25 outubro 2006

O CONSOLADOR PROMETIDO


Se me amais, guardai os meus mandamentos; e eu rogarei a meu Pai e ele vos enviará outro Consolador, a fim de que fique eternamente convosco:

- O Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque o não vê e absolutamente o não conhece. Mas, quanto a vós, conhecê-lo-eis, porque ficará convosco e estará em vós.

- Porém, o Consolador, que é o Santo Espírito, que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará recordar tudo o que vos tenho dito. (JOÃO, cap.XIV, vv. 15 a 17 e 26.)

O Consolador Prometido por Jesus, também designado pelo apóstolo João como o Santo Espírito, seria enviado à Terra com a missão de consolar e lidar com a verdade. (...) Sob o nome de Consolador e de Espírito de Verdade, Jesus anunciou a vinda daquele que havia de ensinar todas as coisas e de lembrar o que ele dissera, ressalta Kardec.

O Consolador, como o Espírito de Verdade, dará aos encarnados o conhecimento de sua origem, da necessidade de sua estada na Terra e do seu destino, bem como espalhará a consolação pela fé e pela esperança.

Constitui o Espírito Consolador, portanto, a Terceira Revelação de Deus aos povos no Ocidente, e procede de Espíritos sábios e bondosos, que, do Além, enviaram os seus ensinamentos através dos instrumentos mediúnicos, num verdadeiro derramamento da mediunidade na carne.

A revelação Cristã sucedeu a revelação Moisaica; a revelação dos Espíritos veio completá-la. Várias são as razões que justificam a promessa do Cristo, do aparecimento do Espírito de Verdade, como o Consolador. Uma delas seria a inoportunidade de uma revelação total e completa pelo Cristo, numa época em que o homem não estaria amadurecido para compreendê-la. Outra razão é a do esquecimento pelos homens das verdades apregoadas no seu evangelho. Mais do que isto, destacam-se, como outra razão ainda, as distorções premeditadas que a mensagem evangélica sofreu ao longo dos tempos. Foram (...) dois mil anos de fermentação (...), de criminosas deformações da mensagem cristã.

A relação entre o Espiritismo e o Consolador está no fato de a Doutrina Espírita conter (...) todas as condições do Consolador que Jesus prometeu; ou seja (...) o espiritismo vem abrir os olhos e os ouvidos, porquanto fala sem figuras, nem alegorias, levantando o véu intencionalmente lançado sobre certos mistérios. Vem, finalmente, trazer a consolação suprema aos deserdados da Terra e a todos os que sofrem(...).

Finalmente, se de um lado o Espírito de Verdade se apresentava aos homens, à frente de elevadas entidades espirituais, que voltaram à Terra para completar a Obra do Cristo, de outro lado Kardec se coloca a postos, à frente de criaturas espiritualizadas, dispostas a colaborarem na imensa tarefa. (...) O que então se cumpria era uma promessa do Cristo, através de todo um imenso processo de amadurecimento espiritual do homem (...).

Kardec foi o instrumento de que se serviu o Alto para completar a mensagem do Cristo; que Ele mesmo havia prometido.

"Nunca te deixarei nem te desampararei".

Paulo (Hebreus,13:15.)

XAVIER, Francisco Cândido. In: Fonte

Viva. Ditado pelo Espírito Emmanuel. 20.

ed. Rio [de janeiro]: FEB, 1995. Lição 41, p. 9

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