30 outubro 2006

CONHECIMENTO E DIVISÃO DA LEI NATURAL - 2ª Parte (Reveladores e Revelações)

A Lei Natural é a Lei Divina que rege toda a criação no Cosmo Infinito, nos seus múltiplos e diversificados planos, sendo ela substancialmente verdadeira e eficaz, por ser a única que conduz a criatura para o aperfeiçoamento e a felicidade.

A desventura humana é, portanto, um desvio ou infração dessa lei. As leis naturais significam a projeção do Pensamento Divino e a expressão fidedigna de sua vontade, consistindo sempre num preceito normativo que regula todos os fenômenos da vida universal.

As leis naturais são eternas, imutáveis, infalíveis, abrangendo os mais variáveis planos evolutivos da vida, de acordo com as diversas categorias dos mundos.

As leis naturais, como se sabe, dividem-se em leis físicas e leis morais. As primeiras disciplinam os fenômenos da matéria, em seus diversos estados, e são estudadas pela ciência. As segundas regem as relações da criatura com os seus semelhantes e demais seres da natureza.

O conhecimento da Lei Natural é dado à Humanidade de uma forma gradual, porém, de maneira constante, através de Espíritos colocados na conta de filósofos ou benfeitores humanos, os quais reencarnam na categoria de autênticos catalisadores de idéias e pensamentos para promoverem as reformas nos diversos campos do conhecimento.

Os Espíritos que aportam no seio da sociedade com esses valores são chamados reveladores da Lei Natural.

O maior e mais perfeito revelador que desceu ao nosso planeta foi Jesus Cristo, embora sua missão divina transcenda a de um simples revelador. Na qualidade de Governador Espiritual da Terra "(...) o Cristo vinha trazer ao mundo os fundamentos eternos da verdade e do amor. (...) Combateu pacificamente todas as violências do judaísmo, renovando a Lei antiga com a doutrina do esclarecimento, da tolerância e do perdão (...). Sua palavra profunda, enérgica e misericordiosa, refundiu todas as filosofias, aclarou o caminho das ciências e já teria irmanado todas as religiões da Terra, se a impiedade dos homens não fizesse valer o peso da iniquidade na balança da redenção."

Em todas as épocas da Humanidade existiram reveladores da Lei Divina nos diversos campos do conhecimento humano. Citaremos, a seguir, alguns, na tentativa de exemplificar a bondade e a misericórdia de Deus, que nunca nos deixou à mercê de nossas imperfeições.

No antigo Egito, perto de Mênfis, nos anos 2980 a 2950 a. C, viveu um erudito egípcio chamado Imotep. "Imotep é motável por haver sido o primeiro exemplo histórico, conhecido pelo nome, daquele que hoje conhecemos por cientista. E nenhum outro se conhece ao longo dos dois séculos que se lhe seguiram. (...)"

Imotep teria sido o arquiteto construtor da pirâmide de degraus ou de Sacará, que é a mais antiga do Egito. Provavelmente foi médico; "(...) os médicos egípcios gozavam de grande prestígio, já que sua ciência os colocava quase em igualdade com os próprios deuses. (...)" Tamanho era o poder de cura de Imotep, que os gregos o igualavam ao seu próprio deus da Medicina.

Tales de Mileto, filósofo grego, que viveu entre 624 a 546 a. C, foi considerado, pelos gregos, "(...) como fundador da Ciência, da Matemática e da Filosofia gregas, creditando-lhe a paternidade da maior parte do saber. (...)"

Pitágoras, outro grego, viveu no período de 582 a 497 a. C, "foi filósofo, astrônomo, matemático. Em todas essas atividades, apresentou sempre idéias novas, claras, originais. Foi o primeiro a afirmar que a Terra era esférica, o primeiro a descobrir que a harmonia universal também podia ser expressa através de números, o primeiro a descobrir a relação entre o comprimento das cordas musicais e a altura do som."

Sócrates, filósofo grego, viveu em Atenas entre os anos 470 a 399 a. C, "teve uma vida nobre como as verdades que ensinava. Nunca houve quem o pegasse em erro, falha ou contradição. (...)" Este homem - a quem todos consideravam o mais sábio dos gregos (ora, se sou o mais sábio é simplesmente porque sei que nada sei) - foi condenado a despeito de sua inocência devido às acusações de traição e corrupção que contra ele se levantaram por toda parte, estimuladas pela inveja de seus patrícios. Para nós, espíritas, Sócrates foi um dos precursores do Cristianismo.

Na era cristã, entre os anos 130 a 200, viveu Galeno, médico grego, que pelos seus conhecimentos é cognominado o pai da anatomia.

O criador da aritmética, o matemático árabe Muhammad Ibumusa Al Khwarizmi, nascido no ano 780, revolucionou a arte de calcular. Em 1473, nasce em Torun, o grande Nicolau Copérnico que "(...) chegou a perigosa conclusão de que a Terra não era o centro do Universo (...)". Isto quase o levou à morte pelos senhores da igreja católica.

Perto de Nápoles, na cidade de Nola, chega ao nosso mundo físico, no ano de 1548, o filósofo Giordano Bruno, condenado e morto pela Inquisição por defender a infinitude do espaço, os movimentos da Terra, entre outras idéias.

Avançando no tempo, em 1791, nasce em Charlestown, Estados Unidos, Samuel Finley Breese Morse, que se notabilizou pela invenção do telégrafo, assim inaugurando o campo das comunicações modernas.

Charles Robert Darwin, naturalista inglês, que viveu entre 1809 a 1822, causou grande impacto na Biologia com a sua Teoria das origens das espécies realizando estudos sobre as origens do homem.

Antes de avançarmos no tempo, é importante recordar a presença, em nosso planeta, dos gênios das artes, notadamente da pintura, da escultura e da música. Quem consegue esquecer o papel desempenhado por um Rafael Sânzio, um Leonardo da Vinci ou por um Mozart, entre tantos que vieram até nós?

No século dezenove a Ciência sofre um grande impulso, principalmente pelos trabalhos de Pasteur, Robert Koch e Lister, que abriram uma nova era no combate às infecções, as idéias filosóficas sofrem severo abalo com a Codificação Espírita, elaborada por Allan Kardec e contendo os ensinos recebidos dos Espíritos Superiores.

O mundo recebe com impacto o renascimento do cristianismo e a partir daquele momento a humanidade confundida, alertada, crédula ou incrédula, nunca mais seria a mesma. A era da espiritualização chegara! Graças àquelas primeiras sementes que foram lançadas por Moisés, na crença de um Deus único, semeadas e regadas por Jesus na sua elevada Missão de amor ao próximo e, esporadicamente cultivadas por Emissários do alto, em todos os tempos, tais como os apóstolos e seguidores do Cristianismo, Francisco de Assis, Vicente de Paula, na citação de apenas alguns nomes. Compreendemos que o homem dirige-se no encalço da sua mais alta destinação: a perfeição.

Jesus, o Cristo de Deus, porém, não pode ser nivelado entre tais reveladores, por maior que tenha sido a contribuição deles. Ele, o Cristo, estabeleceu um grandioso marco nas conquistas evolutivas do homem. Ele, a verdade e o amor encarnados, não se limitou apenas a ensinar e esclarecer, mas representou o exemplo vivo, provocando uma verdadeira revolução social. Mas, apenas dos quase que vinte séculos da sua presença entre nós, ainda não teve sua Mensagem suficientemente compreendida pela Humanidade.

Muitas das verdades anunciadas no Espiritismo encontram na Doutrina Cristã as suas bases. Por exemplo, as citações evangélicas: Há muitas moradas na Casa do Pai (João, 14:1-3), Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo (João, 3:1-12), Tudo o que vós quereis que vos façam os homens, fazei-o também a eles, porque esta é a Lei dos profetas (Mateus, 7:2), Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados (Mateus, 5:5), Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expeli os demônios; dai de graça o que de graça recebestes (Mateus, 10:8), etc são ensinamentos de Jesus que se correlacionam com os seguintes princípios adotados pelo Espiritismo: pluralidade dos mundos habitados, reencarnação ou pluralidade das existências corpóreas, lei de causa e efeito ou ação e reação e mediunidade.

Devido a essa correlação existente entre os ensinamentos de Jesus e os ditados pelos Espíritos que orientaram Allan Kardec na Codificação Espírita, não é em vão que se diz que o Espiritismo é o Cristianismo redivivo; e se por um lado Jesus disse ser o mandamento maior o do amor a Deus e ao próximo e a Doutrina Espírita afirma que fora da caridade não há salvação, por outro, nos mostra que ninguém poderá intitular-se espírita se primeiramente não for cristão.

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