24 outubro 2006

OS PRECURSORES DA DOUTRINA ESPÍRITA


Os Fatos atinentes às revelação dos Espíritos ou fenômenos mediúnicos remontam à mais recuada antigüidade sendo tão velhos quanto o nosso mundo, e sempre ocorreram em todos os tempos e entre todos os povos. A História, a este propósito, está pontilhada desses fenômenos de intercomunicação espiritual.
As evocações dos Espíritos não se situaram apenas entre os povos do Ocidente, ocorrendo com larga freqüência no Oriente, como se observa dos relatos do Código dos Vedas e do Código de Manu. Esclarece-nos Louis Jacolliot que, desde os tempos imemoriais, os padres iniciados nos mosteiros preparavam os faquires para evocação dos mortos, com a obtenção dos mais notáveis , fenômenos (Le Spiritisme dans le Monde). O missionário Huc, refere-se a grande número de experiências de comunicações com os mortos registradas na China. Paulo, o apóstolo, em suas cartas, reconhecia a prática dessas manifestações entre os cristãos primitivos ao recomendar: "Segue o amor, e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente que profetizeis". "Não apagueis o Espírito; não desprezeis profecias; julgai todas as coisas; retende o que e bom". O apóstolo João também se referia a manifestações espirituais, alertando-nos igualmente quanto à procedência dessas comunicações.
Na Idade Média, destacava-se a figura admirável de Joana d'Arc, a grande médium, recusando sempre renegar as vozes espirituais.
Numa época mais moderna é que podemos melhor situar a fase precursora do Espiritismo, a Terceira Revelação, conhecida como o Consolador Prometido por Jesus à Humanidade. A diferença entre os fatos desta fase e os fenômenos da pré-história, como bem acentua Arthur C. Doyle, está em que estes últimos episódios eram esporádicos, ou diríamos melhor, sem uma seqüência metódica, enquanto aqueles (...) têm a característica de uma invasão organizada (...). É nesta época mais moderna e precursora que vamos encontrar alguns notáveis antecessores, como o famoso vidente sueco, Emmanuel Swedenborg, engenheiro militar, insigne teólogo de valioso patrimônio cultural e dotado de largo potencial de forças psíquicas.
Desde a sua infância, tiveram início as suas visões numa continuidade que se prolonga até sua morte, mas as suas forças latentes eclodiram com mais intensidade a partir de abril de 1744, em Londres. Desde então, afirma Swedenborg, "(...) O Senhor abria os olhos de meu Espírito para ver, perfeitamente desperto, o que se passava no outro mundo e para conversar, em plena consciência, com Anjos e Espíritos. (...)".
Um outro notável precursor, digno de menção, foi Franz Anton Mesmer, médico, descobridor do magnetismo curador. Em 1775, Mesmer reconhece o poder da cura mediante a aplicação das mãos, ou seja, através da fluidoterapia. Acredita que por nossos corpos transitam fluidos curadores, preparando o caminho para o hipnotismo do Marquês de Puységur.
Fatos precursores dignos de registro ocorreram com Andrew Jaclison Davls, magnífico sensitivo que viveu entre 1826 a 1910, sendo considerado por Arhtur Conan Doyle como o profeta da Nova Revelação. Os poderes psíquicos de Davis começaram nos últimos anos da infância, ouvindo vozes de Espíritos que lhe davam conselhos. À clarividência seguiu-se a clariaudiência. Na tarde de 6 de março de 1844, Davis foi tomado por uma força que o fez voar, em Espírito, da pequena cidade onde residia, e fazer uma viagem até as montanhas de Catskill, cerca de 40 milhas de casa. Swedenborg foi um dos mentores espirituais de Davis.
O surgimento do Espiritismo foi predito por Davis no livro Princípio da Natureza."Para nós, comenta Conan Doyle, o que é importante é o papel representado por Davis no começo da revelação espírita. Ele começou a preparar o terreno, antes que se iniciasse a revelação. Estava claramente fadado a associar-se intimamente com ela, de vez que conhecia a demonstração de Hydesville (...)".

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