perfeito de si mesmo e o corpo pode agir como no estado normal, o que é devido ao fato de a causa fisiológica do sono magnético não é a mesma que a do sono natural. Contudo o sono natural é um estado transitório que precede sempre o sono magnético; a passagem de um a outro é um verdadeiro despertar da alma. Eis porque aqueles que são postos pela primeira vez em sonambulismo magnético respondem quase sempre não a esta pergunta: dormis? E, com efeito, visto que vêem e pensam livremente, para eles isto não é dormir no sentido vulgar da palavra.
Se as manifestações espíritas fossem privilégio de um só homem, ninguém dúvida que, pondo esse homem de lado, por-se-ia fim às manifestações.
Allan Kardec no livro “O que é o Espiritismo”
MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS
OcultasQuando não tem nada de ostensivo e o Espírito se limita a agir sobre o pensamento.
PatentesQuando são apreciáveis pelos sentidos.
FísicasQuando se traduzem por fenômenos materiais, tais como ruídos, movimentos e deslocamento de objetos
InteligentesQuando revelam um pensamento (Comunicação Espírita).
EspôntânesQuando são independentes da vontade e ocorrem sem que nenhum Espírito seja chamado.
ProvocadasQuando são efeito da vontade, do desejo ou de uma evocação determinada.
AparentesQuando o Espírito se faz visível à vista (Aparição).
Vaporosas ou etéreas:
Quando é impalpável e inatingível, e não oferece nenhuma resistência ao choque.
Tangíveis ou estereológicas:
Quando é palpável e apresenta a consistência de um corpo sólido.
Os Espíritos não são perfeitos, pois são as almas dos homens, e estes não são perfeitos, pela mesma razão, os homens não são perfeitos porque constituem a encarnação de Espíritos mais ou menos adiantados. O mundo corporal e o mundo espiritual interpenetram-se incessantemente. Pela morte do corpo, o mundo corporal fornece contigente ao mundo espiritual; pelos nascimentos, o mundo espiritual alimenta a humanidade. A cada nova existência, o Espírito cumpre o progresso maior ou menor, e quando adquire sobre a terra a soma de conhecimentos e a elevação moral que comporta o nosso globo, abandona-o para passar a um mundo mais elevado, onde aprende coisas novas.
Allan Kardec no livro "O que é o Espiritismo".
COMUNICAÇÕES
FrivolasAs que se referem a assuntos fúteis e sem importância.
GrosseirasAs que se traduzem por expressões que ofendem a decência.
SériasAs que excluem a frivolidade, qualquer que seja o assunto de que tratem.
InstrutivasAs que têm por objeto principal um ensinamento dado pelos Espíritos sobre as Ciências, a Moral, a Filosofia, etc.
O Espiritismo, não tem sua fonte entre os homens; é a obra dos Espíritos, que não podem ser queimados nem presos. Consiste na crença individual e não nas sociedades, que não são absolutamente necessárias. Se chegassem a destruir todos os livros espíritas, os Espíritos a ditariam novamente.
Allan Kardec no livro "O que é o Espiritismo"
MODALIDADES DE COMUNICAÇÕES
Sematologia
Do gr. sema, semato, sinal, e logos, discurso; transmissão do pensamento dos Espíritos por meio de sinais, tais como pancadas, batidas, movimentos de objetos, etc.
TiptologiaLinguagem dos sinais por meio de pancadas, modo de comunicação dos Espíritos.
Tiptologia Alfabética
Batidas na madeira, na parede ou em qualquer outro lugar, seguindo um código telegráfico ou convencionado na ocasião, pelas quais o Espírito estabelece conversação com as pessoas. (Nota de J. Herculano Pires)
Psicografia

Psicografia direta:
Quando o próprio médium escreve pegando o lápis como para a escrita ordinária.

Psicografia indireta:
Quando o lápis é adaptado a um objeto qualquer que serve, de certo modo, de apêndice à mão, como uma cesta, prancheta, etc.
Do gr. psuké, borboleta, alma e graphô, eu escrevo): transmissão do pensamento dos Espíritos por meio da escrita, pela mão de um médium. No médium escrevente a mão é o instrumento, mas sua alma, ou o espírito nele encarnado é o intermediário ou intérprete do Espírito estranho que se comunica; na pneumatografia, é o Espírito estranho mesmo quem escreve, sem o intermediário.
Pneumatografia
Do gr. pneuma, ar, sôpro, vento, espírito, e grafo, eu escrevo: escrita direta dos Espíritos sem auxílio da mão do médium.
Pneumatofonia
De pneuma e de phoné, som ou voz: comunicação verbal e direta dos Espíritos sem o auxílio dos órgãos da voz. Som ou voz que eles fazem ouvir no vago do ar e que parece ressoar em nossos ouvidos.
Psicofonia
Do gr. psuké, alma e phonê, som ou voz: transmissão do pensamento dos Espíritos pela voz de um médium falante.
Telepatia
Comunicação à distância entre duas pessoas vivas, que se evocam reciprocamente. Esta evocação provoca a emancipação da alma, ou do Espírito encarnado, que vem se manifestar e pode comunicar seu pensamento pela escrita ou por qualquer outro meio. Os Espíritos dizem-nos que a telegrafia humana será um dia um meio usual de comunicação, quando os homens forem mais moralizados, menos egoístas e menos presos às coisas materiais. Até que esse estado seja alcançado, a telegrafia humana será um privilégio das almas de escol.
Os Espíritos não são perfeitos, pois são as almas dos homens, e estes não são perfeitos, pela mesma razão, os homens não são perfeitos porque constituem a encarnação de Espíritos mais ou menos adiantados. O mundo corporal e o mundo espiritual interpenetram-se incessantemente. Pela morte do corpo, o mundo corporal fornece contigente ao mundo espiritual; pelos nascimentos, o mundo espiritual alimenta a humanidade. A cada nova existência, o Espírito cumpre o progresso maior ou menor, e quando adquire sobre a terra a soma de conhecimentos e a elevação moral que comporta o nosso globo, abandona-o para passar a um mundo mais elevado, onde aprende coisas novas.
Allan Kardec no livro “O que é o Espiritismo”
MÉDIUNS OU AGENTES DAS MANIFESTAÇÕES
Médiuns
Do lat. médium, meio, intermediário; pessoas acessíveis à influência dos Espíritos, e mais ou menos dotadas da faculdade de receber e transmitir suas comunicações. Para os Espíritos, o médium é um intermediário; é um agente ou um instrumento mais ou menos cômodo, segundo a natureza ou grau da faculdade mediúnica. Esta faculdade depende de uma disposição orgânica especial, suscetível de desenvolvimento. Distinguem-se diversas variedades de médiuns, segundo sua aptidão particular para tal ou tal modo de transmissão, ou tal gênero de comunicação.
Médiuns NaturaisAqueles que produzem fenômenos espontaneamente e sem nenhuma participação de sua vontade;
Médiuns Facultativos Aqueles que tem o poder de provocá-los por ato da vontade.
Médiuns de Influências FísicasSão aqueles que tem o poder de provocar manifestações ostensivas.
Médiuns MotoresOs que provocam o movimento e o deslocamento dos objetos
Médiuns TiptólogosOs que provocam ruídos, pancadas ou batidas.
Médiuns de ApariçãoOs que provocam aparições.
Médiuns de InfluEñcias MoraisOs que são mais especialmente aptos a receber e transmitir comunicações inteligentes; distinguem-se, segundo sua aptidão especial.
Médiuns Escreventes ou PsicógrafosOs que tem a faculdade de escrever sobre sob a influência dos Espíritos.
Médiuns PneumatógrafosOs que tem a faculdade de obter a escrita direta dos Espíritos.
Médiuns Desenhistas ou PictógrafosOs que desenham sob a influência dos Espíritos.
Médiuns MúsicosOs que executam, compõem ou escrevem músicas sob influência dos Espíritos. Há médiuns musicais mecânicos, semi-mecânicos, intuitivos e inspirados, como se dá com as comunicações literárias.
Médiuns Falantes ou PsicofônicosOs que transmitem pela palavra o que os médiuns escreventes transmitem pela escrita.
Médiuns ComunicadoresPessoas que tem o poder de desenvolver nos outros, por sua vontade, a faculdade de escrever, sejam ou não, elas mesmas, médiuns escreventes.
Médiuns InspiradosPessoas que, quer em estado normal, quer em estado de êxtase, recebem pelo pensamento, comunicações ocultas, estranhas às suas idéias preconcebidas.
Médiuns de PressentimentosPessoas que, em certas circunstâncias, tem uma vaga intuição do que vai ocorrer no futuro.
Médiuns VidentesPessoas que tem a faculdade da segunda-vista ou a de ver os Espíritos.
Médiuns SensitivosPessoas suscetíveis de sentir a presença dos Espíritos por uma vaga impressão que elas não podem explicar. Esta variedade não tem caráter bem delimitado; todos os médiuns são necessariamente impressionáveis; a impressionabilidade é, assim, antes uma qualidade geral do que especial. É a faculdade rudimentar indispensável ao desenvolvimento de todas as outras; ela difere da impressionabilidade puramente física e nervosa com a qual não se deve confundi-la.
Médiuns AudientesPessoas capazes de ouvir os Espíritos.
A terceira revelação, vinda numa época de emancipação e madureza intelectual, em que a inteligência, já desenvolvida, não se resigna a representar papel passivo; em que o homem nada aceita às cegas, mas quer ver aonde o conduzem, quer saber o porquê e o como de cada coisa – tinha ela que ser ao mesmo tempo o produto de um ensino e o fruto do trabalho, da pesquisa e do livre exame. Os Espíritos não ensinam senão justamente o que é mister para guiá-lo no caminho da verdade, mas abstêm-se de revelar o que o homem pode descobrir por si mesmo, deixando-lhe o cuidado de discutir, verificar e submeter tudo ao cadinho da razão, deixando mesmo, muitas vezes, que adquira experiência à sua custa. Fornecem-lhe o princípio, os materiais; cabe-lhe a ele aproveitá-los e pô-los em obra.
Allan Kardec, no livro «A GÊNESE», item 50.

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