30 outubro 2006

OBJETIVO DA REENCARNAÇÃO

A reencarnação revela a justiça divina porque não permite que sejamos condenados eternamente por erros que a ignorância nos fez cometer. Abre-nos, Deus, ao contrário, uma porta para o arrependimento.

Haveria grande injustiça, daquele que é o nosso Pai e Criador, se não nos desse chances de reparar as faltas cometidas muitas vezes em momentos impensados, frutos da nossa cegueira e imperfeição espiritual.

"(...) Não são filhos de Deus todos os homens? Só entre os egoístas se encontram a iniquidade, o ódio implacável e os castigos sem remissão".

"Todos os Espíritos tendem para a perfeição e Deus lhes faculta os meios de alcançá-la, proporcionando-lhes as provações da vida corporal. Sua justiça, porém, lhes concede realizar, em novas existências o que não puderam fazer ou concluir numa primeira prova.

Não obraria Deus com eqüidade, nem de acordo coma sua bondade, se condenasse para sempre os que talvez hajam encontrado, oriundos do próprio meio onde foram colocados e alheios à vontade que os animava, obstáculos ao seu melhoramento. (...)"

A razão rejeita a unicidade da existência humana porque vai contra a justiça, bondade e sabedoria de Deus. Ao contrário, a idéia reencarnacionista "(...) isto é, a que consiste em admitir para o Espírito muitas existências sucessivas, é a única que corresponde à idéia que formamos da justiça de Deus para com os homens que se acham em condição moral inferior: a única que pode explicar o futuro e firmar as nossas esperanças, pois que nos oferece os meios de resgatarmos os nossos erros por novas provações. A razão no-la indica e os Espíritos a ensinam.(...)"

Além do mais, a doutrina da reencarnação é enormemente consoladora, pois faz com que o homem veja em seu Criador, não um Deus vingador e parcial, mas um Pai amigo e justo. A criatura se envolve em esperanças de viver dias futuros de felicidade, após a quitação das dívidas contraídas perante a Bondade Suprema.

Não obstante o renascimento físico ser um recurso sublime que auxilia a evolução do homem, "reencarnação nem sempre é sucesso expiatório, como nem toda luta no campo físico expressa punição.

Suor na oficina é acesso à competência.

Esforço na escola é aquisição de cultura. (...)"

"(...) ao renascermos na Crosta do Mundo, recebemos com o corpo uma herança sagrada, cujos valores precisamos preservar, aperfeiçoando-o . As forças físicas devem evoluir como as nossas almas. Se nos oferecem o vaso de serviço para novas experiências de elevação, devemos retribuir, com o nosso esforço, auxiliando-as com a luz de nosso respeito e equilibrio espiritual, no campo de trabalho e educação orgânica. O homem do futuro compreenderá que as suas células não representam apenas segmentos de carne, mas companheiras de evolução, credoras de seu reconhecimento e auxílio efetivo. (...)"

A crença nas vidas sucessivas não é coisa nova, criada pela Doutrina Espírita. "(...) Esta doutrina domina toda a antiguidade. Vamos encontrá-la no âmago das grandes religiões do Oriente e nas obras filosóficas mais puras e elevadas. Guiou na sua marcha as civilizações do passado e perpetuou-se de idade em idade. (...)

Oriunda da Índia, espalhou-se pelo mundo. Muito antes de terem aparecido os grandes reveladores dos tempos históricos, era ela formulada nos Vedas e notadamente no Bhagavad Gitâ. O Bramanismo e o Budismo nela se inspiraram (...)".

"(...) O Egito e a Grécia adotaram a mesma doutrina. À sombra de um simbolismo mais ou menos obscuro, esconde-se por toda parte a universal palingenesia (...)" (ou doutrina reencarnacionaista).

A reencarnação foi provada através de experiências realizadas por eminentes sábios e pesquisadores de renome.

Citaremos, a seguir, alguns fatos extraídos de diversas obras.

No livro O fenômeno Espírita, Gabriel Dellane, entre outras, relata, no capítulo 2 , a manifestação do Espírito Abraham Florentino, ocorrida numa sessão mediúnica organizada pelo professor Stainton Moses, da Universidade de Oxford. O referido Espírito não só provou sua existência e sobrevivência após a morte, como citou o local (Nova Iorque), a data (5 de agosto de 1874), a idade (83 anos, 1 mês e 17 dias) da desencarnação e sua participação na guerra de 1812. Feita uma pesquisa no quartel-general do estado de Nova Iorque, comprovou-se a veracidade das afirmações do Espírito.

No capítulo 4 da obra citada, destacam-se as experiências realizadas pelo famoso sábio inglês William Crookes: as materializações espirituais, ocorridas através da médium Florence Cook, permitindo a materialização do Espírito Katie King, são, particularmente, extraordinários. Este Espírito mostrou-se, ao longo de três anos, aos olhos dos encarnados e se submeteu às disciplinadas experiências do professor, como instrumento do Plano Elevado, numa missão importantíssima de provar a imortalidade da alma e a doutrina das vidas sucessivas.

A recordação de existências passadas tem-se mostrado um meio, senão o melhor, pelo menos um dos mais completos, para provar e reencarnação. Léon Denis, na obra O Problema do Ser, do Destino e da Dor, capítulo 14, 2ª parte, nos transmite as experiências de regressão da memória, ocorridas sob efeitos hipnóticos ou através de estado mórbidos, como por exemplo nas doenças. Neste livro, há o relato de um caso feito por Dr. Henri Frieborn - e publicado na famosa revista médica inglesa Lancet - onde uma mulher de 70 anos de idade, gravemente enferma por uma bronquite, entra num estado de delírio e além de falar numa língua desconhecida (indostânica), recita versos de uma antiga cantiga hindu para adormecer crianças, revelando, assim, existência anterior na Índia.

Muito interessante, no entanto, é a experiência narrada no Congresso Espírita de Paris, em 1900, por experimentadores espanhóis e também constante na obra anteriormente citada: Fernandes Colavida, presidente do Grupo de Estudos Psíquicos de Barcelona, magnetiza um determinado médium, o qual além de regredir à juventude e infância, conta como foi sua vida no Espaço e sua morte, na última reencarnação. Neste estado, consegue regredir quatro encarnações anteriores.

O espiritismo, mantém, em seus arquivos, um número surpreendente de fatos que comprovam experimentalmente a reencarnação. Recomendamos a leitura das seguintes obras, além das citadas: A Reencarnação e suas provas, de Carlos Imbassahy e Mário Cavalcante de Melo, publicada pela Livraria da Federação Espírita do Paraná; 20 casos sugestivos de Reencarnação, de Ian Stevenson, publicada pela Editora Difusora Cultural, São Paulo, 1970 e Reencarnação e Imortalidade, de Hermínio Miranda, FEB, 1976.

A teoria reencarnacionista, comprovada experimentalmente, só tem trazido benefícios para todos aqueles que a aceitam.

"(...) A alma vê claramente seu destino, que é a ascensão para a mais alta sabedoria, para a luz mais viva. A equidade governa o mundo; nossa felicidade está em nossas mãos; deixa de haver falhas no Universo, sendo o seu alvo a Beleza, seus meios a Justiça e o Amor. Dissipa-se, portanto, todo o temor quimérico, todo o terror do Além. Em vez de recear o futuro, o homem saboreia a alegria das certezas eternas. Confiando no dia seguinte, multiplicam-se-lhes as forças; seu esforço para o bem será centuplicado. (...)"

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