11 novembro 2006

A INFÂNCIA

O Espírito de uma criança pode ser até mais evoluído do que o de um adulto, porém, sua inteligência não se manifesta plenamente, porque seu organismo físico ainda não está suficientemente desenvolvido.
O estado de perturbação por que passa o Espírito, no ato da encarnação, só aos poucos é que vai cessando, dissipando-se totalmente com o pleno desenvolvimento dos órgãos.
A infância é uma fase de adaptação muito necessária ao Espírito reencarnante. Ela não se passa da mesma forma nos diferentes mundos, nos mais adiantados é menos obtusa.
Recém-saído do mundo espiritual, onde gozava de maior liberdade e dispunha de maiores recursos, o Espírito se vê em dificuldades para exprimir seus pensamentos e manifestar suas sensações, em pleno exercício de suas reais faculdades.
Nessa fase em que o espírito se vê limitado em sua liberdade, a infância é uma demonstração da misericórdia de Deus, que lhe propicia uma dupla vantagem:
-primeiro, o espírito ganha o tempo indispensável, a fim de se preparar para as futuras e difíceis tarefas da nova existência a trilhar;
-segundo, pela fase que atravessa – comum a todas as crianças, isto é, de simplicidade e de inocência – despertará nos pai e naqueles com quem conviva muita simpatia, interesse e boa vontade, o que de muito lha facilitará o desempenho de suas atividades.
Sabemos, outrossim, que cada criança apresentará mais tarde todas as sua tendências e falhas morais, de acordo com seu adiantamento espiritual e que a criança rebelde se conserva ignorante e imperfeita. Seu aproveitamento depende da sua maior ou menor docilidade.
Reencarnando sob a forma inicial de uma criança o Espírito, durante esse período, é mais acessível às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento, para o que devem contribuir os incumbidos e educa-lo.
Como criança o Espírito, pois, enverga temporariamente a túnica da inocência.
Foi por isso que Jesus destacou esse estado de pureza e de simplicidade da infância, ressaltando sua importância e fazendo ver que o ideal seria a alma permanecer sempre com tais disposições, vida afora.
E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles. E disse:" Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos Céus."
O mais frio celerado há de se lembrar um dia de que já foi criança, de aparência inocente e pura e que de muito lhe valeria ter continuado a cultivar semelhantes virtudes.

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