01 janeiro 2012

Como identificar um suicída em potencial

Rubens Santini de Oliveira

É preciso evitar novos suicídios!
“A Psicologia Clínica está preocupada em lidar com a tentativa de suicídio ocorrida e entendê-la para uma atuação pós-crise, desenvolvendo um acompanhamento terapêutico neste período difícil.
Alguns hospitais, como o Hospital São Paulo, já possuem um setor de atendimento psicológico para indivíduos que dão entrada no hospital por tentativa de suicídio mal-sucedido. Esta equipe especializada, objetiva prevenir novas tentativas de suicídios por parte destas pessoas e reintegrá-las ao convívio social, em vez de se preocupar apenas com a alta médica (recuperação física do interno), como ocorria até pouco tempo.
É possível tentar desenvolver um trabalho junto à família do suicida, uma vez que o suicídio se relaciona diretamente com a unidade familiar e o meio próximo ao individuo. Além disso, a família com um membro suicida encontra-se freqüentemente desamparada e impotente diante de tal situação”. “Minha querida filha, há seis meses que você dilapida seus recursos e compromete silenciosamente seus benefícios; dentro em breve seremos presas dos horrores da fome. É preferível que aquele que não serve para nada se vá; você acaba de sair para se submeter a mais algum sacrifício; quando voltar não me terá mais a sua custa”.
CVV dá ajuda por telefone
O CVV (Centro de Valorização da Vida) é um serviço telefônico grátis que atende 24 horas do dia. Recebem 4000 ligações por mês só na cidade de São Paulo.
O CVV possui alguns lemas como “somente aquele que sabe ouvir poderá ajudar” ou, o mais conhecido, “é mais fácil viver quando se tem um amigo”.
Todo o corpo de plantonistas é composto por pessoas voluntárias.
Um dos métodos de atuação do CVV é tentar entender a pessoa, sem minimizar o seu problema.
Por exemplo: a dor sentida por uma adolescente que briga com o namorado, pode ser muito grande para ela. A postura do CVV, neste caso, seria de compreensão. Jamais seria dito à jovem que procurasse um outro namorado, pois isso deve ser o que ela está ouvindo de todos.
O CVV aconselha que a atitude adotada por amigos de suicidas em potencial seja a mesma: “jamais diga para essa pessoa que seu sofrimento é uma bobagem”.
Um outro conselho do CVV é que seja permitido o desabafo, deixar a pessoa chorar, se extravasar. Quando a idéia de suicídio é exposto claramente, ou seja, quando é discutida, é mais dificil que ela se concretize. Qualquer coisa que passa pela linguagem é atenuada. Se alguém diz que tem medo de um vir a se matar, provavelmente não irá fazer isso”.
Como identificar um suicida em potencial:
Observar se a pessoa tem sintoma de :
- Depressão: Tristeza constante, ansiedade, insônia, perda de apetite, pessimismo, dificuldade de se concentrar.
- Falta de perspectiva: O que é diferente de uma tristeza temporária.
- Ficar atento a fatos importantes da vida da pessoa. Grandes perdas ou mudanças podem precipitar uma tentativa ao suicídio.
- Verificar se a pessoa já tentou se matar antes. Estas pessoas têm maior tendência a repetir a tentativa.
- Ficar atento para anúncios espontâneos de suicídio.
- Falar claramente sobre o tema. Pergunte diretamente se a pessoa pensa em se matar.
O que fazer se parente ou amigo quiser se matar:
- Ofereça ajuda médica ou psiquiátrica. Se necessário, leve-a mesmo a contragosto.
- Mantenha-a longe de armas de fogo, objetos cortantes, remédios como calmantes e de lugares altos.
- Converse sobre a situação que ela vive. Lembre-se de que a depressão tem cura e é passageira, com tratamento adequado ela acaba em duas ou três semanas. Para a pessoa deprimida, entretanto, a sensação é de que jamais haverá solução.
- Nem a deixe sozinha, nem durante a noite. Além de ter seus atos vigiados, ela se sentirá querida e estimulada.
- Trate o tema com clareza e sem preconceitos.las sombrias: - era meia dúzia de réprobos que passava enlouquecida, deixando à mostra cenas de afogamento, por arrastarem na mente conflagrada a trágica lembrança de quando se atiraram às suas águas!... Homens e mulheres transitavam desesperados: uns ensangüentados, outros estorcendo-se no suplício das dores pelo envenenamento, e, o que era pior, deixando à mostra o reflexo das entranhas carnais corroídas pelo tóxico ingerido, enquanto outros mais, incendiados, a gritarem por socorro em correrias insensatas, traziam pânico ainda maior entre os companheiros de desgraça, os quais receavam queimar-se ao seu contacto, todos possuídos de loucura coletiva! E coroando a profundeza e intensidade desses inimagináveis martírios — as penas morais: os remorsos, as saudades dos seres amados, dos quais não tinham mais notícias, os mesmos dissabores que haviam dado causa ao desespero e que persistiam em afligir!... E as penas físico-materiais: a fome, o frio, a sede, exigências fisiológicas em geral, torturantes, irritantes, desesperadoras! a fadiga, a insônia depressora, a fraqueza, o delírio!”

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