26 outubro 2006

O CENTRO ESPÍRITA

 

É uma unidade basilar, como verdadeira célula da ação programática do Movimento Espírita, constituindo-se não só como um educandário de Espíritos, mas também como um atuante templo de orações e de fraterna vivência evangélica, através de uma conjugação de atividades beneméritas. É a abençoada instituição de cultivo do amor entre as criaturas encarnadas e desencarnadas, um santuário de reeducação espiritual.

Podemos imaginar este núcleo educativo e posto de socorro (...) na complexidade de uma usina e laboratório, hospital e escola, núcleo de pesquisas e célula de experiências valiosas, onde o coração e o cérebro se entreguem a inadiáveis tarefas de abnegação e fraternidade, de equilíbrio e união, de estudo e luz. (...)

É também um (...) posto de socorro espiritual e material (...)acolhendo (...) desde a criança (...) até os velhos, necessitados ou não de assistência e fraternidade. É templo, é casa de oração, é recanto de paz, acolhendo os desesperados, os angustiados, os revoltados. (...)

É uma alegria constatar que, no Brasil, o idealismo, o anseio da prática da caridade em seus multiformes aspectos e a firme vontade de propagar a Doutrina têm sido as alavancas propulsoras da fundação e sustentação das instituições espíritas. (...)

O papel que o Centro Espírita deve desempenhar é primordialmente o de operar a propagação da Doutrina Espírita para a renovação do homem, integrando-o no grupo familiar, com vistas ao progresso moral e espiritual da sociedade. (...) Como escolas de formação espiritual e moral que devem ser, desempenham papel relevante na divulgação do Espiritismo e no atendimento a todos os que nele buscam orientação e amparo. (...)

Cabe ao Centro Espírita, ainda, a responsabilidade (...) de mobilizar todos os recursos possíveis à instrução, orientação, alertamento e educação dos encarnados, seja na infância, na mocidade, na madureza ou na velhice, a fim de que se desincumbam com êxito de suas tarefas. (...)

Incumbe-lhe mais a atribuição de promover, em clima de harmonia, a Unificação. Recomenda o opúsculo Orientação ao Centro Espírita, que todo o Centro deve se unir com o propósito de confraternização, permutando experiências para o aprimoramento das próprias atividades e das realizações comuns. A este propósito, estarão os Centros observando a própria orientação sugerida por Kardec ao escrever. (...) Esses grupos, correspondendo-se entre si, visitando-se, permutando observações, podem, desde já, formar o núcleo da grande família espírita, que um dia, consorciará todas as opiniões e unirá os homens por um único sentimento: o da fraternidade, trazendo o cunho da caridade cristã.(...)

Da relevância das suas atribuições, da magnitude da sua missão, através de suas múltiplas atividades atuais, ressalta toda a imensurável e notável importância de seu papel no Mundo Contemporâneo, tão envolto em graves crises e tormentosas convulsões sociais.

Em verdade, ao aplicar a Doutrina, ensinando e promovendo a sua prática pelo exercício contínuo da lei de amor, atendendo aos necessitados, O Centro Espírita estará realizando o que de mais edificante e altaneiro podia alcançar: a evolução moral e espiritual do homem e da Humanidade, conduzindo ambos ao reino de luz, de paz e de bem-estar geral. Por tudo isso, bem se pode aquilatar de sua inestimável e insuperável importância.

O Centro Espírita desenvolve múltiplas realizações agrupadas em atividades básicas, administrativas, de comunicação e de unificação. As atividades que se relacionam com o objetivo da Doutrina são as básicas, discriminadas atualmente em Orientação ao Centro Espírita (obra citada) na seguinte ordem:

01. Promover o estudo metódico e sistemático da Doutrina Espírita e do Evangelho à luz do Espiritismo.

02. Promover a evangelização da criança à luz da Doutrina.

03. Incentivar a orientação da juventude na teoria e na prática doutrinária, integrando-a em suas tarefas.

04. Divulgar a Doutrina Espírita através do livro.

05. Promover o estudo da mediunidade, orientando as atividades mediúnicas.

06. Desenvolver atividades de assistência espiritual, mediante a utilização dos recursos oferecidos pela Doutrina, inclusive reuniões privativas de desobsessão.

07. Manter um trabalho de atendimento fraterno, pelo diálogo, com orientação e esclarecimento às pessoas que buscam o Centro.

08. Promover serviço de assistência social espírita, assegurando suas características beneficentes, preventivas e promocionais.

09. Incentivar e orientar a instituição do Culto do Evangelho no Lar.

Além destas, mais as atividades de ordem administrativa, através do trabalho de equipe, as atividades de comunicação, inclusive divulgação do Esperanto e, afinal, atividades de unificação, conjugando esforços e somando experiências com as demais instituições congêneres da mesma localidade ou região, de modo a evitar paralelismo ou duplicidade de realizações.

Bibliografia:  Estudos Sistematizados da Doutrina Espírita - FEB - Programa I - Edição 1996

XAVIER, Francisco Cândido. In: Fonte Viva. Ditado pelo Espírito Emmanuel.

20 ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 1995, lição 139, p. 312.

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