11 novembro 2006

AS PROVAS DA REENCARNAÇÃO


As provas da reencarnação baseiam-se, essencialmente, no seguinte:
Na regressão da memória, que pode efetuar-se por força de sugestão hipnótica ou recordação espontânea de existências anteriores, sem que se identifique, aparentemente, uma causa para justificá-la. Neste último caso, a recordação tanto pode dar-se no sono comum, como no estado de vigília.
Nos ditados mediúnicos, onde o médium é capaz de transmitir revelações sobre existências anteriores, próprias ou de outras pessoas.
Nas idéias inatas e nas crianças-prodígio, que abalam as bases científicas da hereditariedade.
Secundariamente, não tanto como prova, mas como crença, a reencarnação é um ensinamento de diversas escolas religiosas, notadamente as orientais, e filosóficas.
Tentaremos, no entanto, nos deter nos fatos e para isso citaremos, a seguir, provas encontradas nos anais das experiências humanas:
"(...) Juliano, o Apóstata, lembrava-se de ter sido Alexandre da Macedônia.
(...) O grande poeta Lamartine declara, em sua Viagem ao Oriente, ter tido reminiscências muito claras. Eis o seu testemunho:
Não tinha na Judéia nem Bíblia, nem livro de viagens, nem ninguém que me pudesse dar o nome dos lugares, a denominação antiga dos vales e das montanhas; reconheci, entretanto, desde logo, o vale de Terebinto e o campo de batalha de Saul. (...) Em Sephora, designei com o dedo e dei o nome de uma colina, no alto da qual havia um castelo arruinado, como o lugar provável do nascimento da Virgem.
(...) Exceto o vale do Líbano, nunca encontrei na Judéia um lugar ou qualquer coisa que não fosse para mim como uma recordação. (...)"
O escritor francês Méry recordava-se de "(...) ter feito a guerra das Gálias e haver combatido na Germânia com Germanicus. (...) Chamava-se, então, Minius. (...)"
O americano Edgar Cayce, apesar de ser um devoto e ortodoxo protestante, "(...) tinha (...) a faculdade de entrar em transe espontâneo, no qual revelava conhecimentos muito acima do seu nível habitual em estado de vigília. (...)" Durante o transe ele não somente diagnosticava males físicos e espirituais, como revelava fatos de existências anteriores das pessoas que o procuravam, e de si mesmo.
Na vida imediatamente anterior, era ele um certo John Bainbridge, nascido nas Ilhas Britânicas, em 1742. (...)
Terminou sua existência quando tentava escapar pelo rio Ohio, numa balsa cheia de gente, perseguida de ambas as margens pelos índios implacáveis.
(...) Mais de um século depois, em setembro de 1925, Cayce foi a uma barbearia, levar seu filho Hugh Lynn para cortar o cabelo. Lá chegando, encontrou um garoto de cinco anos, filho do barbeiro (...)" que segurava uma caixinha de biscoitos. "(...) Quando Cayce entrou, o garoto (...) olhou-o fixamente e caminhou para ele, oferecendo-lhe a caixa de biscoitos.
- Olha aqui - disse impulsivamente -, fique com o resto. Você ainda deve estar morrendo de fome. (...)
A seguir, o garoto recordou ter conhecido Cayce na balsa, quando fugiam dos índios, acrescentando: "(...) E você estava com uma fome terrível, não estava? (...)
Ao que Cayce respondeu: "(...) - Você tem razão. Como eu estava faminto naquela balsa!...(...)"
Pelo sono provocado através da hipnose, inclusive usado atualmente por psiquiatras e psicólogos para fins terapêuticos, têm-se obtido grandes e numerosas provas da reencarnação.
O psiquiatra inglês, Dr. Denys Kelsey, relata no livro Muitas Existências, de co-autoria com sua esposa, o caso de um seu cliente, pessoa "(...) de meia-idade, um profissional liberal de elevado grau de cultura afligido por persistente e invencível homossexualismo. Dentro da sua tese de que o médico deve primeiro pesquisar a existência atual, o Dr. Kelsey empregou inicialmente os métodos clássicos de psicanálise, com hipnose, e sem ela, tudo sem resultado prático. (...) Finalmente, numa sessão de hipnose, já na oportunidade da décima quarta consulta, o paciente começou a descrever episódios de uma existência vivida entre os hititas, quando, na qualidade de esposa de um dos chefes da época, acostumada ao luxo, exercera grande poder sobre o esposo. Quando a beleza física se foi e o marido deixou de interessar-se por ela, o choque emocional foi demasiado forte para a sua natureza apaixonada. (...) Tentou atrair terríveis malefícios sobre seu marido, pedindo a um sacerdote de Baal que o amaldiçoasse. Acabou assassinada, levando para o Além toda a frustração da sua humilhante posição de esposa orgulhosa e desprezada.
Ao que parece, o episódio (...) estava repercutindo na existência atual, na qual experimentava a tragédia do homossexualismo. (...)"
Diante de tais fatos, o Dr. Kelsey levou o paciente à cura, que, na opinião do paciente só poderia ter acontecido através da ação de alguma "(...) espécie de exorcismo praticado pelo médico. (...)"
Com relação às provas de reencarnação por meio de ditados mediúnicos, Gabriel Delanne, no livro Reencarnação, cita alguns exemplos. Escolheremos apenas um, que é relatado através de uma carta:
"(...) Meu caro Dr. Delanne.
Pede o amigo que lhe sejam comunicados os fatos tendentes a provar a reencarnação: (...)
Em agosto de 1886, fizemos uma sessão de evocação, no curso da qual se apresentou, a princípio pela tiptologia, e depois, a nosso pedido, pela escrita medianímica, uma entidade que meus pais perderam, ainda de pouca idade. (...)
Assegurava esperar, para reencarnar-se, o nascimento do meu primeiro filho, especificando que seria rapaz e viria dentro de 18 meses.
Não se esperava uma criança. Ora, em fevereiro de 1888, nascia o nosso filho mais velho, que recebeu o nome de Allan, na data prevista, com o sexo predito. (...)
B. de Reyle.
2, Allé du Levrie. Le Vernet Seine-et-Oise. (...)"
Allan Kardec perguntou aos Espíritos Superiores: "Qual a origem das faculdades extraordinárias dos indivíduos que, sem estudo prévio, parecerem ter a intuição de certos conhecimentos, o das línguas, do cálculo, etc.? (...)" Responderam os Espíritos.
"Lembrança do passado; progresso anterior da alma, mas de que ela não tem consciência. Donde queres que venham tais conhecimentos? O corpo muda, o Espírito, porém, não muda, embora troque de roupagem."
Na citação acima, encontramos mais uma prova da reencarnação: a das idéias inatas. A História nos revela inúmeros exemplos de gênios, de sábios, de homens valorosos cujos pais, ou mesmo seus filhos, não foram grandiosos como eles. Esses Espíritos, alguns deles, foram crianças-prodígio, conseguiram pôr em dúvida as leis científicas da hereditariedade, oferecendo, porém, provas de que viveram outras existências no pretérito.
Não se nega a evidência da hereditariedade física ou genética. A herança moral ou intelectual é que não é jamais transmitida de pais para filhos.
Vários sábios nasceram em meios obscuros, como é o caso de Comte, Espinosa, Kepler, Kant, Bacom, Young, Cloude Bernard, etc.
Outros tiveram, nos descendentes, pessoas comuns ou mesmo medíocres. "(...) Péricles procriou dois tolos (...).
Sócrates e Temístocles só tiveram filhos indignos. Entre os romanos vê-se o mesmo. Cícero e seu filho; Germânico e Calígula; Vespasiano e Domiciano; o grande Marco Aurélio teve por filho um furioso - Cômodo. Na História Moderna, o filho de Henrique IV, de Luis XIV, de Cromwell, de Pedro, o Grande, como os de La Fontaine, de Crébillon, de Goethe e de Napoleão, dispensam outros exemplos. (...)"
Ante tais provas, e muitas outras não relatadas aqui, a doutrina da reencarnação mostra ser uma doutrina renovadora, que estimula o progresso individual e, consequêntemente, coletivo. A comprovação reencarnatória revela o que fomos, o que somos e o que seremos. Revela, além da existência e sobrevivência do Espírito, a Lei de Causa e Efeito, regida pelo livre-arbítrio, e a destinação espiritual do homem: a perfeição.
"(...) Em resumo, a teoria das vidas sucessivas satisfaz todas as aspirações de nossas almas, que exigem uma explicação lógica do problema do destino. Ela concilia-se, perfeitamente, com a idéia duma providência, ao mesmo tempo justa e boa, que não pune nossas faltas com suplícios eternos, mas que nos deixa, a cada instante, o poder de reparar nossos erros, elevando-nos, lentamente, por nossos próprios esforços (...)."

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